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Lukashenko diz que ‘não se arrepende’ de a Bielorrússia ter ajudado a Rússia a invadir a Ucrânia | Alexandre Lukashenko
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Jennifer Rankin in Brussels
O autocrata bielorrusso Alexander Lukashenko disse que “não se arrepende” de ter permitido que a Rússia usasse seu país para invadir a Ucrânia, em meio à condenação da “farsa” votação presidencial que estendeu seus 31 anos de governo autoritário.
A ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, disse no domingo que a votação foi um “dia amargo para todos aqueles que anseiam por liberdade e democracia”.
“O povo de Bielorrússia não tive escolha. Em vez de eleições livres e justas e de uma vida sem medo e arbitrariedade, eles sofrem diariamente opressão, repressão e violações dos direitos humanos”, disse ela.
Lukashenko, que não enfrentou nenhum desafio sério dos outros quatro candidatos nas urnas de domingo, obteve 86,8% dos votos, de acordo com os resultados iniciais publicados na conta oficial do Telegram da Comissão Eleitoral Central.
A diplomata-chefe da UE, Kaja Kallas, disse que as “eleições falsas” de domingo não foram “nem livres, nem justas” e que a UE manteria sanções contra o regime.
Lukashenko, um ex-chefe de uma fazenda coletiva de 70 anos, está no poder desde 1994. Após as últimas eleições em agosto de 2020, ele lançou um repressão brutal em resposta aos maiores protestos antigovernamentais de sempre na história da Bielorrússia. O seu isolamento internacional aprofundou-se em 2022, quando fez do seu país uma plataforma de lançamento para a invasão em grande escala da Ucrânia pelo presidente russo, Vladimir Putin.
Falando no domingo, Lukashenko disse que “não se arrepende” de ter permitido que seu “irmão mais velho” Putin usasse a Bielo-Rússia para invadir a Ucrânia. “Não me arrependo de nada”, disse ele em resposta a uma pergunta da AFP, durante uma conferência de imprensa muitas vezes desconexa com a mídia internacional que durou quatro horas.
Ele também se recusou a dizer se esta seria sua última eleição, acrescentando que “não estava prestes a morrer” e não tinha nenhum sucessor específico em mente. Em meio a rumores de uma sucessão familiar, Lukashenko negou que algum de seus três filhos quisesse substituí-lo.
O autocrata disse que poderia haver “futuros presidentes” entre os actuais governadores regionais, ou membros do governo ou do parlamento, mas não uma mulher, defendendo a questão de uma forma caracteristicamente misógina. “Sou totalmente contra uma mulher fazer este trabalho. Uma mulher não pode ser uma ditadora, mas temos alguns homens que poderiam ser líderes”, disse ele.
Negou também que a recente libertação de presos políticos tenha sido motivada por uma tentativa de construir pontes com o Ocidente.
Mais de 250 presos políticos foram libertados desde Julho passado, embora 1.250 permaneçam na prisão. Alguns analistas vêem isto como uma tentativa de reaproximação com o Ocidente, já que Lukashenko luta para não ficar de fora de qualquer distensão que possa resultar de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia.
Mas Lukashenko rejeitou esta interpretação, dizendo: “Não estou nem aí para o Ocidente”.
Alguns dos seus oponentes políticos, disse ele, “escolheram” a prisão ou o exílio. Questionado sobre uma das mais proeminentes figuras da oposição presa na Bielorrússia, Maria KolesnikovaLukashenko disse que ela estava “bem” e que ele interveio pessoalmente para provocar a visita de seu pai no ano passado. Kolesnikova, uma das líderes da campanha de 2020 para destituir Lukashenko, está presa desde setembro de 2020. Mantida em estrito isolamento, durante muito tempo foi-lhe negada a visita de familiares ou advogados, até que pai foi autorizado a visitá-la na prisão novembro passado.
Pensa-se que cerca de meio milhão de bielorrussos terão fugido da sua terra natal após a repressão brutal de 2020, com as maiores comunidades de exilados na Lituânia e na Polónia.
As críticas ao regime são proibidas na Bielorrússia. Pessoas entrevistado pela AFP em Minsk e noutras cidades que manifestaram apoio a Lukashenko tinham medo de revelar os seus apelidos. “Votarei em Lukashenko porque as coisas melhoraram desde que ele se tornou presidente”, disse o agricultor Alexei, de 42 anos, na pequena aldeia de Gubichi, no sudeste da Bielorrússia. Mas, como muitos na Bielorrússia, ele disse desejar “que não houvesse guerra” na vizinha Ucrânia.
Sviatlana Tsikhanouskayao líder da oposição bielorrussa no exílio, disse que as chamadas eleições foram “uma farsa destinada a aumentar a opressão” e “uma farsa construída sobre o medo, a repressão e as mentiras”.
Ela entrou na disputa de 2020 depois que seu marido, o candidato da oposição, Syarhei Tsikhanouski, foi preso durante a campanha. Neste fim de semana, ela apelou aos bielorrussos no estrangeiro para se manifestarem em solidariedade, com comícios “Lukashenko ao triturador” planeados em Varsóvia, Londres, Estocolmo e Viena.
Imagens nas redes sociais mostraram pessoas carregando a tradicional bandeira bielorrussa branca, vermelha e branca – abolido por Lukashenko em 1995 – em eventos em diferentes cidades. Ao publicar essas imagens, o assessor de Tsikhanouskaya, Franak Viačorka, disse que o regime estava ameaçando “perseguir os parentes que estão na Bielorrússia dos participantes”.
Tsikhanouskaya deveria se reunir com Kallas e os 27 ministros das Relações Exteriores da UE na noite de domingo.
O primeiro-ministro da Lituânia, Gintautas Paluckas, sugeriu que haveria mais sanções à Bielorrússia, sem especificar se estas viriam apenas do seu governo ou de toda a UE. “Continuaremos a falar sobre as repressões e o envolvimento do regime na guerra da Rússia contra a Ucrânia, que será respondida com sanções.”
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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