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Hezbollah alerta sobre mais foguetes, a menos que Israel acabe com os ataques aéreos e terrestres | Notícias do Hezbollah

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O Hezbollah promete disparar mais foguetes até que Israel interrompa os ataques aéreos e as invasões terrestres no Líbano.

O chefe interino do Hezbollah avisou que o grupo planeia disparar foguetes contra mais áreas de Israel até que o governo de Netanyahu pare os seus ataques aéreos e ponha fim à invasão terrestre do Líbano.

“Estou dizendo à frente interna israelense: a solução é um cessar-fogo”, disse Naim Qassem num discurso transmitido ao vivo na terça-feira, acrescentando que o grupo não seria derrotado pelo bombardeio contínuo de suas fortalezas, bem como pelo assassinato de sua liderança. .

Qassem disse que o Hezbollah está focado em “ferir o inimigo”, sinalizando que iria intensificar os ataques mais ao sul de Israel.

Qassem lidera o grupo desde 27 de Setembro deste ano, quando o seu líder de longa data, Hassan Nasrallah, foi assassinado num ataque aéreo israelita nos subúrbios ao sul de Beirute.

Ele acrescentou que um cessar-fogo na Faixa de Gaza sitiada e bombardeada é a “solução” para acabar com a escalada do conflito.

“Não podemos separar o Líbano da Palestina, ou a Palestina do mundo”, disse ele.

O Hezbollah e Israel têm trocado tiros transfronteiriços quase diariamente desde que Israel lançou o seu ataque mortal em curso a Gaza em Outubro do ano passado. Os combates só se intensificaram em meados de Setembro, quando Israel começou a bombardear o país, incluindo a densamente povoada capital Beirute.

Israel lançou uma ofensiva terrestre no sul do Líbano uma semana depois.

O Ministério da Saúde do Líbano disse que pelo menos 2.350 pessoas foram mortas desde o início do ataque israelense ao Líbano. Pelo menos 1.740 pessoas foram mortas em todo o país desde meados de Setembro, enquanto mais de um milhão de pessoas foram forçadas a fugir das suas casas em partes do sul e leste do Líbano.

Os ataques transfronteiriços continuam

Em mais um dia de combates, o Hezbollah disse que lançou uma saraivada de foguetes contra Haifa e teve como alvo escavadeiras israelenses e um tanque perto da fronteira.

Israel respondeu com ataques aéreos em todo o Líbano, um dia depois de cerca de 41 pessoas terem sido mortas em ataques ao país. No último dos ataques, pelo menos 10 pessoas foram mortas e 15 ficaram feridas num ataque israelita a Qana, no sul do Líbano, informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano.

Os militares de Israel atacaram várias áreas no sul e leste do Líbano na terça-feira, incluindo o Vale do Bekaa, onde um hospital na cidade de Baalbek foi colocado fora de serviço, informou a Agência Nacional de Notícias oficial do Líbano.

Enquanto isso, o Hezbollah disse que derrubou dois drones israelenses na terça-feira, acrescentando que o segundo foi visto “queimando” sobre o território israelense.

Ali Hashem da Al Jazeera, reportando de Beirute, disse que Qassem “projetava mais confiança na liderança coletiva do Hezbollah”.

“A mensagem de Qassem foi que o grupo já virou a página do assassinato de seu líder, bem como dos ataques de pager e walkie-talkie”, disse Hashem. “O Hezbollah tem capacidade para atingir todo o Israel e Qassem disse que o grupo tem adoptado uma nova estratégia que está a infligir dor a Israel.”

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse anteriormente ao presidente da França, Emmanuel Macron, que se opunha a qualquer “cessar-fogo unilateral, que não mude a situação de segurança no Líbano”.

O primeiro-ministro do Líbano, Najib Mikati, entretanto, disse que o seu país estava pronto para reforçar a sua presença militar no sul após qualquer cessar-fogo em cooperação com a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL).

Mikati disse à Al Jazeera que a segurança foi reforçada nos portos, nas passagens terrestres e no seu único aeroporto internacional em Beirute “para remover quaisquer pretextos” para um ataque israelita. Ele acrescentou que os EUA deram “algum tipo de garantia” de que Israel diminuirá a escalada dos seus ataques à capital.

Mais tarde na Terça-feira, a Primeira-Ministra da Itália, Giorgia Meloni, disse que planeia visitar o Líbano no dia 18 de Outubro.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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