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POLÍTICA

Lula terá de pesar múltiplos interesses em eventua…

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Daniel Pereira

Antes da eleição municipal, o presidente Lula já era aconselhado a realizar uma reforma ministerial para oxigenar o governo, cuja avaliação positiva está estável, mas num nível próximo ao da avaliação negativa. Segundo pesquisa Datafolha divulgada em outubro, 36% aprovam a gestão petista e 32% reprovam. Os números são parecidos aos de Jair Bolsonaro durante o mesmo período de mandato.

Com a derrota da esquerda nas urnas e o fortalecimento dos partidos de centro, como PSD e MDB, e de centro-direita, como União Brasil e Republicanos, a pressão por mudanças na Esplanada voltou à mesa de negociação. Ninguém sabe se e quando Lula fará a reforma, mas é certo que ele terá de pesar interesses partidários e pessoais distintos antes de tomar uma decisão.

Frente ampla

Conselheiros do presidente alegam que a composição do governo não reflete a frente ampla montada para derrotar Bolsonaro. Até petistas reconhecem que há uma hegemonia da esquerda nas principais pastas e que o ideal seria Lula aumentar os espaços de aliados do centro. A iniciativa poderia ampliar o leque de propostas e canais de diálogo da gestão, fortalecer a base aliada no Congresso e dar ao mandatário a chance de tentar amarrar as legendas do Centrão ao futuro projeto presidencial do PT.

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A próxima corrida ao Palácio do Planalto é o principal interesse analisado numa eventual reforma. Fortalecidas nas últimas eleições, as siglas do centro à direita cogitam lançar concorrentes para enfrentar o PT em 2026. PSD e União Brasil já têm pré-candidatos. O MDB, que disputou a Presidência em 2022 com a agora ministra Simone Tebet, está dividido entre uma possível adesão a Lula, o embarque a uma eventual chapa com o governador Tarcísio de Freitas e até uma postulação própria. A troca de cadeiras na Esplanada, se realizada, será usada principalmente para estreitar alianças de olho na reeleição do petista.

Caciques premiados

O debate sobre reforma também considera o que fazer com uma série de líderes políticos. Uma ala governista defende que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), assuma um ministério de ponta. Petistas querem que a atual comandante da sigla, Gleisi Hoffmann, também seja contemplada com um cargo. Os dois deixarão suas respectivas funções de chefia no ano que vem. Há o entendimento também de que Gilberto Kassab, mandachuva do PSD, a sigla que mais conquistou prefeituras este ano, tem de ser ouvido nas negociações

Outro ponto a ser considerado é a possibilidade de um prêmio de consolação aos líderes do União Brasil, Elmar Nascimento, e do PSD, Antonio Brito, caso eles desistam da eleição para a presidência da Câmara e facilitem a vitória de Hugo Motta, do Republicanos. Por enquanto, ninguém sabe de Lula fará mudanças em sua equipe, mas uma coisa é certa: a conveniência política e eleitoral prevalecerá sobre a qualificação técnica na escalação de um novo ministério.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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