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Impeachment do presidente em exercício amplia convulsão – DW – 27/12/2024

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da Coreia do Sul Assembleia Nacional controlada pela oposição votou na sexta-feira pelo impeachment do presidente em exercício Han Duck-soo.

A medida aprofunda ainda mais a crise política do país do Leste Asiático que começou depois O presidente Yoon Suk Yeol declarou repentinamente a lei marcial no início deste mês.

A lei marcial durou apenas seis horas antes de Yoon ser forçado a rescindir a ordem.

Posteriormente, os legisladores votaram pelo impeachment do presidente. Após a moção, os poderes presidenciais de Yoon foram suspensos e Han, que anteriormente era primeiro-ministro, tornou-se presidente interino.

Cabe agora ao Tribunal Constitucional do país decidir se remove Yoon permanentemente do cargo ou restaura os seus poderes. Os juízes iniciaram deliberações sobre o caso.

Deputados sul-coreanos votam pelo impeachment do presidente

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Por que Han sofreu impeachment?

Atualmente, há três vagas na bancada de nove juízes do tribunal superior.

O Partido Democrata, de oposição, que atualmente detém a maioria no parlamento da Coreia do Sul, exigiu que Han ocupasse os cargos imediatamente.

Se as três vagas não forem preenchidas, todos os seis juízes em exercício precisarão apoiar o impeachment de Yoon para que ele tenha sucesso.

Os políticos da oposição também apelaram ao lançamento de uma investigação especial sobre Declaração da lei marcial de Yoon para levá-lo à justiça.

Han e o seu Partido do Poder Popular, no poder, no entanto, rejeitaram a exigência da oposição, argumentando que um presidente em exercício não detém o poder de nomear juízes para o Tribunal Constitucional.

Antes da votação, o presidente da Assembleia Nacional, Woo Won-shik, disse que a moção para impeachment de Han poderia ser aprovada com uma maioria simples de 151 votos.

Cerca de 192 legisladores votaram pelo impeachment de Han do parlamento de 300 membros.

Liderança sul-coreana no limbo após fiasco da lei marcial

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‘Minimizando a turbulência governamental’

O Ministro das Finanças, Choi Sang-mok, assumiu agora o cargo de novo presidente interino.

Ele disse que faria tudo ao seu alcance para restaurar a estabilidade e acabar com a turbulência política que assola o seu país.

“Minimizar a turbulência governamental é de extrema importância neste momento”, disse Choi, citado pela agência de notícias AFP, num discurso pouco depois da sua nomeação como líder interino. “O governo também dedicará todos os seus esforços para superar este período de turbulência”, acrescentou.

Os especialistas acreditam que a crise política continuará até que sejam realizadas novas eleições presidenciais.

“O impeachment de Yoon não é o fim da turbulência política na Coreia do Sul. Não é nem mesmo o começo do fim, que acabará por envolver a eleição de um novo presidente”, disse Leif-Eric Easley, professor de estudos internacionais na Ewha Womans University em Seul, disse recentemente.

Easley advertiu que a profunda polarização que existe hoje na sociedade sul-coreana continua a ser uma ameaça.

“Embora seja de esperar que uma oposição legislativa utilize os seus poderes de investigação e orçamentais na luta entre agendas partidárias, deveria haver mecanismos de responsabilização contra causar disfunção e paralisia prolongada do governo”, disse ele à DW.

Na Coreia do Sul, uma história de abusos de poder

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Qual é o impacto nas relações exteriores?

Depois de Han ter se tornado líder interino da Coreia do Sul há menos de duas semanas, ele procurou tranquilizar aliados estrangeiros e parceiros diplomáticos que as coisas estavam voltando ao normal. Mas o seu impeachment agora destaca a profunda divisão política no país.

Choi, o novo presidente interino, disse na sexta-feira que o governo ordenou aos militares que intensificassem a vigilância e estivessem prontos para prevenir Coréia do Norte de calcular mal a situação e lançar provocações.

Ele também disse ao Ministério das Relações Exteriores para informar os EUA, o Japão e outros parceiros importantes que as políticas externas da Coreia do Sul permanecem inalteradas.

Kim Sang-woo, um ex-político do Congresso Sul-Coreano para Novas Políticas, de tendência esquerdista, e agora membro do conselho da Fundação para a Paz Kim Dae-jung, havia alertado anteriormente que se a oposição prosseguir com mais investigações, o governo poderá tornar-se paralisado porque as decisões não podiam ser tomadas ou executadas.

“Se a administração é tão frágil, quem tem a responsabilidade de conduzir as relações exteriores?” ele perguntou. “Está claro que por algum tempo haverá alguma confusão.”

Editado por: Srinivas Mazumdaru



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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