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Juiz dos EUA bloqueia temporariamente divulgação de relatório de investigação de Trump | Notícias de Donald Trump

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Um juiz dos Estados Unidos bloqueou temporariamente o procurador especial Jack Smith de divulgar um relatório sobre a sua investigação ao presidente eleito Donald Trump pelo tratamento indevido de documentos confidenciais.

Na segunda-feira, a juíza Aileen Cannon, a juíza federal que presidiu o caso agora arquivado contra Trump, instruiu o Departamento de Justiça dos EUA a não divulgar o relatório até que um tribunal federal de apelações decida sobre um pedido de seus dois ex-co-réus.

Os co-réus, Walt Nauta e Carlos De Oliveira, continuam objeto de recurso contínuo. Eles argumentaram que a divulgação do relatório poderia interferir no seu direito a um julgamento justo.

Uma acusação criminal no caso de documentos confidenciais foi anunciada em junho de 2023, quando os promotores alegaram que Trump e Nauta, seu assessor, desafiaram uma intimação federal para entregar registros contendo informações de defesa e outros materiais sensíveis após deixarem cargos públicos.

Os promotores também acusaram os dois de tentarem ocultar os documentos e encobrir as evidências de que o fizeram.

De Oliveira, trabalhador de manutenção da propriedade de Trump em Mar-a-Lago, na Flórida, foi acusado em agosto de 2023 em uma acusação atualizada, onde foi implicado em uma suposta conspiração para excluir imagens de vigilância.

Trump é o primeiro presidente dos EUA a enfrentar acusações criminais. Desde então, ele foi condenado em um processo criminal separado, por falsificação de documentos comerciais em Nova York.

O caso dos documentos confidenciais, entretanto, enfrentou vários obstáculos desde que foi anunciado pela primeira vez.

A juíza Cannon, nomeada por Trump, rejeitou o caso em julho passado, argumentando na sua decisão que o cargo de “advogado especial” não tinha sido aprovado pelo Congresso.

Isso contrariava anos de precedentes legais: advogados especiais têm sido comumente aprovados para fornecer aconselhamento jurídico independente em casos em que, de outra forma, possa haver conflito de interesses.

O procurador-geral Merrick Garland, membro da administração do presidente Joe Biden, nomeou Smith em 2022 para servir nessa função nas investigações sobre Trump.

Além do caso de documentos confidenciais, Smith também investigou as alegadas tentativas de Trump de anular a sua derrota nas eleições de 2020. Isso resultou em uma acusação criminal separada em agosto de 2023.

Ambos os casos federais foram derrubado em novembro passado, depois que Trump conquistou um segundo mandato. Smith também anunciou a sua intenção de renunciar antes da tomada de posse de Trump, altura em que o líder republicano controlará o Departamento de Justiça.

“Há muito que é posição do Departamento de Justiça que a Constituição dos Estados Unidos proíbe a acusação federal e o subsequente processo criminal de um presidente em exercício”, escreveu Smith numa petição legal na altura.

Diz-se que o relatório de Smith contém dois volumes: um sobre o caso de documentos confidenciais e outro sobre o caso de interferência eleitoral. Mas um porta-voz do gabinete de Smith recusou-se a comentar a ordem do juiz Cannon na segunda-feira, impedindo a sua divulgação.

Os regulamentos do Departamento de Justiça exigem que Smith apresente um relatório final a Garland, que já se comprometeu a tornar públicos todos os relatórios dos conselheiros especiais durante o seu mandato.

Trump aplaudiu a decisão do juiz Cannon durante um segmento de perguntas e respostas em uma entrevista coletiva em Mar-a-Lago.

Há muito que ele denuncia os processos como uma tentativa politicamente motivada de impedi-lo de regressar ao poder. Na segunda-feira, ele chamou repetidamente Smith de “desgraça”.

“Ele queria fazer um relatório pouco antes de eu assumir o cargo, provavelmente, então ele fará um relatório de 500 páginas, e será um relatório falso, assim como a investigação foi uma investigação falsa”, disse Trump a repórteres, após aprendendo as novidades.

“Então, se eles não têm permissão para emitir o relatório, é assim que deveria ser. Porque ele foi expulso do caso em desgraça. Por que ele deveria ter permissão para escrever um relatório falso?”



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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