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Torcedores de futebol israelenses e a violência em Amsterdã: o que sabemos | Holanda

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Jon Henley Europe correspondent

Violência em Amsterdã em torno de uma partida de futebol da Liga Europa entre a equipa local Ajax e o Maccabi Tel Aviv de Israel provocou horror em todo o mundo, num cenário de crescentes abusos e ataques anti-semitas e islamofóbicos em toda a Europa, alimentados pelo conflito no Médio Oriente.

A prefeita de Amsterdã, Femke Halsema, disse que não foi informada de que a partida era de alto risco, embora no início da semana passada o clube turco Beşiktaş tenha transferido a partida contra o Maccabi para um país neutro, alegando medo de “ações provocativas”.

Em um relatório publicado na segunda-feiraA Câmara Municipal de Amesterdão disse que está em curso um inquérito independente e completo sobre os acontecimentos em si, bem como sobre as ações das autoridades holandesas, incluindo a polícia e os serviços de inteligência, antes, durante e depois do jogo.

O relatório afirmava, numa conclusão inicial, que “o que aconteceu nos últimos dias foi consequência de um cocktail tóxico de anti-semitismo, vandalismo e raiva pela guerra na Palestina, Israel e outros países do Médio Oriente”.

Aqui está o que sabemos até agora sobre como os acontecimentos se desenrolaram e como os políticos reagiram.

O que aconteceu na noite de quarta-feira?

Os primeiros incidentes foram relatados na noite de quarta-feira, um dia antes da partida. A polícia diz que os torcedores do Maccabi arrancaram uma bandeira palestina da fachada de um prédio e a queimaram, gritando “foda-se, Palestina”, e vandalizou um táxi.

Após uma chamada de rádio, vários motoristas de táxi convergiram para um cassino na vizinha Max Euweplein, onde cerca de 400 apoiadores israelenses estavam reunidos. A polícia dispersou os taxistas e escoltou os apoiantes para fora do casino.

Vídeos verificados nas redes sociais mostram torcedores do Maccabi soltando foguetes e fogos de artifício, gritando em hebraico “olé, olé, deixem as IDF (Forças de Defesa de Israel) vencer, vamos foder os árabes” e declarando que “não havia mais crianças” em Gaza .

Amsterdã tem uma grande comunidade muçulmana e já permitiu mais de 2.500 protestos contra a guerra em Gaza neste ano.

O que aconteceu no dia seguinte?

Houve novos confrontos na tarde de quinta-feira na praça central Dam, onde uma grande multidão de apoiantes do Maccabi se reuniu. A polícia disse que manifestantes pró-Palestina tentaram chegar à praça. Duas prisões foram feitas.

Apoiadores do Maccabi foram filmados entoando slogans anti-árabes a caminho da Arena Johan Cruyff. A polícia escoltou os 2.600 torcedores até o jogo e dispersou os manifestantes que desafiavam a proibição de uma manifestação pró-Palestina fora do estádio.

Depois da partida, que Ájax venceu por 5-0, houve numerosos ataques, descritos por Halsema como “atropelar e fugir”, contra adeptos do Maccabi no centro da cidade. As imagens mostraram jovens mascarados em scooters e bicicletas elétricas em busca, perseguindo e espancando as vítimas – a maioria com as cores do Maccabi – até cerca das 4h da manhã.

Amsterdã: prisões feitas após ataques a torcedores de futebol israelenses – reportagem em vídeo

Relatos de testemunhas e capturas de tela de trocas de mensagens por celular sugerem que alguns foram considerados judeus, sendo questionados se eram judeus ou se deveriam mostrar seus passaportes. Circularam relatos falsos de que apoiantes do Maccabi desapareceram ou foram feitos reféns. Cinco pessoas foram hospitalizadas e 20 a 30 ficaram levemente feridas.

Imagens também surgiram de apoiantes do Maccabi perto da estação ferroviária central de Amesterdão, soltando fogos de artifício, entoando slogans anti-Palestina e retirando tubos de andaimes de ferro e pranchas de madeira de um estaleiro para usarem como armas. Outro imagens mostram torcedores do Maccabi correndo pelas ruas balançando cintos.

As tensões permanecem: na noite de segunda-feira, dezenas de pessoas carregando paus e fogos de artifício incendiaram um bonde vazio e quebraram suas janelas no oeste de Amsterdã. As imagens mostraram muitas pessoas na praça jogando fogos de artifício, postes e paletes de madeira.

Como reagiram as autoridades?

Cerca de 800 polícias efectuaram um total de 62 detenções antes, durante e depois do jogo, principalmente por infracções à ordem pública. O relatório da prefeitura divulgado na segunda-feira disse que 10 israelenses estavam entre os detidos. A maioria dos 62 foi libertada com multa, mas quatro homens – cidadãos holandeses com idades entre 16 e 26 anos – ainda estão sob custódia.

