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Lilia Cabral defende novelas: ‘sempre teve altos e baixos’ – 26/12/2024 – Outro Canal

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Gabriel Vaquer

Aracaju

É um pouco curioso ver Lilia Cabral em cena. Pouco depois de gravar uma passagem tensa de “Garota do Momento“, atual novela das seis da Globo, que foi vista pela coluna, ela parece se desligar totalmente da malvada Maristela para sentar-se em um sofá, serena, para conceder esta entrevista. Passa a impressão de que é uma outra pessoa —e não deixa de ser.

A cena foi ao ar no último dia 17: Maristela desconfia que a própria neta, Bia (Maisa), armou para a mocinha Beatriz (Duda Santos) passar mal em uma apresentação. Lilia, que há quinze minutos tinha um semblante sério e contraído na gravação, abre um sorriso franco e não nega. Está se divertindo.

“Quando li essa personagem, fiquei encantada. Tudo que ela faz para armar, toda a situação, é de uma maldade chocante. Bem novela mesmo”, diz. A atriz emendou a participação em “Garota do Momento” logo após gravar “A Lista”, filme original da Globo que fez com Tony Ramos.

“No dia seguinte à leitura do texto, liguei para a Natália Grimberg, diretora, e disse: ‘vou fazer. Eu amei!’. Acho que a grande sabedoria da novela é exatamente ser um novelo, em que você vai desenvolvendo cada pedacinho e para um pouco, porque tem um gancho muito especial. A Alessandra Poggi e a Glória Perez fazem isso muito bem, por exemplo”, afirma.

Em “Garota do Momento”, Lilia vive uma vilã que as pessoas pediram para ela viver faz tempo: alguém ruim, que mexe na trama e não tem pudor de fazer maldades. “Eu vejo que muita gente queria me ver assim mesmo, fazendo maldades. Não sabia que era tanta gente”, ri.

Gênero em crise?

Lilia Cabral discorda daqueles que acham que as novelas estão em uma crise sem volta. “Garota do Momento” é uma prova. A novela tem ido bem de audiência, com média geral desde a estreia na casa dos 19 pontos na Grande São Paulo.

“Eu gosto muito de fazer novela. Sabe por quê? Eu não nego para ninguém. Eu gosto muito de fazer tudo. Eu gosto muito de fazer cinema, tive o maior prazer em filmar ‘A Lista’, acabei de fazer um espetáculo em Curitiba, que foi demais! Mas passa o carrinho com a alimentação, o nosso figurino, conversar com os amigos, o retorno do público… Tudo isso é fundamental para a gente também ter um dia de trabalho que começa às 11h e acaba às nove da noite. Eu gosto muito”.

Para Lilia, os baixos índices de algumas tramas são “normais”. Na história da televisão, segundo a atriz, não surpreende que algumas novelas não sejam um estouro de audiência.

“Algumas fazem sucesso, outras não fazem sucesso, mas faz parte também do comportamento do mundo, porque as coisas não estão fáceis, né? Eu acho que a gente busca também qualidade, dramaturgia, e isso tem hora que tem, tem hora que não tem. Daqui a pouco, a gente vai ter uma leva que as três novelas estão bombando. Daqui a pouco volta a ter uma bombando e as duas não. E se a gente for pensar bem, em toda a história da nossa televisão, nós tivemos muitos sucessos, mas sempre com altos e baixos, né? Isso faz parte. Eu prefiro sempre pensar assim, pensar no lado positivo”, diz.

A volta de “Tieta”

Além da trama inédita, Lilia Cabral faz parte do elenco de “Tieta” (1989), que está em reprise nos fins de tarde. Ela admite que ficou surpresa com a escolha da trama para reexibição.

“Eu fiquei sabendo dentro do set. Eu não acreditei. Eu fale: ‘O quê? Passar ‘Tieta’? De tarde? Fiquei chocada. Mas eu acho que não tem nenhum problema. Tinha muita criança que assistia e cresceu com isso”, relembra.

“Ninguém ficou traumatizado. Ela era muito engraçada. Quando você tem o humor e ele é muito inteligente, não só divertido, mas perspicaz, eu acho que as pessoas se deleitam. E a criança, às vezes, pode não entender com tanta profundidade, mas ela vai entender a situação e vai se divertir também”, conclui, rindo, antes de voltar ao estúdio para encarnar a pérfida vilã de “Garota do Momento”.

Cobre diariamente os bastidores das novelas, do telejornalismo e da mídia esportiva. Tem como titular o jornalista Gabriel Vaquer



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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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