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Justiça condena Hapvida por exame que teria rompido hímen – 14/03/2025 – Equilíbrio e Saúde
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Josué Seixas
A Justiça de Alagoas condenou a Hapvida, uma clínica e dois médicos a pagar R$ 80 mil de indenização por danos morais a uma paciente após um exame de ultrassom transvaginal, que teria causado a ruptura de seu hímen. O caso aconteceu em 2021.
Conforme a decisão desta segunda-feira (10), houve negligência e imprudência e o exame teria sido invasivo e desnecessário, causando sofrimento físico, emocional e psicológico à mulher.
Por meio de nota, a Hapvida disse que a prioridade da companhia é o compromisso com a saúde e bem-estar dos pacientes e informou que o processo segue sob segredo de justiça.
Os advogados Marcelo Herval e Lucas Albuquerque, responsáveis pela defesa da profissional que prescreveu o exame, salientaram que a ginecologista seguiu rigorosamente o protocolo médico pertinente às queixas apresentadas pela paciente, considerando a persistência dos sintomas e refratariedade a outros procedimentos realizados por ela.
“Além disso, não houve perda da virgindade da paciente. Consta nos autos do processo um laudo pericial subscrito pelo Instituto Médico Legal (IML), realizado horas após o exame, o qual atesta, de forma categórica, que o hímen da paciente encontrava-se íntegro, sem qualquer sinal de violação e que, portanto, a paciente ainda permanecia virgem”, diz trecho enviado à reportagem.
Já a defesa do médico que realizou o procedimento, composta pelo advogado Diego Bugarin, reiterou que o ultrassonografista agiu cuidadosa e rigorosamente dentro dos protocolos exigidos, apenas realizando o exame requisitado pela médica que examinou o paciente.
“A decisão afirma que o procedimento acarretou na perda da virgindade, porém o laudo trazido nos autos pelo IML afirma que o hímen encontrava-se íntegro”, reiterou.
Procurada, tanto a defesa da paciente quanto a da Hapvida não responderam aos contatos.
Na decisão judicial, é estabelecido que o exame foi realizado sem que a autora tivesse conhecimento do procedimento, o que resultou na perda de sua virgindade.
“A autora descreveu o sofrimento causado tanto fisicamente quanto psicologicamente pela realização do exame e pela desconsideração de sua condição pessoal de virgindade. Os médicos ouvidos em audiência, por sua vez, mantiveram suas defesas, mas não apresentaram argumentos sólidos para justificar o erro cometido no atendimento. Ambos os médicos confirmaram que a autora foi encaminhada para o exame de ultrassonografia, mas não esclareceram de maneira satisfatória a razão pela qual o procedimento invasivo foi realizado, considerando a condição de virginidade da paciente”, escreveu o juiz Maurício César Breda Filho, da 5ª Vara Cível da Capital.
O exame de ultrassom transvaginal utiliza um transdutor, que passa de forma profunda pelo canal vaginal, para melhor visualização de útero e ovários. À Folha a ginecologista e obstetra Lavici Garbini explica que o procedimento apresenta o risco da ruptura de hímen para mulheres virgens.
“Perder a virgindade é um termo popular para a ruptura do hímen. São sinônimos”, diz.
Embora não exista um protocolo para esse caso específico, há alternativas para que se tenha um diagnóstico.
Segundo ela, a opção seria realizar a ultrassom pela via pélvica, mesmo que haja prejuízo na qualidade do exame.
O hímen é uma membrana mucosa fina que fica na entrada da vagina. Ele não tem função fisiológica, sendo um remanescente embrionário.
Relações sexuais, uso de absorventes internos e masturbação estão entre as causas de ruptura de hímen, mas, nem sempre isso acontece, porque existem os hímens elásticos, chamados de complacentes.
Para se identificar se houve a ruptura himenal, é necessário um exame de conjunção carnal, perícia que é realizada somente por médicos peritos especializados.
No laudo pericial, obtido pela reportagem, está relatado que a paciente fez o exame de corpo de delito no mesmo dia em que teria passado pelo exame ginecológico. Nele, teria sido introduzido um espéculo em sua vagina e isso poderia ter resultado na perda de sua virgindade.
De acordo com as conclusões do exame no IML, o hímen estava íntegro e não foram encontrados sinais de conjunção carnal ou sexo anal.
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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre
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3 de julho de 2026A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.
A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.
No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.
“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.
A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.
Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre
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2 de julho de 2026Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).
O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.
A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.
Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre
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1 de julho de 2026A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.
“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.
Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.
O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.
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