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Jake Paul vence Mike Tyson, lenda do boxe, em luta midiática – 16/11/2024 – Esporte

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O confronto entre Mike Tyson, 58, e Jake Paul, 27, foi permeado por grandes expectativas, mas também deixa dúvidas quanto ao seu caráter esportivo. O lutador mais jovem venceu o veterano nesta sexta-feira (15) por decisão unânime (80-72, 79-73 e 79-73).

Eventos como o realizado no AT&T Stadium em Arlington, no Texas, com a venda de 80 mil ingressos, vêm sendo explorados de forma midiática ao reunir no ringue boxeadores aposentados, influenciadores digitais e ex-lutadores de MMA. No entanto, são alvo de críticas pelos defensores do boxe profissional.

O confronto entre Paul e Tyson contou com transmissão da Netflix, que promoveu o evento ao lado da Most Valuable Promotions. O tetracampeão mundial Acelino Popó Freitas atuou como comentarista no canal de streaming.

Pelas regras, a luta desta sexta poderia ter no máximo oito rounds de dois minutos, enquanto o duelo profissional tem três minutos. A redução foi um pedido do próprio Tyson.

Além da diferença de idade entre Tyson e Paul de mais de 30 anos, flutuava a cada divulgação do evento curiosidade com o desempenho técnico e a forma física do veterano. Considerado um dos maiores pesos-pesados de todos os tempos, ele não luta profissionalmente desde 2005.

O confronto, a princípio, havia sido agendado para o dia 20 de julho. No entanto, Tyson sofreu com crise de úlcera e, por isso, foi remarcado.

Em entrevista à Folha, no último dia 30, ‘Iron Mike’ afirmou que se sentia bem e em plena forma para fazer frente ao influenciador apesar da diferença de idade.

“Sou capaz de fazer isso. Ainda estou lutando bem. Estou com uma boa aparência, treinando bem. Boxeio oito rounds, duas vezes por semana. Estou pronto”, disse Tyson, que é treinado pelo brasileiro Rafael Cordeiro, mais conhecido por preparar atletas de MMA como Fabrício Werdum.

Em 2020, Tyson, então com 54 anos, fez a sua última aparição em um ringue quando voltou a participar de uma luta de exibição com outro veterano da modalidade, Roy Jones Jr, à época com 51 anos.

Tyson foi o mais agressivo, mas teve dificuldades para acertar o oponente. No final, houve um empate simbólico e, como mandava o protocolo naquele evento, os dois foram declarados campeões.

Do outro lado, Jake Paul, bastante famoso pelas redes sociais com quase 27 milhões de seguidores em sua conta no Instagram, vem despertando a atenção pela forma como promove suas lutas.

Nascido em Cleveland, Paul passou a ficar famoso com vídeos publicados nas redes sociais —o mais popular deles, o clipe da música “It’s everyday bro”, contabiliza mais de 300 milhões de visualizações.

O cartel de 11 lutas é modesto comparado ao que consagrou Tyson, com 50 vitórias em 58 duelos, sendo 44 por nocautes.

O único revés até aqui, por decisão dividida dos árbitros, aconteceu no início de 2023 contra Tommy Fury, boxeador profissional e irmão do ex-campeão dos pesados Tyson Fury.

Paul está apenas em seu quinto ano competindo profissionalmente. O influencer começou a chamar atenção como boxeador ao nocautear Nate Robinson, ex-astro da NBA, logo no segundo round.

Nesta sexta, Tyson brincou com o hábito de morder as luvas. “É uma mania. Tenho fixação por mordidas”, disse, em alusão à famosa mordida em Evander Holyfield.

Contra Anderson Silva, o maior nome que havia enfrentado, Paul garantiu a sua vitória ao entrar com uma direita que levou o brasileiro a knockdown. “Ninguém mais pode falar de você”, disse Anderson para o americano, após a sua derrota.

Em uma das várias lutas que antecederam o combate principal, o brasileiro Whindersson Nunes enfrentou o indiano Nareej Goyat em seis rounds de três minutos. Goyat venceu por pontos em decisão unânime dos juízes: 59-55, 60-54 e 60-54.

Em outra disputa, que teve como adversários os meio-médios mexicanos Mario Barrios e Abel Ramos, a Netflix aproveitou para divulgar a sua série “Cobra Kai”. O canal de streaming dividiu a tela para exibir um trailer de “Cobra Kai” e mostrou na plateia, assistindo aos combates, os atores William Zabka e o Ralph Macchio, que participam da série.



Leia Mais: Folha

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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