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Kremlin diz que Biden está ‘alimentando o fogo’ do conflito na Ucrânia com decisão sobre mísseis | Rússia
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Pjotr Sauer and Dan Sabbagh in Kyiv
O Kremlin disse que a administração cessante de Joe Biden quer escalar o conflito na Ucrânia ao permitir que Kyiv utilizasse mísseis de longo alcance para ataques dentro da Rússia.
Vários meios de comunicação dos EUA relataram no domingo que o Administração Biden decidiu permitir que a Ucrânia conduzisse ataques com armas fabricadas nos EUA em profundidade no território soberano russo.
“É claro que a administração cessante em Washington pretende tomar medidas para continuar a colocar lenha na fogueira e inflamar ainda mais as tensões em torno deste conflito”, disse o porta-voz de Vladimir Putin, Dmitry Peskov, aos jornalistas na segunda-feira.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, há muito pressionava por autorização de Washington para usar o poderoso Sistema de Mísseis Táticos do Exército, conhecido pelas iniciais Atacms, para atingir alvos dentro do país. Rússia.
Peskov disse que Putin expressou claramente a posição da Rússia em setembro, quando o líder russo alertou que a medida para permitir que Kiev usasse armas de longo alcance contra alvos dentro da Rússia significaria que a Otan estaria diretamente “em guerra” com Moscou.
Sem entrar em detalhes, Putin disse na altura que Moscovo “tomaria as decisões apropriadas com base nas ameaças que enfrentaremos”.
Na segunda-feira, as autoridades russas prometeram igualmente que Moscovo reagiria à decisão do presidente Biden, embora não tenham especificado o que essa resposta poderia implicar.
Leonid Slutsky, presidente do ultranacionalista Partido Liberal Democrata da Rússia, disse que os EUA estão agora a participar directamente no conflito militar em Ucrânia.
“Isto implicará inevitavelmente a resposta mais dura da Rússia, com base nas ameaças que serão colocadas ao nosso país”, acrescentou.
A decisão dos EUA é justificada pela presença de tropas norte-coreanas que lutam ao lado da Rússia contra a Ucrânia. Embora não tenha havido comentários públicos da Casa Branca, a história apareceu pela primeira vez em briefings coordenados ao New York Times, ao Washington Post e às agências de notícias Reuters e Associated Press. A sua utilização será limitada à região de Kursk, onde a Ucrânia lançou uma incursão na Rússia no verão.
Houve mais ameaças russas emitidas nos meios de comunicação estatais, com o proeminente propagandista Dmitry Kiselyov a dizer que o Ocidente estava a entrar directamente na guerra “com todas as consequências daí decorrentes para os seus próprios territórios e para aqueles que os habitam”.
“A resposta pode ser qualquer coisa. Qualquer coisa”, disse Kiselyov.
A legisladora russa Maria Butina disse que os EUA arriscam uma terceira guerra mundial e expressou esperança de que o presidente eleito, Donald Trump, reverta a decisão.
após a promoção do boletim informativo
“Esses caras, a administração Biden, estão tentando agravar a situação ao máximo enquanto ainda têm o poder e ainda estão no cargo”, disse Butina.
“Tenho uma grande esperança de que Trump supere esta decisão se esta for tomada, porque eles estão a arriscar seriamente o início da Terceira Guerra Mundial, o que não é do interesse de ninguém”, acrescentou.
A Rossiyskaya Gazeta, amiga do Kremlin, escreveu que a capacidade da Ucrânia de atacar dentro da Rússia com armas ocidentais “criaria desafios adicionais para os nossos militares”, mas acrescentou que a decisão não “mudaria o curso da guerra”.
O influente meio de comunicação disse que uma das maneiras pelas quais a Rússia poderia responder seria fornecer armas aos rebeldes Houthi do Iêmen para atacar navios dos EUA no Mar Vermelho.
No Verão, Putin sugeriu que Moscovo poderia fornecer armas de longo alcance aos outros países com o objectivo de atacar alvos ocidentais.
“Se alguém pensa que é possível fornecer tais armas a uma zona de guerra para atacar o nosso território e criar problemas para nós, por que não temos o direito de fornecer as nossas armas”, disse Putin numa conferência de imprensa em São Petersburgo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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