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Israel mata cinco profissionais de saúde enquanto outro bebê morre congelado em Gaza | Notícias

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Médico, técnico de laboratório e dois trabalhadores de manutenção entre os mortos quando um quarto bebê em três dias morreu de frio durante o genocídio de Israel.

O genocídio de Israel matou cinco funcionários de um dos últimos hospitais em funcionamento no norte de Gaza, diz o diretor da instalação, enquanto mais um bebê morre congelado no enclave palestino sitiado e bombardeado.

Hussam Abu Safia, chefe do Hospital Kamal Adwan em Beit Lahiya, na quinta-feira, disse que “os mártires incluíam um médico”.

Hind Khoudary, da Al Jazeera, reportando do centro de Gaza, disse que um técnico de laboratório e dois trabalhadores de manutenção estavam entre os mortos no ataque.

“Sabemos que o hospital é uma das únicas instalações médicas ainda em funcionamento e funciona com o mínimo de recursos humanos e com falta de material médico”, disse ela.

“As forças israelenses têm atacado os arredores do Hospital Kamal Adwan, enviando quadricópteros para dentro do hospital e atirando em palestinos.”

O hospital ficou inoperante após semanas de ataques quase diários. As forças israelenses mataram anteriormente o diretor da UTI do hospital, Dr. Ahmed al-Kahlout, e feriram dezenas de funcionários médicos em ataques nas instalações e perto delas.

Khoudary disse que as equipes de resgate palestinas não conseguiram chegar aos corpos dos mortos no hospital. “As pessoas não conseguem enterrar os palestinianos que são mortos todos os dias pelas forças israelitas no norte de Gaza”, acrescentou.

Israel lançou uma ofensiva terrestre em grande escala no norte de Gaza em 5 de outubro, dizendo que visava impedir o reagrupamento do grupo palestino Hamas.

Desde então, não foi permitida a entrada de ajuda humanitária suficiente, incluindo alimentos, medicamentos e combustível, na área, deixando a restante população à beira da fome.

A Organização Mundial da Saúde descreveu as condições no Hospital Kamal Adwan como “terríveis” e disse que estava operando em um nível “mínimo”.

Outro bebê morre congelado

Enquanto isso, uma quarta criança morreu devido ao frio extremo dentro de 72 horas em Gaza, informou a agência de notícias Wafa na quinta-feira.

Fontes médicas disseram que o bebê morreu devido à queda na temperatura, já que as condições humanitárias no enclave são terríveis.

“As tendas não protegem do frio e faz muito frio à noite e não há forma de se aquecer”, disse o Dr. Ahmed al-Farra, médico pediatra chefe do Hospital Nasser, na área de Khan Younis, no sul de Gaza.

Em mais de um ano de ataques israelitas e de falta de entrega de ajuda, muitas famílias em Gaza ficaram sem abrigo e recursos adequados para fazer face às mudanças climáticas.

Autoridades locais de saúde disseram a Wafa que a falta de alimentos entre as mães estava contribuindo para o aumento dos problemas de saúde entre as crianças, sobrecarregando ainda mais as instalações médicas e os serviços de emergência.

O bombardeamento e a invasão terrestre de Gaza por Israel mataram mais de 45.300 palestinianos, mais de metade dos quais mulheres e crianças. A ofensiva também causou destruição generalizada e deslocou cerca de 90 por cento dos 2,3 milhões de residentes de Gaza, muitas vezes várias vezes.

Centenas de milhares de pessoas estão amontoadas em acampamentos ao longo da costa à medida que o inverno frio e chuvoso se aproxima. Grupos de ajuda têm lutado para entregar alimentos e suprimentos e dizem que há escassez de cobertores, agasalhos e lenha.



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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