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Litoral paulista registra casos de raiva em capivaras – 10/11/2024 – Ambiente

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André Julião

Três capivaras foram encontradas mortas na Ilha Anchieta, no município de Ubatuba (SP), entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020. Duas delas apresentaram paralisia das patas traseiras antes de morrerem. Análises dos cérebros, realizadas no Instituto Pasteur, em São Paulo, determinaram a causa da morte: encefalite causada pelo vírus da raiva.

Este terceiro relato de casos de raiva em capivaras no mundo, e o segundo no Brasil, foi publicado na revista Veterinary Research Communications. O estudo, apoiado pela Fapesp, também detectou que a variante do vírus encontrada nos três animais é a mesma presente em morcegos-vampiros (Desmodus rotundus).

“Nos últimos anos, tem-se observado um aumento no número de casos relatados de raiva em animais silvestres. Isso possivelmente está relacionado a distúrbios ambientais que desequilibram o ecossistema onde vivem os morcegos”, explica Enio Mori, pesquisador do Instituto Pasteur, órgão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, e coordenador do estudo.

Outro caso recente foi o de um gambá infectado com o vírus, encontrado morto em Campinas.

Os casos da Ilha Anchieta, um parque estadual no município de Ubatuba, ocorreram pouco depois de uma reforma nas ruínas existentes na ilha, em 2019, quando o telhado de uma construção foi reformado e os morcegos perderam temporariamente seus abrigos.

“Em momentos como esse, há grande estresse nas colônias e muitas brigas entre os morcegos. Com isso, podem passar raiva uns aos outros, aumentando as chances de transmiti-la para os animais silvestres dos quais eles se alimentam, como as capivaras”, conta Mori, que também é professor do Programa de Pós-Graduação em Patologia Experimental e Comparada da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP).

De modo geral, o desmatamento também contribui para o aumento dos casos de raiva. A diminuição do número de animais silvestres, que servem como fonte de alimento original para os morcegos-vampiros, faz com que estes busquem outros mamíferos, como animais domésticos ou até mesmo seres humanos, para se alimentarem. Isso aumenta o risco de transmissão da raiva para novos hospedeiros.

Variantes

As capivaras mortas foram localizadas por funcionários da Fundação Florestal, responsável pela administração do Parque Estadual da Ilha Anchieta. Amostras de seus cérebros foram enviadas ao Instituto Pasteur, que integra uma rede de laboratórios que realizam diagnósticos para vigilância epidemiológica da raiva, utilizando material enviado pelos centros de controle de zoonoses dos municípios.

Primeiro, como prova de triagem, os pesquisadores e técnicos realizaram a detecção de antígenos para o vírus da raiva no tecido cerebral. Os três casos apresentaram resultado positivo para a raiva.

Em seguida, o isolamento do vírus foi realizado como teste confirmatório. Uma das amostras estava muito deteriorada, o que impediu a realização desse exame, mas o genoma da partícula viral pôde ser sequenciado. Todas as amostras confirmaram a presença da mesma variante encontrada em morcegos-vampiros, indicando uma provável transmissão pela mordedura.

O único outro caso de raiva em capivaras no Brasil foi publicado em 1985. No mundo, outro caso só foi relatado no norte da Argentina, em 2009. Apenas no estudo atual foi feita a tipificação da variante viral encontrada.

Não existem relatos de casos de raiva humana transmitida por capivaras. No entanto, acidentes em que pessoas foram mordidas por esses animais geralmente causam grandes lesões. Ainda não se sabe se a saliva das capivaras contém o vírus, como ocorre com os morcegos, que são reservatórios do patógeno.

“Por isso, a vigilância epidemiológica precisa continuar para entender o papel das capivaras no ciclo do vírus, por exemplo. É bem possível que elas sejam hospedeiros finais, que morrem sem transmitir o vírus para outros animais. Mas, para confirmar isso, precisamos de novos estudos”, atesta o pesquisador.

