NOSSAS REDES

ACRE

Ídolos de k-pop e k-drama cobram por tchau e toca aqui – 20/01/2025 – K-cultura

PUBLICADO

em

Nathalia Durval

Eventos de interação de artistas com fãs, como sessões de fotos e autógrafos, ao estilo “meet and greet”, não são novidade. Mas a indústria de entretenimento da Coreia do Sul foi além e criou novas modalidades para aproximar seus astros de k-pop e k-drama do público —e as exportou ao Brasil.

Na hora de comprar ingressos, surgem termos como “hi-touch”, “send off” e “goodbye session”. São interações que duram apenas segundos e custam centenas de reais.

Uma das mais comuns é o “hi-touch” —algo como o “high five”, ou o nosso “toca aqui”. Nele, os artistas ficam em pé, parados, com a mão levantada. Os fãs passam em fila única, sem parar, e tocam a mão dos ídolos. Qualquer contato além disso é proibido e uma mesa costuma ser usada de barreira.

O quarteto de k-pop Kard, que fez show na sexta (17) em São Paulo, ofereceu o cumprimento num pacote que custou R$ 1.200 e incluiu outros benefícios, como o “fanchat”, uma conversa de um minuto com um integrante à escolha.

O cantor Kino, que vem ao país em fevereiro, também oferece o “hi-touch”. Ele é vendido por R$ 170 ou num combo de R$ 1.290 com mais vantagens. Já um “toca aqui” com o ator e cantor Jin-young, que faz evento no mesmo mês, sai por R$ 290 —há pacotes de até R$ 1.921.

Outra interação popular é o “send off”, também chamado de “goodbye session” ou “hi-bye”. Nesse modelo, os fãs pagam para se despedir do artista. O astro fica parado num canto, enquanto fãs andam em fileira e dão o tchauzinho, ou formam um corredor, cercado por grades, pelo qual o artista passa acenando e mandando beijos, tudo à distância.

O ator Hwang In-youp cobra R$ 280 pela sessão de tchau em evento marcado para março. Um dos nomes mais populares do k-pop, Taemin embute a despedida num pacote de R$ 2.290, já esgotado para a apresentação em fevereiro.

Fazer vídeos ou fotos durante essas interações geralmente é proibido. Se quiser garantir uma foto com o ídolo, o fã precisa comprar outro ingresso. Uma foto em grupo de 15 pessoas com Hwang In-youp, por exemplo, sai por R$ 480.

A moda moda da vez são os “fanmeetings” com atores de k-dramas, que combinam apresentações de música, bate papo e outras atividades.

Junho, ator e membro da boyband 2PM, vem em março para um evento nesse estilo. Para o pacote mais completo, os fãs têm de desembolsar R$ 2.650. É possível comprar os benefícios avulsos: uma foto individual com ele custa R$ 700, e por um “toca aqui”, paga-se R$ 430.

Semelhante é o “fansign”, popular na Coreia do Sul —e que já passou pelo Brasil. Nele, os fãs pegam autógrafos e conversam com o artista.

Vale de tudo para a chance de trocar um olhar, um toque ou uma palavra com os ídolos, mesmo que breve.

Essas interações têm como objetivo gerar mais renda, mas fazem parte de uma cultura que visa fidelizar o público. “Os fãs querem se sentir um pouquinho mais íntimos do artista do que outras pessoas. Em vez de assistir ao show sentado, ele quer tirar foto, pegar autógrafo. Aí surgiram essas interações diferenciadas”, diz Julia Kim, produtora da Storyvent, especializada em eventos de cultura coreana.

A proximidade é incentivada para criar um vínculo com o artista, segundo o antropólogo Thiago Haruo Santos, que pesquisou o k-pop em seu mestrado na USP. “É uma relação primeiro construída à distância, não só pela distância de estarmos no Brasil, mas porque os fãs só podem consumir essa indústria a partir dos vídeos e da internet. Ao mesmo tempo, isso se transforma numa relação meio platônica.”

Ao mesmo tempo, essa é uma indústria que tenta criar a imagem de um namorado ou namorada perfeita de seus astros. “Isso vem da tradição da cultura pop, essas figuras que você deseja, mas que, no fundo, o fã sabe que não vai consumar o desejo”, diz Santos. “O que o k-pop fez foi nomear isso.”

Siga e curta o K-cultura no Instagram.


LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

//www.instagram.com/embed.js



Leia Mais: Folha

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS