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Joe Biden fala por uma era em extinção em elogio à decência de Jimmy Carter | Jimmy Carter
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2 anos atrásem
David Smith in Washington
“Personagem. Personagem. Personagem.”
Falando do púlpito de uma silenciosa Catedral Nacional de Washington na quinta-feira, Joe Biden parecia estar elogiando algo maior do que o falecido presidente dos EUA, que estava deitado em um caixão coberto de estrelas e listras diante dele.
“A amizade de Jimmy Carter me ensinou, e através de sua vida, me ensinou, que a força de caráter é mais do que um título ou o poder que detemos”, disse Biden. “É a força para compreender que todos devem ser tratados com dignidade, respeito, que todos, e quero dizer todos, merecem uma oportunidade justa.”
E o presidente estava olhando além do caixão de Carter para seu antecessor e sucessor, Donald Trumpsentado nos bancos, ao acrescentar: “Temos a obrigação de não dar ao ódio nenhum porto seguro e de enfrentar o que meu pai costumava dizer ser o maior pecado de todos, o abuso de poder”.
Biden, que deixou a Casa Branca dentro de 11 dias, talvez estivesse de luto não apenas por Carter, o presidente mais longevo da história dos EUA, que morreu no mês passado aos 100 anos. catedral de estilo gótico, o bisavô de 82 anos também parecia falar de uma era em extinção. Foi o dia em que a antiga Washington fez a sua última resistência.
A América pode não ter uma família real própria, mas aqui estava a pompa e a majestade de uma peça histórica de Shakespeare. O serviço memorial de duas horas, repleto de escrituras que Carter saberia de cor, ouviu homenagens ao empresário, ao oficial da Marinha, ao evangelista, ao político, ao negociador, ao visionário climático, ao autor, ao marceneiro, ao humanitário, o amante da música e o homem de família. Ouviu falar de decência, humildade, integridade e vontade de colocar o eu acima do serviço.
E, no entanto, estava a ter lugar no cenário político hiperpartidário e espalhafatoso de 2025. Trump, uma presença iminente, ameaçou prender os seus oponentes assim que regressar à Casa Branca, em 20 de Janeiro. O movimento “Tornar a América grande novamente” (Maga) e o seu novo aliado, o bilionário tecnológico Elon Musk, representam um novo tipo de niilismo que queima tudo que Carter dificilmente teria reconhecido.
A congregação foi lembrada daquele conceito agora aparentemente estranho, o sonho americano. Carter, o primeiro presidente dos EUA nascido num hospital, cresceu numa quinta no extremo sul, sem água nem electricidade. Quando menino, ele lavava amendoins e os colocava de molho em salmoura, acordava às 4 da manhã, colocava os amendoins em sacos de papel e os carregava por cinco quilômetros por uma ferrovia até Plains, na Geórgia.
Carter tornou-se governador da Geórgia e fez a então declaração radical de que a era da discriminação racial havia acabado. Ele conquistou a presidência após o escândalo Watergate e a guerra do Vietnã, tornando-se o primeiro a ser empossado pelo apelido – “Jimmy” em vez de “James”.
Em vida, Carter tinha sido uma estaca quadrada no buraco redondo da Washington oficial, um eterno forasteiro nunca abraçado pelo seu establishment político. Mas, na morte, foi-lhe concedida a pompa sombria de um funeral de Estado na sexta maior catedral do mundo, que contém mais de 200 vitrais e o túmulo do ex-presidente Woodrow Wilson.
O coro das forças armadas cantou o hino Be Still My Soul antes que o caixão de Carter fosse trazido para dentro ao som de um sino 39 vezes para o 39º presidente. Os participantes incluíram o príncipe Edward da Grã-Bretanha e o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau.
Quando Trump entrou, usando uma gravata azul invernal em vez do habitual vermelho furioso, o ex-vice-presidente Al Gore levantou-se primeiro para cumprimentá-lo e apertar-lhe a mão. Seguindo a deixa, Mike Pence fez o mesmo no que se acredita ser o primeiro encontro da dupla desde 6 de janeiro de 2021, quando uma multidão pró-Trump invadiu o Capitólio dos EUA e pediu que Pence fosse enforcado. A esposa de Pence, Karen, no entanto, permaneceu firmemente apegada ao seu assento, ignorando claramente o arquitecto da insurreição.
Trump e sua esposa, Melania, ocuparam seus lugares. Trump estava ao lado de Barack Obama e os dois conversavam frequentemente, provocando um frenesim de especulações online sobre o que poderiam estar a dizer. Em diversas ocasiões, Trump – que promoveu a falsa teoria da conspiração de que Obama nasceu no Quénia – virou-se e murmurou ao ouvido do seu antecessor, que ouviu e riu educadamente.
