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CORRUPÇÃO

Lula pode deixar a prisão em Curitiba para regime domiciliar, diz jornal

Yahoo, via Acrenoticias.com - Da Amazônia para o Mundo!

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O próximo dia 23 pode definir a saída do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da cela improvisada na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba para prisão domiciliar, de acordo com o Correio Braziliense.
Condenado a 12 anos e um mês de prisão pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) por lavagem de dinheiro e corrupção passiva no caso do triplex do Guarujá, o entendimento de juristas é de que a condenação por corrupção seja mantida no STJ (Superior Tribunal de Justiça), mas a lavagem de dinheiro pode ser descaracterizada pelo fato de o ex-presidente não ter incorporado o imóvel.
Lula foi condenado em primeira instância por Sérgio Moro a seis anos de prisão por corrupção passiva e três anos e seis meses por lavagem de dinheiro. Ao ter o recurso negado na segunda instância, o TRF-4 aumentou a pena em 29%. Se a lavagem de dinheiro de fato cair, a pena poderá ser reduzida de imediato e resultar na progressão de regi

Uma vez que já completou um ano de prisão, marcado no último domingo, se houver a confirmação da exclusão da pena por lavagem de dinheiro, Lula já estaria próximo de cumprir um sexto do tempo de prisão e, automaticamente, conseguir ir para o semiaberto.
Dentro do novo regime, Lula teria de trabalhar durante o dia, mas existe o temor de o sistema penitenciário não ser capaz de garantir a segurança, o que levaria à prisão domiciliar.
Juristas também avaliaram que o adiamento do julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a validade da prisão em segunda instância, que estava previsto para hoje e foi transferido para uma nova data ainda não estabelecida, foi uma estratégia para que o STJ defina o futuro do ex-presidente.
Contudo, o agravo de Lula no caso da condenação do triplex do Guarujá será analisado pela 5ª Turma do STJ, conhecida entre os bastidores do tribunal como “câmara de gás” por registrar poucas revisões de condenações de instâncias inferiores

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CORRUPÇÃO

Como o escândalo da Odebrecht no Peru culminou com suicídio de ex-presidente

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Acusado de ter recebido propina da empreiteira Odebrecht, o ex-presidente do Peru Alan García cometeu suicídio durante uma tentativa da polícia de prendê-lo nesta terça-feira (17).

A Justiça peruana havia pedido a prisão preventiva de García por dez dias. A acusação era de que ele teria recebido subornos da empresa durante seu segundo mandato, entre 2006 e 2011 – o que ele negava.

García foi presidente do Peru por duas vezes, entre 1985-1990 e 2006-2011.© Reuters García foi presidente do Peru por duas vezes, entre 1985-1990 e 2006-2011.

O pagamento irregular teria relação com um projeto de metrô em Lima, capital do país. A informação surgiu durante as investigações da Operação Lava Jato e seus desdobramentos em países além do Brasil.

García foi duas vezes presidente do Peru, entre 1985 e 1990 e 2006 e 2011. Também foi senador, deputado e a principal figura do partido Aliança Popular Revolucionária Americana (APRA).

Nasceu em uma família de classe média, ligada ao partido. Aos 17 anos, ingressou na política, se alistando na Federação Aprista Juvenil. Aos 31 anos, foi eleito deputado.

Chegou à Presidência do Peru nas eleições seguintes, com 36 anos. Em seu mandato, o Peru viveu um período de boom econômico, impulsionado por medidas populistas e um elevado gasto público.

Em seguida, porém, vieram anos de hiperinflação e uma profunda crise econômica. Além disso, enfrentou ofensivas do grupo guerrilheiro Sendero Luminoso.

A Lava Jato no Peru

O suicídio de García é mais um capítulo do escândalo da Odebrecht no Peru, investigado pela Equipe Especial Lava Jato no país – em referência à operação brasileira, que deu início às investigações sobre a empreiteira.

A Odebrecht admitiu ter pago US$ 29 milhões de propina no Peru, entre 2005 e 2014, em troca da obtenção de contratos. As suspeitas de corrupção recaem sobre quatro ex-presidentes.

Em fevereiro deste ano, a empreiteira assinou um acordo de colaboração com os promotores da Lava Jato no Peru, no qual se comprometeu a fornecer informações e pagar uma indenização de cerca de US$ 230 milhões.

Além de Peru e Brasil, a empreiteira admitiu à Justiça dos Estados Unidos ter pago propinas em mais dez países, na África e América Latina, no total de US$ 788 milhões. Brasil e Peru são os países onde as investigações mais avançaram.

García negava as acusações de envolvimento no escândalo da Odebrecht© AFP García negava as acusações de envolvimento no escândalo da Odebrecht.

García defendia inocência e tentou pedir asilo político

No final do ano passado, García foi proibido de sair do Peru por 18 meses e pediu asilo ao Uruguai, alegando ser vítima de perseguição política. O peruano chegou a ficar alguns dias na Embaixada do Uruguai, mas acabou tendo sua solicitação negada. Ele também foi presidente entre 1985 e 1990.

García dedicava diversas postagens na sua conta no Twitter para se defender das acusações. Na terça-feira, escreveu: “Como em nenhum documento sou mencionado e nenhum indício ou evidência me envolvem, só resta a ESPECULAÇÃO ou inventar intermediários. Jamais me vendi e está provado”.

