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Ilhas de calor em SP: temperatura média varia até 4°C – 01/11/2024 – Cotidiano

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Lucas Lacerda

Fenômeno urbano já conhecido por cientistas e sentido pela população, as ilhas de calor atingem diferentes intensidades em locais da capital e da Grande São Paulo, com diferenças médias de temperatura que podem chegar a 4°C na comparação com áreas predominantemente rurais na cidade.

Essa variação é mais acentuada entre os grupos de distritos altamente urbanizados, como Tucuruvi e Pinheiros, e os que ficam em zonas rurais, como Capela do Socorro, na zona sul paulistana, e Riacho Grande, em São Bernardo do Campo.

É o que aponta estudo publicado nesta sexta-feira (1º) na Revista Brasileira de Meteorologia, que analisou dez anos de dados das 30 estações meteorológicas do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas) da Prefeitura de São Paulo —de janeiro de 2009 a fevereiro de 2019— para observar os efeitos das ilhas de calor urbanas.

A análise considera informações de temperatura, umidade relativa do ar e precipitação num raio de 500 metros em torno de cada estação e dados de uso do solo da Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil). A referência para calcular as diferenças médias de temperatura é a estação de Parelheiros.

Os distritos foram organizados em quatro grupos. O A, que abrange 15 deles, de todas as regiões da cidade, como Freguesia do Ó, Mooca, Butantã, Lapa, Vila Formosa e Jabaquara, é o mais suscetível às diferenças de temperatura causadas pelas ilhas de calor, com as maiores médias de temperatura registradas no período, que variam de 20°C a 21°C.

Os distritos mais quentes também apresentam, segundo o estudo, a menor concentração de áreas verdes urbanas. As ilhas de calor são caracterizadas pela absorção da energia solar, que mantém o tempo quente à noite.

Já o grupo B, com Perus, Santana do Parnaíba (na Grande São Paulo), Itaquera, Itaim Paulista, Ipiranga, Vila Maria, Cidade Ademar e Campo Limpo, é caracterizado, além do calor, pela alta presença de edificações (superior a 75%) residenciais ou comerciais e de serviços, e uma menor variação climática.

O tempo muda mais nos distritos do grupo C —Santo Amaro, M’Boi Mirim, Mauá (na Grande São Paulo), São Mateus, São Miguel Paulista— chegando a desvios de até 3,8°C na média de temperatura. Por último, Capela do Socorro, na zona sul, e Riacho Grande (em São Bernardo do Campo), têm maior umidade relativa, mais volume de chuva e menor variação de temperatura, com média abaixo dos 19°C, já que ficam próximas da zona rural.

Os achados do estudo dão base para decisões de planejamento urbano e de ocupação e uso do solo, segundo Pedro Luis de Almeida, mestre em sustentabilidade na USP e autor da análise junto com Flávia Ribeiro, professora do curso de gestão ambiental na mesma universidade.

“A ilha de calor não é causada por mudanças climáticas, mas pode ser agravada por elas. São questões que parecem óbvias, mas entram nesse debate a arborização urbana, mais espaço verde no meio urbano e o uso de materiais mais reflexivos [na construção civil]”, diz Almeida.

Embora sejam constantes, os efeitos das ilhas de calor também mudam de acordo com as estações do ano. A primavera concentrou os aumentos médios na diferença de temperatura, com pico no período entre 15h e 20h. O outono, por outro lado, registrou os menores aumentos .



Leia Mais: Folha

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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

O professor Rafael Coll Delgado, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Ufac, participou como coautor do artigo “Interações Clima-Vegetação-Solo na Predição do Risco de Incêndios Florestais: Evidências de Duas Unidades de Conservação da Mata Atlântica, Brasil”, o qual foi publicado, em inglês, na revista “Forests” (vol. 15, n.º 5), cuja dição temática foi voltada aos desafios contemporâneos dos incêndios florestais no contexto das mudanças climáticas.

O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.

A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.

“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.

 



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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.

A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.

Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.

Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.

 



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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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