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Israel não cumpre o prazo dos EUA para aumentar a ajuda a Gaza, dizem grupos de direitos humanos | Notícias do conflito Israel-Palestina
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Grupos internacionais de direitos humanos dizem que Israel não cumpriu o prazo estabelecido pelos Estados Unidos para permitir mais ações humanitárias. ajuda à Faixa de Gaza ou enfrentar restrições não especificadas à assistência militar.
As condições no enclave devastado pela guerra são piores do que em qualquer momento de uma guerra que começou em outubro de 2023, disseram oito grupos na terça-feira, quando o prazo de 30 dias expirava.
Em 13 de Outubro, a administração do Presidente dos EUA, Joe Biden, disse a Israel para aumentar o fluxo de fornecimentos humanitários para Gaza, caso contrário Washington reduziria o apoio militar ao seu principal aliado.
“Israel não só não cumpriu os critérios dos EUA que indicariam apoio à resposta humanitária, mas simultaneamente tomou medidas que pioraram dramaticamente a situação no terreno, particularmente no norte de Gaza”, afirmaram os grupos, que incluem o Conselho Norueguês para os Refugiados, a Oxfam. , Refugiados Internacionais e Save the Children.
“Essa situação está hoje num estado ainda mais terrível do que há um mês”, disseram num comunicado depois de as agências humanitárias avaliarem as medidas de Israel. Acrescentaram: “Israel não cumpriu as exigências do seu aliado – com um enorme custo humano para os civis palestinianos em Gaza”.
Falando aos repórteres, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, pareceu minimizar o prazo de terça-feira, dizendo estar confiante de que “a questão seria resolvida”.
O presidente israelense, Isaac Herzog, deve se encontrar com Biden ainda nesta terça-feira.
Depois de analisar os 19 requisitos delineados pelos EUA, os grupos de direitos humanos afirmaram que Israel falhou “em tomar medidas significativas” e “piora activamente a situação humanitária” em 15 deles, incluindo permitir a entrada de pelo menos 350 camiões de ajuda por dia em Gaza.
Na terça-feira, os militares israelitas afirmaram que centenas de pacotes de alimentos e água foram entregues a Jabalia e Beit Hanoon, no norte sitiado de Gaza, em coordenação com o COGAT, o órgão militar israelita responsável pelos assuntos civis palestinianos.
Afirmou também que, desde Outubro, 741 camiões de ajuda fizeram entregas no norte de Gaza, onde as forças israelitas prosseguiram uma grande ofensiva.
As Nações Unidas afirmaram que a quantidade de ajuda que entra em Gaza caiu para o nível mais baixo num ano e acusou repetidamente Israel de bloquear tentativas de entrega de suprimentos humanitários, especialmente ao norte do enclave.
Ao abrigo da Lei de Assistência Externa dos EUA, o presidente é obrigado a suspender a assistência de segurança a qualquer país que restrinja a ajuda humanitária dos EUA. Os EUA são a chave de Israel apoiador político e militar e recentemente implantou o sistema Terminal High Altitude Area Defense, ou THAAD, junto com soldados para operá-lo.
Campanha de ‘limpeza étnica’
Um comité de especialistas globais em segurança alimentar alertou para uma “forte probabilidade de que a fome é iminente em áreas” do norte de Gaza.
“É necessária uma acção imediata, dentro de dias e não semanas, por parte de todos os intervenientes que participam directamente no conflito, ou que têm influência na sua conduta, para evitar e aliviar esta situação catastrófica”, afirmou o Comité independente de Revisão da Fome.
Os oito grupos de direitos humanos disseram que o fracasso de Israel em atender às necessidades humanitárias urgentes levanta questões sobre a sua adesão ao direito humanitário internacional e as suas obrigações como potência ocupante.
“O governo dos EUA mais uma vez estabeleceu medidas básicas sobre como o governo de Israel deve seguir o direito internacional e permitir a entrega de ajuda em Gaza”, disse a presidente e CEO da Oxfam America, Abby Maxman. “Desde então, temos visto as forças israelitas acelerarem os seus esforços para bombardear, despovoar, privar e exterminar a população palestina da província de Gaza Norte. Estamos testemunhando uma campanha de limpeza étnica”.
A guerra de Israel contra Gaza matou pelo menos 43.603 palestinos e feriu 102.929 desde 7 de outubro de 2023, segundo o Ministério da Saúde palestino.
Desde Outubro deste ano, os militares israelitas intensificaram os seus bombardeamentos e incursões terrestres no norte de Gaza, alegando que o seu objectivo é evitar o reagrupamento dos combatentes do Hamas.
A ONU disse em um relatório na sexta-feira que quase 70 por cento dos mortos na guerra em Gaza eram mulheres e crianças.
A mais nova tinha apenas um dia e a mais velha era uma mulher de 97 anos, disse o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, tendo verificado 8.119 das pessoas alegadamente mortas durante os primeiros seis meses da guerra.
O relatório alertava que ataques “generalizados ou sistemáticos” contra civis poderiam constituir “crimes contra a humanidade”.
“E se cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, também podem constituir genocídio”, afirmou.
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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