A certa altura, Kamala Harris, derrotada por Trump nas eleições do ano passado e sentada numa fila na frente, virou-se para olhar para trás na dupla de bate-papo. Mas faltando na escalação estava a ex-primeira-dama Michelle Obama, que supostamente teve um conflito de agenda e permaneceu no Havaí, onde esteve de “férias prolongadas”.
Bill Clinton e George W Bush também estiveram presentes, o que significa que todos os cinco presidentes vivos estiveram presentes. É um clube exclusivo no qual Carter era muitas vezes o estranho, pelo menos até Trump aparecer e tomar esse título para si.
Carter irritou repetidamente os seus sucessores ao interferir na política externa. Ele criticou duramente Clinton pelo seu caso com a estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky e Bush pela sua invasão do Iraque, afirmando: “Penso que no que diz respeito ao impacto adverso sobre a nação em todo o mundo, esta administração tem sido a pior da história”. Quando os presidentes realizaram uma reunião na Casa Branca em 2009 para dar as boas-vindas a Barack Obama, Carter foi fotografado um pouco afastado.
Houve duas exceções, no entanto. Carter estabeleceu uma estreita amizade com Gerald Ford, o republicano que derrotou nas eleições de 1976. O filho de Ford, Steven, leu uma homenagem que Ford escreveu antes de sua morte em 2006.
“Por sorte de uma breve temporada, Jimmy Carter e eu éramos rivais”, dizia. “Mas durante os muitos anos maravilhosos que se seguiram, a amizade nos uniu como nunca houve dois presidentes desde John Adams e Thomas Jefferson.”
Num comentário que parecia antecipar a novela que se desenrolava a uma curta distância nos bancos da frente, Gerald Ford reconheceu: “Ora, isto não quer dizer que Jimmy nunca me irritou, mas alguma vez houve um grupo de políticos que não fizeram isso uns com os outros?”
O outro aliado de Carter entre os presidentes era o atual. A amizade com Biden começou em 1974. Biden foi o primeiro senador a apoiar a candidatura remota de Carter à Casa Branca e, 45 anos depois, o primeiro presidente em exercício a visitar Carter na sua modesta casa em Plains, Geórgia.
O destino colocaria Carter e Biden entre outras maneiras. A inflação disparou para 14% em 1980, percorrendo um longo caminho para garantir a derrota de Carter para Ronald Reagan. O aumento dos preços atingiu 9% durante o mandato de Biden, reduzindo o seu índice de aprovação e ajudando a garantir que ele também seria um presidente de um único mandato, forçado a esperar que os historiadores o vejam com mais generosidade do que os eleitores.
Nesse sentido, o antigo assessor da Casa Branca, Stu Eizenstat, usou o seu elogio para fazer um esforço para reformular a presidência de Carter como mais bem sucedida do que os eleitores pensavam na altura.
Ele observou que Carter desregulamentou as indústrias de transporte dos EUA, simplificou a pesquisa energética e criou a Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema). Ele enfatizou que a administração Carter garantiu a liberação dos reféns americanos no Irão, embora só tenham sido libertados depois da sua derrota em 1980.
“Ele pode não ser um candidato ao Monte Rushmore, mas pertence ao processo de tornar os EUA mais fortes e o mundo mais seguro”, disse Eizenstat.
Carter também foi lembrado por reinventar a pós-presidência. Joshua Carter, um neto, lembrou como Carter ensinava regularmente na escola dominical em sua terra natal, Plains, depois de deixar a Casa Branca. “Ele construiu casas para pessoas que precisavam de moradia. Ele eliminou doenças em lugares esquecidos. Ele travou a paz em qualquer lugar do mundo, onde quer que tenha uma chance. Ele amava as pessoas.”
Jason Carter, outro neto, elogiou seu avô e sua esposa Rosalynn, que morreu em 2023. Ele observou ironicamente a frugalidade do casal, como lavar e reutilizar sacolas Ziploc, e as dificuldades do ex-presidente para usar seu telefone celular. “Engenheiro nuclear, certo?” ele brincou.
“Eram pessoas de cidades pequenas que nunca se esqueceram de quem eram e de onde vieram, independentemente do que acontecesse nas suas vidas”, disse Jason, que preside o Carter Center, uma operação humanitária global fundada pelo ex-presidente após deixar o cargo.
Os enlutados também ouviram Andrew Young, de 92 anos, ativista dos direitos civis, congressista e embaixador da ONU durante o governo Carter. “Jimmy Carter foi uma bênção que ajudou a criar um grande Estados Unidos da América”, disse Young.
Notavelmente, quando o caixão de Carter foi transportado por uma procissão liderada por uma cruz e duas velas, Trump não colocou a mão no coração, ao contrário dos que o rodeavam. Ele então tentou participar, mas logo desistiu. Duas horas depois, quando o caixão foi levado, Trump foi novamente o único a manter a mão baixa. Foi um pequeno gesto que falou muito. E em apenas 11 dias, essa mesma mão estará levantada para prestar juramento.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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