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Guedes fica de fora de galeria de ex-ministros da Fazenda – 26/12/2024 – Mercado
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Gabriela Biló, Adriana Fernandes
Paulo Guedes, ministro da Economia durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), não foi contemplado com um retrato na galeria oficial de ex-ministros do Ministério da Fazenda.
As fotos dos ex-ministros ficam na sala do CMN (Conselho Monetário Nacional), no 6º andar do prédio da Fazenda, na Esplanada dos Ministérios.
A última é de Eduardo Guardia, que era secretário-executivo do então ministro Henrique Meirelles e assumiu o comando da pasta em abril de 2018, após o antigo chefe deixar o cargo para disputar a presidência da República. Guardia ficou até o fim do governo Temer e morreu em abril de 2022.
Já Guedes foi, de 2019 a 2022, titular de um superministério, que reuniu sob seu comando as pastas da Fazenda, do Planejamento e Orçamento, da Indústria, do Trabalho e da Previdência. Depois, ele ainda incorporou a secretaria do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), voltada a concessões de infraestrutura. Em 2021, Bolsonaro desmembrou parcialmente o ministério e recriou a pasta do Trabalho e Previdência.
No governo Lula, o Ministério da Economia foi ainda mais desmembrado e foram recriados Fazenda, Planejamento e Indústria. Lula também criou na área econômica o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, sob o comando da ministra Esther Dweck.
É na sala do CMN que os ministros da Fazenda comandam reuniões ampliadas, quando há um número maior de participantes, e onde decisões históricas de política econômica brasileira foram acertadas. O acesso ao local não é permitido para visitantes.
Na última sexta-feira (20), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reuniu na sala do CMN jornalistas que escrevem sobre a pasta para um café de fim de ano e uma entrevista coletiva para comentar os últimos acontecimentos da agenda econômica.
A Fazenda não explicou a razão da ausência da foto de Guedes na galeria. Procurado pela Folha, Guedes não respondeu à reportagem.
Um ex-auxiliar de Guedes disse à reportagem, na condição de anonimato, que a ausência da foto do ministro é “grosseria e indelicadeza” com o ministro. Ele ironizou que seria preciso colocar fotos de Guedes em todos os ministérios que sucederam a pasta da Economia.
Guedes, que após deixar o cargo virou sócio da gestora de fundos de investimento Yvy Capital (entre outras atividades), tem evitado dar entrevistas. Uma exceção ocorreu em maio deste ano, quando participou do lançamento de filme sobre sua gestão em Nova York. “Caminho da Prosperidade” procura sintetizar o trabalho do ex-ministro e de sua equipe na voz deles mesmos.
Após a exibição, Guedes deu uma rápida entrevista, cercado de ex-integrantes de sua equipe que participaram do filme. Reafirmou suas posições e disse que aprofundaria a agenda se tivesse nova oportunidade.
“Faríamos tudo de novo, com mais intensidade. É o seguinte, começou o governo? Agora vai Petrobras e Banco do Brasil. Vamos ter mais concessões. Estava certo o Banco Central independente. Voltaríamos com a capitalização para a Previdência, porque vai dar problema em cinco ou dez anos.”
Na ocasião, não quis abordar temas políticos mais específicos, como avaliar por que o ex-presidente Bolsonaro preferiu fazer uma campanha focada nos temas da pauta de costumes em vez de destacar as iniciativas liberais na economia, esmiuçadas no filme.
O ex-chefe de Guedes, Bolsonaro, aparece na galeria de fotos que relembra todos os ex-presidentes da República no Palácio do Planalto. Os retratos ficam no piso térreo e foram reinstalados quase dois anos após serem totalmente destruídos durante os ataques golpistas de 8 de janeiro.
Ao visitar a galeria, a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, comentou na época que vários ex-presidentes da República não deveriam ter as suas imagens na galeria de fotos do Palácio do Planalto.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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18 horas atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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