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POLÍTICA

Janja errou. Lula, também. Só Musk acertou.

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rprangel2004@gmail.com (Ricardo Rangel)

Na sexta-feira, Janja ridicularizou uma mulher que chamou seu festival de música de Janjapalooza.

No sábado, mandou um “fuck you, Elon Musk”, para o futuro secretário (ministro) dos EUA. Na mesma ocasião, classificou um ministro do Supremo (Alexandre de Moraes) de “grande parceiro”. Em seguida, chamou o terrorista de Brasília de “bestão” e filosofou: “a gente ri, mas olha só o que faz (sic) as redes sociais na mente das pessoas”.

Até para alguém com o histórico de gafes de Janja, é impressionante. O único ponto em que acertou foi em relação ao poder das redes. A gente ri, mas olha só o que as redes sociais andam fazendo na mente da primeira-dama.

Janja não foi eleita para nada, não foi nomeada por ninguém, não tem função oficial, mas acha que pode (e deve) dar declaração sobre tudo, proferindo uma bobagem atrás da outra. No quesito compostura, é uma espécie de anti-Ruth Cardoso.

Os danos causados por Janja ao governo de seu marido são, com frequência, duplos: para cada manchete negativa que a imprensa dá, há uma manchete positiva que a imprensa deixa de dar.

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Lula não gostou, e, ainda no sábado, passou um pito público na mulher: “essa é uma campanha em que a gente não tem que ofender ninguém, não temos que xingar ninguém”.

O pito não parece ter surtido muito efeito: no domingo, Janja atribuiu o fato de não ter gabinete oficial a “machismo” (de quem?).

Janja está errada em tudo, é claro, mas mais errado está o próprio Lula. Foi ele que chamou a mulher para todos os compromissos oficiais onde ela não deveria estar, foi ele que aceitou (e aplaudiu) as barbaridades que ela disse e fez nos últimos anos.

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Elon Musk, de sua parte, riu do faux pas dado pela primeira dama. E cravou: “eles vão perder a próxima eleição”.

No caminho em que vão, Lula e Janja têm tudo para realizar a profecia do bilionário dublé de secretário.

(Por Ricardo Rangel em 18/11/2024)



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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