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Maioria dos eleitores do Brexit ‘aceitaria a livre circulação’ para aceder ao mercado único | Brexit

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Peter Walker and Jon Henley

A maioria dos britânicos que votou pela saída da UE aceitaria agora o regresso à livre circulação em troca do acesso ao mercado único, de acordo com um estudo transeuropeu que também encontrou um desejo recíproco nos Estados-membros de laços mais estreitos com o Reino Unido.

A invasão da Ucrânia pela Rússia e a eleição de Donald Trump como presidente dos EUA “mudaram fundamentalmente o contexto” das relações UE-Reino Unido, afirma o relatório do grupo de reflexão do Conselho Europeu de Relações Exteriores (ECFR).

“Existe um consenso notável em ambos os lados do Canal da Mancha de que é chegado o momento de uma reavaliação das relações UE-Reino Unido”, concluiu, sendo as relações mais estreitas a opção mais popular em todos os países pesquisados ​​– e a opinião pública sobre a questão está bem à frente das posições do governo.

Com base em sondagens a mais de 9.000 pessoas em todo o Reino Unido e nos cinco países mais populosos da UE – Alemanha, França, Itália, Espanha e Polónia – nas semanas após a vitória eleitoral de Trump em Novembro, o estudo do ECFR concluiu que o maior entusiasmo pela renovação dos laços foi na Grã-Bretanha.

Talvez a descoberta mais surpreendente tenha sido que 54% dos britânicos que votaram pela saída, incluindo 59% dos eleitores nos “assentos do muro vermelho”, disseram que em troca do acesso ao mercado único aceitariam agora a total liberdade de circulação para os cidadãos da UE e do Reino Unido viajarem, viverem. e trabalhar além-fronteiras.

Isto pode dever-se ao facto de o aumento da migração líquida para o Reino Unido depois de 2016 ter significado que Brexit já não era visto pelos seus apoiantes como a resposta à imigração, sugeria o relatório.

Entre todos os eleitores do Reino Unido, 68% dos entrevistados apoiariam agora a livre circulação em troca do acesso ao mercado único, com 19% de oposição e apoio maioritário entre os apoiantes de todos os partidos, exceto o Reform UK (44% dos quais os eleitores também apoiaram a ideia).

Gráfico de resultados da pesquisa

Uma percentagem semelhante de britânicos apoiou um esquema recíproco de mobilidade juvenil para jovens dos 18 aos 30 anos, visto como uma pergunta chave para os líderes da UE em troca de um acordo melhorado do Brexit, mas até agora tem enfrentado resistência do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

Dadas as atuais circunstâncias globais, afirma o relatório, o Reino Unido e a UE deveriam “agir em grande e rápido” no restabelecimento dos laços. Acrescentou: “A UE e o Reino Unido são ambos muito vulneráveis ​​aos acontecimentos globais prevalecentes e uma redefinição das relações é a forma mais eficaz de tornar ambos os lados mais fortes”.

O relatório argumentou que, embora os políticos e funcionários da UE tenham sido cépticos quanto à ideia de oferecer quaisquer condições especiais ao Reino Unido, e Starmer e o seu governo sejam igualmente cautelosos em pressionar por melhores laços, a opinião pública em ambos os lados do Canal da Mancha parecia significativamente diferente da opinião pública. essas posturas.

Entre os eleitores britânicos, houve um claro apoio a uma relação mais estreita com a UE, com 55% a afirmar que apoiariam laços mais estreitos com o bloco, contra 10% a preferirem laços mais distantes e 22% a quererem mantê-los como estão agora.

Esta crença foi partilhada por muitos apoiantes conservadores, especialmente no que diz respeito à migração e à segurança. Foram sobretudo os eleitores reformistas do Reino Unido que se mostraram mais cépticos quanto aos benefícios de ligações mais estreitas com a UE.

Divisão por segmento eleitoral

Em toda a UE, as pluralidades em todos os países inquiridos concordaram: 45% dos alemães disseram querer relações mais estreitas com o Reino Unido, bem como 44% dos polacos, 41% dos espanhóis, 40% dos italianos e 34% dos franceses.

“É importante reconhecer que o Brexit e a futura relação Reino Unido-UE são mais importantes para os entrevistados do Reino Unido do que para os cidadãos de outros estados. Mas há ampla permissão do público europeu para reformular as relações”, afirma o relatório.

“Pode haver cepticismo sobre termos especiais para o Reino Unido entre funcionários e governos da UE, mas a nossa sondagem sugere que a opinião pública é mais pragmática.”

pular a promoção do boletim informativo

Tanto os cidadãos do Reino Unido como os da UE, continuou, “estão abertos a uma redefinição muito mais ambiciosa e de longo alcance do que os seus governos têm previsto”.

O relatório concluiu que cerca de metade dos britânicos acreditava que um maior envolvimento com a UE era a melhor forma de reforçar a economia do Reino Unido (50%), reforçar a segurança (53%), gerir eficazmente a migração (58%), combater as alterações climáticas (48%), permitir que a Ucrânia enfrente a Rússia (48%) e que a Grã-Bretanha enfrente os EUA (46%) e a China (49%).

Houve igualmente um apoio generalizado entre os cidadãos da UE para permitir algumas concessões económicas pós-Brexit em troca de mais cooperação em áreas particularmente importantes, como a segurança comum.

A sondagem revelou que a maioria dos eleitores na Alemanha e na Polónia – e uma pluralidade em França, Itália e Espanha – pensavam que a UE deveria estar disposta a fazer concessões económicas ao Reino Unido, a fim de garantir uma relação de segurança mais estreita. As maiorias ou quase maiorias também estavam abertas a permitir a participação do Reino Unido nos programas de investigação do bloco.

Isto poderia estender-se à ideia de o Reino Unido “escolher a dedo” o acesso a partes do mercado único, com a maioria dos eleitores na Alemanha (54%) e na Polónia (53%) a apoiar o “acesso especial”. Mesmo em França, o país menos receptivo a estas ideias, 41% dos inquiridos afirmaram que as apoiariam, contra 29% que se oporiam.

Para os cidadãos da UE, as razões mais importantes para trabalharem mais estreitamente com o Reino Unido foram reforçar a segurança do bloco (cerca de 40% na Alemanha, Itália, Polónia e Espanha) e enfrentar os EUA e a China.

Pluralidades nos cinco países da UE afirmaram que uma maior cooperação entre a UE e o Reino Unido era também a melhor forma de aumentar a economia europeia (variando de 38% em Espanha a 26% em França) e de gerir a migração de forma eficiente (de 36% em França a 29% em França). Alemanha). Um grande número de pessoas em todo o bloco considerou que o Brexit foi mau para a UE.

Embora alguns políticos conservadores e reformistas tenham sugerido que o Reino Unido deveria inclinar-se politicamente para uma presidência Trump à custa da Europa, esta não parece ser uma opinião partilhada por muitos eleitores. Questionados sobre se o Reino Unido deveria dar prioridade às relações com os EUA ou com a UE, 50% dos britânicos optaram pela Europa e apenas 17% pelos EUA.

Os europeus mostraram-se igualmente relutantes em que os seus governos seguissem o exemplo de Trump. “A eleição de Donald Trump e a invasão em grande escala da Ucrânia por Putin atingiram a política britânica e europeia como um duplo golpe de martelo”, disse o diretor do ECFR, Mark Leonard, autor do relatório.

“As divisões da era Brexit desapareceram e tanto os cidadãos europeus como os britânicos perceberam que precisam uns dos outros para ficarem mais seguros. Os governos precisam agora de acompanhar a opinião pública e oferecer uma reinicialização ambiciosa.”



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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