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Júri condena dois por contrabando de família indiana que morreu congelada ao cruzar a fronteira EUA-Canadá | Notícias dos EUA

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Leyland Cecco in Toronto and agencies

Um júri condenou dois homens por acusações de contrabando de pessoas após uma família indiana morreu congelada ao tentar cruzar a fronteira Canadá-EUA.

Após uma breve deliberação na sexta-feira, um júri em Fergus Falls, Minnesota, deu o veredicto no caso contra Harshkumar Ramanlal Patel, 29, um cidadão indiano que usava o pseudônimo “Dirty Harry”, e Steve Shand, 50, um americano da Flórida. Os promotores dizem que a dupla fazia parte de uma empresa criminosa mais ampla que ajudou os migrantes a cruzar Canadá para os Estados Unidos.

Durante o julgamento de cinco dias, o tribunal ouviu detalhes da trágica tentativa de travessia em janeiro de 2022, quando Vaishaliben Patel, 37; seu marido, Jagdish Patel, 39; sua filha de 11 anos, Vihangi; e seu filho de três anos, Dharmik, foram deixados à própria sorte durante uma nevasca.

Num dia em que as temperaturas caíram para -23ºC e ventos fortes varreram a paisagem da pradaria, os funcionários da fronteira suspeitaram pela primeira vez que algo estava errado quando receberam uma denúncia de um motorista de limpa-neves, que ajudou a libertar a carrinha de Shand de uma vala. Shand foi visto na área várias vezes nos últimos dias.

Os policiais pararam Shand enquanto ele tentava cruzar a fronteira em Dakota do Norte. A sua história, de que se dirigia para Winnipeg, confundiu os agentes, visto que se encontrava numa estrada rural, longe da rota para a capital de Manitoba. Dentro da van, eles encontraram dois cidadãos indianos com Shand. Mais tarde, eles encontraram mais cinco pessoas vagando por um campo, desorientadas e congelando.

O agente da patrulha de fronteira, Christopher Oliver, disse ao tribunal que uma mulher estava perdendo e recuperando a consciência por causa da hipotermia e que sua mão “parecia um peito de frango que acabara de ser retirado do freezer”.

Ele percebeu que mais pessoas poderiam ficar presas na tempestade mortal. Ele perguntou a Shand se havia outros.

“Pessoas morrerão se você não me contar a verdade”, disse ele a Shand. Shand disse que não havia mais ninguém.

Daniel Huguley, um agente da patrulha de fronteira dos EUA, disse ao tribunal que “seu coração afundou” quando olhou dentro de uma mochila que um dos migrantes carregava.

“A primeira coisa que vi… foi aquela fralda.” Todas as pessoas interceptadas eram adultos.

Horas depois, os policiais encontraram os corpos de Jagdish e Vaishaliben Patel, e de seus dois filhos, Vihangi e Dharmik, a poucos metros da fronteira. Jagdish ainda segurava Dharmik nos braços.

Atraído pela promessa de uma vida melhor, os quatro deixaram a Índia no dia 10 de janeiro e desembarcaram em Toronto dois dias depois. Patel ligou para o pai e o primo em casa para avisar que estava frio, mas que estavam todos bem e hospedados em um hotel.

Seis dias depois, a jovem família chegou à cidade de Emerson, em Manitoba, vestida com casacos e luvas novos. Eles provavelmente acreditavam que estavam preparados para o que os moradores locais sabem ser uma jornada traiçoeira durante o auge do inverno.

Pouco depois dos seus corpos terem sido descobertos, Justin Trudeau, o primeiro-ministro do Canadá, descreveu-o como uma “tragédia alucinante”.

Yash Patel, um dos migrantes que pagou aos contrabandistas pelo acesso à fronteira, disse ao tribunal que o grupo foi instruído a sair da carrinha e a caminhar em linha recta até encontrar uma carrinha do lado dos EUA.

Patel, que não tem parentesco com a família que morreu de frio, caminhou com o grupo por apenas alguns minutos até que a neve ofuscante e a penumbra o fizeram se separar dos outros. Só quase seis horas depois ele encontrou a van de Shand, que estava presa na neve.

Mapa cinza

Os advogados de defesa se enfrentaram, com a equipe de Shand argumentando que ele havia sido involuntariamente envolvido no esquema por Patel. Os advogados de Patel, informou a imprensa canadense, disseram que seu cliente foi identificado incorretamente. Disseram que “Dirty Harry”, o suposto apelido de Patel encontrado no telefone de Shand, é uma pessoa diferente. Os registros bancários e os depoimentos de testemunhas daqueles que encontraram Shand perto da fronteira não o vinculam ao crime, acrescentaram.

Os promotores disseram que Patel foi o coordenador da operação enquanto Shand era motorista. Shand deveria resgatar 11 imigrantes indianos no lado de Minnesota, na fronteira com o Canadá, disseram os promotores. Apenas sete sobreviveram à travessia a pé. As autoridades canadenses encontraram dois pais e seus filhos pequenos naquela manhã, mortos de frio.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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