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Julgamento de estupro de Pelicot: veredicto devido a 51 homens em caso que indignou a França – atualizações ao vivo | Julgamento de estupro de Gisèle Pelicot
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Ashifa Kassam and Angelique Chrisafis in Avignon
Sentença vencida no caso de estupro de Pelicot
Bom dia, bom dia.
Nos últimos três meses e meio, todos os olhares estiveram voltados para um tribunal em Avignon, França, onde 51 homens enfrentam julgamento num angustiante caso de violação em massa.
No centro do caso está Dominique Pelicot, que admitiu esmagar regularmente comprimidos para dormir e medicamentos ansiolíticos no purê de batata, sorvete, café ou cerveja de sua esposa desavisada, e convidar dezenas de homens para irem à casa do casal em um aldeia na Provença estuprá-la enquanto ela estava inconsciente.
Suas ações horrorizaram as pessoas em toda a França e em todo o mundo. Mas, numa atitude extraordinária, a sua esposa, Gisèle Pelicot, renunciou ao seu anonimato e insistiu que o julgamento fosse aberto à imprensa e ao público. Sua incrível bravura a transformou em um ícone feminista, creditado por destruir a vergonha que geralmente acompanha a violência sexual.
Esta manhã o julgamento deverá terminar, com os veredictos proferidos para os 51 homens. Acompanhe enquanto trazemos para você todos os desenvolvimentos mais recentes.
Principais eventos
Algumas fotos esta manhã de Avignon, onde apoiadores de Gisèle e ativistas dos direitos das mulheres se reuniram do lado de fora do tribunal antes dos veredictos:
‘É o nome de Gisèle que será lembrado’
Desde setembro, as pessoas fazem fila do lado de fora do tribunal em Avignon, enfrentando o frio, as chuvas e os ventos fortes para torcer por Gisèle Pelicot.
Pelicot, 72 anos, ex-gerente de logística e avó de sete, tornou-se uma heroína feminista depois de insistir que o julgamento fosse realizado em público para aumentar a conscientização sobre o estupro induzido por drogas e abuso. “Não cabe a nós ter vergonha, é a favor deles”, disse ela.
Sua coragem ajudou a galvanizar uma conversa global sobre a violência sexual e suscitou um debate em França sobre se a definição legal de violação deveria ser alargada para incluir uma menção específica ao consentimento.
Minha colega Angelique Chrisafis escreveu este artigo sobre a extraordinária bravura e resiliência de Gisèle Pelicot:
Angelique Chrisafis
Antes do amanhecer, o público reuniu-se fora do tribunal para apoiar Gisèle Pelicot no histórico julgamento de violação.
“Justiça para Gisèle”, gritou uma ativista feminista, carregando uma placa dizendo que os homens acusados deveriam estar na prisão no Natal.
“Obrigado pela sua bravura, Gisèle”, dizia outra placa.
Que veredictos são esperados?
O painel de cinco juízes está proferindo suas decisões por votação secreta, sendo necessária uma maioria de votos para condenar e também para as sentenças dos culpados.
Espera-se que eles dêem a Dominique Pelicot, um eletricista e corretor de imóveis aposentado de 72 anos, a pena máxima de 20 anos de prisão.
Os promotores exigiram que a pena máxima fosse aplicada ao seu caso, com a promotora Laure Chabaud dizendo ao tribunal: “Vinte anos entre as quatro paredes de uma prisão. É muito e não é suficiente.”
Cinquenta outros homens os acusados ao seu lado, a maioria dos quais nega as acusações, enfrentam penas que variam de 10 a 18 anos para os acusados de estupro agravado e quatro anos para um acusado de agressão sexual. Um homem está foragido e sendo julgado em sua ausência.
Minha colega Kim Willsher dá uma olhada no que é esperado hoje:
Sentença vencida no caso de estupro de Pelicot
Bom dia, bom dia.
Nos últimos três meses e meio, todos os olhares estiveram voltados para um tribunal em Avignon, França, onde 51 homens enfrentam julgamento num angustiante caso de violação em massa.
No centro do caso está Dominique Pelicot, que admitiu esmagar regularmente comprimidos para dormir e medicamentos ansiolíticos no purê de batata, sorvete, café ou cerveja de sua esposa desavisada, e convidar dezenas de homens para irem à casa do casal em um aldeia na Provença estuprá-la enquanto ela estava inconsciente.
Suas ações horrorizaram as pessoas em toda a França e em todo o mundo. Mas, numa atitude extraordinária, a sua esposa, Gisèle Pelicot, renunciou ao seu anonimato e insistiu que o julgamento fosse aberto à imprensa e ao público. Sua incrível bravura a transformou em um ícone feminista, creditado por destruir a vergonha que geralmente acompanha a violência sexual.
Esta manhã o julgamento deverá terminar, com os veredictos proferidos para os 51 homens. Acompanhe enquanto trazemos para você todos os desenvolvimentos mais recentes.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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