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Grupos de apoio a pessoas com TA sofrem com falta de verba – 08/11/2024 – Não Tem Cabimento

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Ana Carolina D.

No mês de setembro, grupos de apoio a transtornos alimentares participaram de audiência pública com a senadora Damares Alves (Republicanos) e apontaram a necessidade de investimentos e especialização para esta área da saúde.

De acordo com Vivian Suen, coordenadora do Grupo de Assistência em Transtornos Alimentares do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (GRATA), há urgência na contratação de profissionais de nutrição, psicologia e psiquiatria para atuar junto dos pacientes com anorexia, bulimia, entre outros transtornos alimentares. Atualmente, a maioria dos funcionários são voluntários.

Além disso, a falta de leitos especializados prejudica o tratamento de pacientes com casos graves, quando é necessária a internação. “No Brasil apenas o Ambulim tem leitos destinados a essas doenças. São apenas dez”, diz.

O Ambulim, Programa de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, atende os pacientes em ala psiquiátrica junto de outras doenças, diz o coordenador e psiquiatra Táki Cordás. Para ele, pacientes com transtornos graves como anorexia nervosa, bem como com outros quadros psiquiátricos, precisam de um hospital especializado pelo alto risco de morte. “A taxa de mortalidade da anorexia nervosa pode chegar a 20%”, diz.

Na unidade de Ribeirão Preto os casos de internação são direcionados às alas comuns, onde estão desde pessoas com obesidade até pessoas com câncer. “Precisamos de profissionais com o tempo necessário para cuidar de pessoas com transtornos alimentares, que precisam ter a alimentação vigiada e ser impedidas de subir e descer escadas para perder peso, por exemplo. Um enfermeiro não pode dizer a uma menina que ela precisa comer ‘e parar de frescura’”, diz Suen.

De acordo com a assessoria da senadora Damares, os temas debatidos na audiência foram encaminhados ao Ministério da Saúde, mas não devem caminhar neste ano.

Valéria Palazzo, que fundou o Grupo de Apoio e Tratamento dos Distúrbios Alimentares e da Ansiedade (GATDA) nos anos 2000, descobriu ter compulsão alimentar nas páginas da Folha. Além disso, acompanhava os dilemas de uma amiga com bulimia, que recebia suporte do Ambulim. Juntas, decidiram se especializar e falar sobre o tema de forma gratuita, oferecendo palestras, pregando cartazes, entre outras ações, com o objetivo de conscientizar sobre o tema.

“Os transtornos alimentares não podem ser prevenidos pois um dos fatores é a predisposição genética, mas podemos conscientizar as pessoas de que são doenças sérias e precisam de ajuda”, diz. É ainda mais importante que famílias e amigos estejam cientes para ajudar pessoas que sofrem, explica a psicóloga e neurocientista.

“A pessoa tem tanto medo dos alimentos que os evita, corta tudo muito pequeno, joga fora e diz que comeu. Esse paciente precisa de alguém que iniba seus comportamentos nocivos estando na hora das refeições, que o acompanhe ao médico quando problemas relacionados aparecerem”, endossa.

Demarcados pela autopercepção distorcida e o medo de comer, os casos de anorexia nervosa são os mais difíceis de tratar, diz. Além disso há alta taxa de abandono do acompanhamento. “O sofrimento causado pela ideia de se recuperar, que implica em recuperar peso e se alimentar, é estarrecedor ainda mais para esses pacientes”, diz.

Em seu grupo em Ribeirão Preto, Suen também aponta alta taxa de evasão, especialmente em casos em que há depressão ou outras doenças associadas.


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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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