Um homem foi preso no sábado após ser identificado por imagens de CCTV e a polícia anunciou mais cinco prisões na segunda-feira, todos homens com idades entre 18 e 37 anos, de Amsterdã ou cidades vizinhas.

Um estado de emergência parcial foi declarado em Amsterdã e arredores, dando à polícia o direito de realizar operações aleatórias de parada e busca. Policiais adicionais foram convocados, a segurança foi reforçada nos edifícios judaicos e os protestos foram proibidos.

Numa conferência de imprensa na sexta-feira, Halsema disse que a violência “traz de volta memórias de pogroms. É profundamente prejudicial para a cidade. A cultura judaica foi profundamente ameaçada. Esta é uma explosão de anti-semitismo que espero nunca mais ver.”

Cerca de 75% dos judeus holandeses, a maioria vivendo em Amsterdã, foram mortos no Holocausto, a maior proporção no Ocidente. Europa.

O promotor público, René de Beukelaer, disse que a investigação se concentraria no anti-semitismo como motivo. A polícia estava analisando imagens para identificar os perpetradores e as redes sociais para estabelecer até que ponto os ataques foram organizados, disse ele.

As autoridades também estão investigando alegações de que Israel alertou as autoridades holandesas sobre possíveis problemas.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse que estava a enviar dois aviões com soldados e equipas médicas para evacuar os israelitas, mas eles nunca se materializaram e os apoiantes do Maccabi acabaram por regressar a casa em voos da El Al.

Quais foram as consequências políticas?

Netanyahu condenou rapidamente um “ataque antissemita planeado contra cidadãos israelitas”, comparando mais tarde a violência ao assassinato de cerca de 91 judeus na Alemanha nazi em 1938, descrevendo-o como “Kristallnacht… nas ruas de Amesterdão”.

O presidente israelita, Isaac Herzog, classificou os acontecimentos como “um pogrom anti-semita” e “um sinal de alerta para qualquer país que pretenda defender os valores da liberdade”. O rei holandês disse que o povo judeu deve sentir-se seguro no Holanda.

“Falhamos com a comunidade judaica da Holanda durante a Segunda Guerra Mundial”, disse Willem-Alexander, “e ontem à noite falhamos novamente”. O presidente dos EUA, Joe Biden, classificou a violência como “desprezível” e um eco de “momentos sombrios da história”.

O primeiro-ministro holandês, Dick Schoof, chamou-lhe “vergonhoso”, “inaceitável” e um “ponto de viragem”. Ele convidou o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, para conversações em Haia, onde os dois concordaram sobre a urgência de combater o crescente anti-semitismo.

Schoof acrescentou na segunda-feira que estava ciente das acusações de racismo e violência contra os adeptos do Maccabi, “mas há uma grande diferença entre destruir coisas e caçar judeus. Nada, absolutamente nada pode desculpar a busca e caça deliberada de judeus”, disse ele.

Geert Wilders, cujo partido anti-Islão da Liberdade terminou em primeiro lugar nas últimas eleições holandesas, mas que não tem qualquer papel formal no governo, convocou uma série de postagens inflamatórias nas redes sociais para Halsema renunciar.

Houve “uma caça aos judeus” em Amsterdã, postou Wilders, que chamou o Islã de “uma ideologia de uma cultura retardada” e os marroquinos de “escória”. Ele acrescentou: “Muçulmanos com bandeiras palestinas caçando judeus”. Ele prometeu “parar e expulsar os radicais islâmicos”.





Leia Mais: The Guardian

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Membros da Academia Acreana de Letras visitam a Ufac — Universidade Federal do Acre

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2026.09.25 Visita da Academia Acreana de Letras (2).JPG

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, recebeu membros da Academia Acreana de Letras (AAL), que vieram parabenizá-lo pelo mandato e iniciar as tratativas para fortalecimento da parceria institucional, com incentivo à cultura, à literatura e à extensão acadêmica no Estado. A visita de cortesia ocorreu nesta sexta-feira, 25, na sala de reuniões da Reitoria, campus-sede.

As instituições definiram como encaminhamento a elaboração de um termo de cooperação técnica para aproximar as ações da AAL dos cursos de graduação e das pró-reitorias, com destaque para a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. A parceria busca integrar a universidade aos projetos culturais da academia, além de apoiar a realização de um grande evento comemorativo ao aniversário da AAL, previsto para este ano, entre 29 de outubro e 17 de novembro.

“Recebo a Academia Acreana de Letras com muita gratidão. Vamos aproximá-la dos nossos processos formativos e das nossas ações de extensão”, disse o reitor Josimar Ferreira. “A universidade já planeja lançar um edital na área de cultura por meio da Agência de Inovação e a academia terá um papel central nesse contexto.”

O presidente da AAL, José Dourado de Souza, ressaltou a relevância da aproximação com a Ufac. “Ficamos muito felizes em prestar essa homenagem ao reitor Josimar, uma pessoa de muita experiência e aberta ao diálogo. A academia busca esse apoio institucional e de materiais para continuar promovendo eventos culturais e ações nas escolas.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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