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Líder francês da extrema direita, Jean-Marie Le Pen, morre aos 96 anos | Notícias de política

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O cofundador da Frente Nacional liderou o partido durante décadas e era conhecido pela retórica inflamada contra a imigração.

Jean-Marie Le Pen, cofundador do partido francês de extrema-direita Frente Nacional, morreu aos 96 anos.

Sua morte foi confirmada pelo partido político de sua filha Marine Le Pen, o Rally Nacional (Rassemblement National), na terça-feira.

Jean-Marie Le Pen era conhecido pela sua retórica inflamada contra a imigração, o que lhe rendeu apoiantes ferrenhos e condenação generalizada.

Uma figura polarizadora na política francesa, Le Pen fez declarações – incluindo a negação do Holocausto e uma proposta de 1987 para isolar à força as pessoas com SIDA – que levaram a múltiplas condenações e prejudicaram as suas alianças políticas.

Le Pen cofundou o partido Frente Nacional em 1972 e disputou a presidência francesa cinco vezes. Ele enviou ondas de choque por toda a França em 2002, quando chegou ao segundo turno das eleições presidenciais, vencidas por Jacques Chirac.

Comentando a morte de Le Pen, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse: “Uma figura histórica da extrema direita, desempenhou um papel na vida pública do nosso país durante quase 70 anos, o que agora cabe à história julgar”.

A filha de Le Pen, Marine, renomeou o seu partido Frente Nacional e transformou-o numa das forças políticas mais poderosas da França. Ela também distanciou o partido da imagem extremista de seu pai.

Apesar da eventual exclusão do seu próprio partido em 2015, o seu legado divisivo perdura.

Ele era um estrategista político astuto e orador talentoso, que usou seu carisma para cativar multidões com sua mensagem anti-imigração.

Sua morte ocorreu em um momento crucial para sua filha. Ela agora enfrenta uma possível pena de prisão e a proibição de concorrer a cargos políticos se for condenada em um processo julgamento de peculato.

Várias convicções

Le Pen, que perdeu um olho numa briga de rua na sua juventude, foi uma força constante na vida política francesa, impossível de ser ignorada pelos políticos.

Ele foi condenado inúmeras vezes por antissemitismo e acusado rotineiramente de xenofobia e racismo. Le Pen respondeu que era simplesmente um patriota que protegia a identidade da “França eterna”.

Em 1990, foi condenado por uma observação radiofónica feita três anos antes, na qual se referia às câmaras de gás nazis como um “detalhe na história da Segunda Guerra Mundial”.

Em 2015, repetiu a observação, dizendo que “não se arrependia de todo”, provocando a ira da sua filha – então líder do partido – e uma nova condenação em 2016.

Ele também foi condenado por uma observação de 1988 que ligava um ministro do Gabinete aos fornos crematórios nazistas, e por um comentário de 1989 culpando a “internacional judaica” por ajudar a semear “esse espírito antinacional”.

Mais recentemente, Jean-Marie Le Pen e as suas filhas Marine e Yann foram acusados ​​de usar dinheiro destinado a assessores parlamentares da União Europeia para pagar o seu próprio pessoal, em violação dos regulamentos do bloco de 27 países.

Ele foi considerado clinicamente inapto para testemunhar em tribunal.



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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