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Jantando além da divisão: ‘Ele é muito anti-Trump. Acho que ele é um negociador com mentalidade empresarial’ | Vida e estilo

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Sam Wollaston


Steve, 36, Manchester

Ocupação Suporte técnico de call center

Registro de votação Trabalhista, depois conservador e, mais recentemente, reformista. Diz que ele está “provavelmente um pouco à direita do centro”

Aperitivo Um acidente de moto quando ele tinha 17 anos deixou Steve tecnicamente morto por um ou dois minutos e em coma por cerca de 10 dias. “Dormi durante a parte difícil e acordei bem descansado”


Gavin, 36, Manchester

Um retrato de Gavin

Ocupação Consultoria e ensino em escola florestal

Registro de votação Sempre Trabalho. Descreve-se como “bastante esquerdista”

Aperitivo O casamento de Gavin e seu marido quase foi arruinado quando o local foi lotado com um festival irlandês. Mas no final eles conseguiram um casamento grátis e um mágico grátis incluído


Para começar

Steve A primeira coisa foi burrata. Para mim não, não estava preparado para essa textura! Depois comemos bifes. Tomei uma Coca-Cola, mas no final passei para a cerveja.

Gavin Tomei água com gás porque não bebo e não gosto muito de refrigerante.

Steve Ele é do País de Gales, morei lá um pouco, então discutimos isso. Ele está mais à esquerda do que eu, mas não insanamente à esquerda.

Gavin Temos a mesma idade e crescemos em comunidades rurais e não diversificadas, depois nos mudamos para Manchester.


A grande carne

pular a promoção do boletim informativo

Steve Gavin é muito anti-Trump. Acho que ele está bem e será visto historicamente como um presidente mediano. Ele é impetuoso e entendo por que as pessoas não gostam dele, mas teria ficado surpreso se ele tivesse perdido as eleições, porque os últimos quatro anos foram muito ruins, com inflação crescente. Kamala não foi eleita, apenas a colocaram, o que deixou um gosto amargo.

Gavin Não gosto do histórico de Trump em matéria de direitos LGBTQ e trans. Ele é perigoso no que diz: em um discurso recente, ele se referiu a um âncora de notícias assumidamente gay usando um nome feminino e depois riu. Isso encoraja as pessoas a seguirem esse ódio. Eu não me sentiria seguro em visitar a América quando ele estiver no cargo.

Steve Trump é um negociador com uma mentalidade empresarial, e isso resultou numa boa economia até ao fim – não o pode culpar pela Covid. Quando falam das mentiras dele, penso: “Ah, não, político mentiroso, pare a imprensa! Todos eles fazem! A coisa do dia 6 de janeiro foi um pouco exagerada, não foi tão ruim quanto as pessoas diziam. Sua política externa deixou um pouco a desejar, mas foi um raro presidente que não iniciou uma nova guerra.

Gavin De uma forma estranha, não estou preocupado com o facto de Trump iniciar guerras: ele parece concentrar-se mais na América. Mas ele mente e se contradiz. É uma loucura que qualquer criminoso condenado esteja na política. E colocar RFK Jr, um cético em relação às vacinas, no comando da saúde!


Prato de compartilhamento

Steve Discutimos as crianças nas telas e o que elas fazem em termos de desenvolvimento. Eu vi uma criança de cinco anos comprada GTA 5 – isso não é apropriado.

Gavin Nós meio que concordamos que o governo nem sempre gasta o dinheiro da maneira certa. Mas a sua opinião era que as coisas deveriam ser privatizadas porque os governos não são muito bons a organizar as coisas. Esse é o único trabalho deles: é isso que eles deveriam fazer.


Para depois

Steve A liberdade de expressão precisa ser protegida. Quando se trata de leis sobre discurso de ódio e crimes de ódio, você começa a colocar limites legais em pontos subjetivos. Pessoas foram presas por postagens e piadas no Facebook. A lei precisa ser baseada em fatos concretos onde não há muito espaço para interpretação. Roubar é fácil: você roubou, aqui está sua sentença. Se você banir o BNP ou Tommy Robinson, isso vai para a clandestinidade e apodrece. Se você os expor à luz do sol durante uma discussão, poderá mudar de idéia.

Gavin Não discordo que seja difícil, mas o discurso de ódio sobre uma comunidade marginalizada não é aceitável, na minha opinião. Deveria ser policiado. Mesmo em Manchester, meu marido e eu sofremos abusos homofóbicos. Isso pode parecer rude, mas Steve parece protegido. Por exemplo, ele não acha que seja necessário haver uma vila gay, porque os gays podem ir a qualquer lugar. Eu disse: “Isso é ótimo se todo mundo for adorável como você, Steve, mas nem todo mundo é”.


Conclusões

Steve O mundo está cada vez mais dividido. A maneira de nos unir é conversando, não gritando e chamando uns aos outros de mal. Éramos respeitosos e, quando discordávamos, tentávamos ver de onde vinha o outro.

Gavin Ele é o tipo de pessoa que eu poderia conhecer, mas depois de alguns minutos eu daria uma desculpa e iria embora. Então foi interessante ter tempo para conversar com ele sobre sua vida; isso me ajudou a entender como ele chegou a esses pontos de vista.
Reportagem adicional: Kitty Drake

Gavin e Steve comeram no Cicchetti em Manchester.

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Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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