Já em novembro, escreveu: “Obsessão. No Congresso discutem me envolver de qualquer forma na Lava Jato. Mas a empresa Odebrecht já disse a quem pagou e quanto pagou. ‘Nunca falamos de nada ilícito com Alan García”.

Suspeitas recaem sobre quatro ex-presidentes do Peru

Na semana passada, o ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski também foi preso preventivamente no âmbito das investigações do escândalo da Odebrecht. Em seguida, deixou a prisão e foi hospitalizado com pressão alta.

Conhecido como PPK, fora eleito para um mandato presidencial até 2021, mas renunciou em março de 2018 por conta do escândalo. PPK também é acusado de tentar comprar votos para evitar sua destituição pelo Congresso. Ele nega.

Segundo documentos entregues pela inteligência peruana para a comissão parlamentar que investiga os desdobramentos da Lava Jato no Peru, empresas com elos com PPK teriam recebido dinheiro da Odebrecht e repassado as quantias para a conta do presidente.

As transferências teriam sido feitas entre 2005 e 2016, quando PPK foi ministro da Economia, primeiro-ministro e candidato presidencial, segundo reportagem do El Comercio, de Lima.

Questionado na comissão da Lava Jato no Congresso sobre o caso, PPK negou irregularidades. “O responsável pela (inteligência peruana) deveria ser demitido”, disse.

Além de PPK e Alan García, Ollanta Humala, que governou entre 2011 e 2016, foi preso preventivamente no ano passado e hoje aguarda julgamento em liberdade.

Alejandro Toledo, por sua vez, presidente do Peru entre 2001 e 2016, é considerado foragido pela Justiça, vivendo nos Estados Unidos – há um pedido de extradição em curso. Ambos negam as acusações.

No ano passado, um ex-diretor da Odebrecht Peru, Jorge Barata, teria revelado as contribuições da empresa para os principais partidos políticos peruanos na campanha presidencial de 2011, incluindo as legendas de Keiko Fujimori (filha do ex-presidente Alberto Fujimori), de PPK e de Toledo. Por MSN.

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CORRUPÇÃO

Ex-presidente do Peru, Alan García comete suicídio ao ser preso

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Foto:© Guadalupe Pardo Alan García chegou a ser socorrido mas morreu durante cirurgia de emergência em hospital na capital do Peru, Lima – 27/03/2018.

O ex-presidente do Peru, Alan García, morreu aos 69 anos depois de atirar contra a própria cabeça na manhã desta quarta-feira, 17. O político cometeu suicídio depois que policiais chegaram em sua residência para executar o mandado de prisão preventiva expedido pela justiça peruana. Ele era investigado por corrupção envolvendo obras da construtora brasileira Odebrecht.

Segundo o jornal peruano El Comercio, a Divisão de Investigação de Delitos de Alta Complexidade executava uma operação para prender vários políticos ligados à empreiteira. Eles entraram na residência do ex-presidente às 6h25 no horário local (8h25 no horário de Brasília), poucos minutos depois de a Justiça expedir o mandado da prisão preventiva de dez dias. Ao ser avisado da detenção, o político peruano teria pedido alguns minutos para falar com seus advogados. Pouco depois, se escutou um disparo.

García foi transferido para o hospital Casimiro Ulloa, também na capital peruana, onde chegou minutos depois de os agentes entrarem na casa.

Ainda nesta manhã, o diretor do hospital, Enrique Gutiérrez, detalhou que o ex-presidente foi atingido por um disparo de arma de fogo no crânio “com orifício de entrada e saída.” Ele acrescentou que todos os médicos do hospital participavam de uma cirurgia de emergência depois do ex-presidente ter sofrido três paradas cardiorrespiratórias.

Testemunhas entrevistadas por uma emissora do Peru afirmaram que o político chegou ao hospital coberto por uma manta vermelha e que pouco depois seu filho entrou rapidamente no local. 

Delação da Odebrecht

García chefiou o Executivo do Peru de 1985 a 1990 e depois de 2006 a 2011. De acordo com o El Comercio, a Justiça do país determinou sua prisão por dez dias pelo recebimento de dinheiro da Odebrecht na campanha eleitoral em 2006.

A situação legal do ex-presidente se complicou no último domingo 14, quando uma delação premiada da construtora brasileira com a justiça peruana revelou que o ex-secretário da Presidência e seu filho, José Antonio Nava, receberam 4 milhões de dólares da empresa para a concessão do contrato de construção da Linha 1 do Metrô de Lima.

Também nesta quarta, a polícia prendeu Luis Nava, ex-secretário geral da administração de Alan García, e Miguel Atala, ex-presidente da Petroperú, empresa energética estatal.

O político peruano também é acusado de ter retribuído as doações com grandes subsídios públicos para as obras de uma rodovia, a Interoceânica, entre os anos de 2008 e 2010. O projeto era realizado por um consórcio liderado pela empreiteira.

Outro ex-presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, mais conhecido como PPK, também foi preso temporariamente, no último dia 10 de abril, em decorrência de sua relação com a Odebrecht. 

(com EFE), Veja.

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