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Guerra Rússia-Ucrânia: Lista dos principais eventos, dia 990 | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia
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2 anos atrásem
Esta é a situação na segunda-feira, 11 de novembro:
Combate
- Ataques aéreos russos mataram pelo menos cinco pessoas em Mykolaiv, no sul da Ucrâniadisse o governador regional Vitaly Kim no Telegram, um dia depois de Moscou e Kiev lançarem ataques noturnos recordes de drones um contra o outro.
- Uma pessoa foi morta e pelo menos outras 18, incluindo cinco crianças, ficaram feridas num outro ataque russo em Zaporizhzhia, segundo o governador regional Ivan Fedorov.
- Nas últimas 48 horas, a Rússia disparou 145 drones contra a Ucrânia, segundo o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, mais do que qualquer ataque noturno anterior durante o conflito.
- A Rússia também disse ter abatido 34 drones ucranianos que tinham como alvo Moscovo, a maior tentativa de ataque à capital desde o início da guerra em 2022.
- O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) impediu uma tentativa da Ucrânia de sequestrar um helicóptero russo de guerra eletrônica Mi-8MTPR-1, informaram agências de notícias russas, citando o serviço de imprensa do FSB.
- A Moldávia disse que dois drones “iscas” russos usados para enganar as defesas aéreas ucranianas durante ataques violaram o espaço aéreo moldavo e caíram nas profundezas de seu território, colocando a população em perigo.
- O Ministério da Defesa russo disse que as suas forças capturaram a aldeia de Vovchenko, na região oriental de Donetsk, na Ucrânia, onde o exército tem feito avanços nas últimas semanas. A vila fica a 5 km (3 milhas) da estratégica cidade de Kurakhove, em Donetsk.
Política e diplomacia
- O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, conversou com Presidente russo Vladimir Putin e aconselhou-o a não intensificar a guerra na Ucrânia, segundo a agência de notícias Reuters. O assunto da ligação não foi revelado imediatamente.
- O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que Moscou viu “sinais positivos” na posição de Trump sobre a Ucrânia, mas alertou que era difícil prever como ele se comportaria no cargo.
- O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, Heorhii Tykhyi, disse à Reuters que os relatos que Kiev foi informado antes de um telefonema entre Trump e Putin eram falsos.
- Trump também conversou com Chanceler alemão, Olaf Scholz por telefone, disse Berlim, acrescentando que “concordaram em trabalhar juntos para um retorno à paz na Europa”.
- O presidente cessante dos EUA, Joe Biden, instará o Congresso dos EUA e a nova administração Trump a não se afastarem da Ucrânia, pois isso poderia instigar mais instabilidade na Europa, disse o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan.
- Sullivan também disse que o governo Biden gastará seu restantes US$ 6 bilhões de financiamento da Ucrânia antes da posse presidencial de Trump em janeiro, alertando sobre os riscos globais de acabar com o apoio dos EUA a Kiev.
- O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, reunir-se-á com o presidente francês, Emmanuel Macron, para discutir formas de ajudar a Ucrânia, depois da eleição de Trump ter levantado preocupações sobre a redução do apoio dos EUA à guerra contra a Rússia, que Downing Street descreveu como uma “invasão bárbara”.
- Zelenskyy disse no seu discurso noturno em vídeo que a força e a diplomacia devem trabalhar juntas para pôr fim à guerra russa na Ucrânia e para garantir que tal conflito não volte a acontecer no futuro.
- A Rússia deveria enfrentar justiça pelos crimes de guerra cometidos na Ucrânia no âmbito de qualquer acordo de paz futuro e pagar pela destruição que causou, disse o chefe de política externa da UE, Josep Borrell.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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13 horas atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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