O artigo Rabies in free-ranging capybaras (Hydrochoerus hydrochaeris) on Anchieta Island, Ubatuba, Brazil pode ser lido aqui.



Leia Mais: Folha

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critérios e avaliação em 2025

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critérios e avaliação em 2025

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As melhores seguradoras do Brasil se destacam pela capacidade de cumprir obrigações, atender aos clientes e oferecer soluções adequadas aos riscos das empresas. No entanto, não existe uma única resposta universal. A escolha depende de critérios técnicos, regulatórios e operacionais que variam conforme a necessidade do contratante.

Como identificar as melhores seguradoras do Brasil

As melhores seguradoras devem atender a requisitos objetivos. Primeiro, precisam estar autorizadas pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). Em seguida, devem demonstrar capacidade financeira para cumprir as indenizações.

Além disso, indicadores como o volume de prêmios, o índice de sinistralidade e o nível de reclamações ajudam a avaliar o desempenho.

Critérios técnicos de avaliação

Para selecionar uma seguradora, a empresa deve considerar critérios específicos:

  • Solidez financeira: capacidade de pagamento de sinistros;
  • Especialização: atuação em ramos como garantia ou engenharia;
  • Estrutura operacional: atendimento e gestão de sinistros;
  • Conformidade regulatória: adequação às normas da SUSEP.

Além disso, a aderência ao tipo de risco é determinante. Por exemplo, empresas que contratam seguro empresarial precisam avaliar se a seguradora compreende o setor em que atuam.

Segmentos relevantes no mercado brasileiro

O mercado de seguros no Brasil se divide em diferentes segmentos. Cada um atende necessidades específicas:

  • Seguros patrimoniais e operacionais;
  • Seguros de responsabilidade civil;
  • Seguros de garantia;
  • Seguros de engenharia.

Nesse contexto, o seguro-garantia se destaca em contratos públicos e privados. Ele assegura o cumprimento de obrigações contratuais.

Por outro lado, o seguro de risco de engenharia cobre danos ocorridos durante a execução das obras. Assim, ele atende empresas que atuam em construção e infraestrutura.

Ranking e indicadores do setor

Os rankings variam conforme o critério utilizado. Alguns consideram o volume de prêmios, enquanto outros analisam a satisfação do cliente ou a solvência.

Por isso, a empresa deve evitar decisões baseadas apenas no posicionamento no ranking. Em vez disso, deve analisar dados consistentes e compatíveis com sua necessidade.

Além disso, relatórios da SUSEP e de entidades do setor oferecem informações confiáveis sobre desempenho e participação de mercado.

Como escolher a seguradora adequada

Para escolher entre as melhores seguradoras do Brasil, a empresa deve seguir um processo estruturado.

Primeiro, identificar os riscos que se deseja cobrir. Em seguida, comparar coberturas disponíveis. Depois, avaliar as condições contratuais, os limites e as exclusões.

Além disso, a análise deve incluir suporte técnico e capacidade de atendimento. Isso garante que a seguradora responda adequadamente em caso de sinistro.

Portanto, a escolha não depende apenas do custo, mas da capacidade de resposta e da aderência ao risco.

Papel das seguradoras na gestão de riscos empresariais

As melhores seguradoras do Brasil atuam como parte da estratégia de gestão de riscos das empresas. Elas oferecem cobertura e transferem os impactos financeiros decorrentes de eventos inesperados.

Além disso, ao contratar seguros adequados, a empresa reduz a exposição a perdas que podem afetar sua operação. Por isso, a escolha da seguradora influencia diretamente a continuidade do negócio.

Consequentemente, avaliar a capacidade técnica e financeira da seguradora torna-se um passo necessário para garantir proteção efetiva e previsibilidade operacional.

Como escolher entre as melhores seguradoras com foco em risco e cobertura

As melhores seguradoras do Brasil se definem pela capacidade de atender às necessidades específicas de cada empresa. Ao considerar critérios técnicos e regulatórios, é possível estruturar uma proteção alinhada aos riscos e garantir maior estabilidade operacional.




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