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Idoso de 75 anos reencontra mãe de 90 após décadas desaparecido; sonhou com ele

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Essa cachorrinha salsicha viu que a tutora estava doente, na cama, e levou seu biscoito favorito para tentar reanimar a amiga humana, de Curitiba (PR). - Foto: @_cristipam

O idoso José, de 75 anos, reencontra a mãe de 90 anos, depois de 50 anos desaparecido. Ele estava vivendo nas ruas. – Foto: Prefeitura de Guarujá

Desaparecido há cinco décadas, esse idoso de 75 anos reencontra a mãe, de 90 anos e a emoção dos dois é de deixar o coração quentinho. Segundo a idosa, ela sonhou com o filho dias antes. Olha isso!

Natural da Paraíba, José Walter da Silva, viveu por muito tempo sem saber o paradeiro da família. Ele estava vivendo em situação de rua no litoral de São Paulo e jamais imaginava que o reencontro estava perto.

Graças a ação de servidores públicos do Guarujá, e o poder das redes sociais, ele se emocionou bastante ao trocar palavras, pela primeira vez, em meio século, com a genitora. Agora, ele vai viver com uma irmã que mora no Rio de Janeiro.

Como conseguiu

José deixou a cidade natal há mais de 20 anos em busca de trabalho. Em São Paulo, acabou sendo abandonado e, sem recursos, passou a viver em situação de rua.

Mas o destino sorriu para ele. Ao dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Professor Doutor Matheus Santamaria, os profissionais descobriram se tratar de uma pessoa sem local para viver.

José foi encaminhado ao Acolhimento Institucional José Calherani e lá contou a sua história para os assistentes sociais.

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Busca pela família

Sensibilizada pelo caso, a coordenadora do acolhimento, Rúbia Gabriela, decidiu ajudar.

Na internet, ela compartilhou a história do homem em uma página de compra e venda da cidade de Santa Rita (PB). A estratégia deu muito certo.

Em poucas horas, uma sobrinha de José apareceu, entrou em contato e forneceu informações sobre o paradeiro de uma das filhas do idoso.

A partir desse contato, outros parentes apareceram. Depois de tantos anos, ele veria sua família.

Sonhou com o filho

Agora, cinco décadas depois, José pôde, finalmente, ver sua mãe pela tela de um celular.

Os dois conversaram bastante e a idosa, que não teve o nome revelado, contou que o encontro estava predestinado.

Isso porque na noite anterior ela disse que sonhou com o filho, como se fosse um aviso. E foi.

Reunir a família

A emoção tomou conta de todos os membros da família, que querem levar José para perto, mas enfrentam dificuldades financeiras.

Por enquanto, uma irmã, que atualmente vive no Rio de Janeiro, disse que o idoso vai morar com ela.

O próximo passo é organizar um encontro com a mãe, mas dessa vez presencial.

A Prefeitura de Guarujá também ofereceu suporte para que José possa retornar ao convívio daqueles que tanto o amam.

A gente adora história com final feliz!

A partir das redes sociais, José conseguiu reencontrar vários familiares. - Foto: Prefeitura de Guarujá

A partir das redes sociais, José conseguiu reencontrar vários familiares. – Foto: Prefeitura de Guarujá



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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