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Mais de 145 mil pessoas ainda não tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19 no Acre

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Das 841.771 pessoas aptas a tomar a primeira dose da vacina contra a Covid-19 no Acre, 145.152 ainda não tomaram o imunizante. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), que tem reforçado a campanha de vacinação após o estado acreano voltar a registrar casos da doença. Esse público varia de 3 a mais de 60 anos de idade.

O boletim simplificado emitido pela coordenação do Programa Nacional de Imunização (PNI) mostra que a primeira dose da vacina não atingiu nem 90% do público-alvo. Ao todo, 696.619 tomaram a primeira dose da vacina.

Confira abaixo:

Tabela mostra adesão da vacinação contra Covid no estado  — Foto: Reprodução

Tabela mostra adesão da vacinação contra Covid no estado — Foto: Reprodução

O documento avalia ainda os grupos de faixas etárias mais resistentes à vacinação. “Com relação a 1ª dose, a 1ª dose houve grande aceitação por parte dos grupos de 60 anos ou mais e 18 a 59 anos, porém, nos reforços a adesão sofre queda brusca, comprometendo a segurança da população idosa e com comorbidades, ao mesmo tempo que favorece a circulação viral no período de inverno amazônico no estado do Acre.”

A Sesacre destaca ainda que há gravidade quando se percebe a baixa adesão entre os adolescentes e crianças à vacinação.

Inclusive, para reforçar o combate à doença, no dia 20 de novembro o estado deve começar a imunização de bebê de 6 meses até 2 anos de idade que tenham comorbidade. O Ministério da Saúde enviou 3,3 mil doses da Pfizer pediátrica para os 22 municípios do estado.

Vacinação no Acre

A campanha de vacinação no Acre começou no dia 19 de janeiro de 2021. Os perfis dos primeiros vacinados que foram escolhidos foram de pessoas que prestaram um serviço importante no estado e representam todos os profissionais de saúde. Foram escolhidos; uma técnica de enfermagem, duas enfermeiras, sendo uma indígena. Além delas, um idoso morador do Lar Vicentinos também foi vacinado.

Desde o início da campanha, foram administradas 1.657.271 doses da vacina contra Covid19, destas 696.619 foram de 1ª dose; 584.312 de 2ª dose; 19.045 dose adicional, 281.142 de 1º reforço, 76.153 de 2º reforço, segundo a Saúde.

Cenário da Covid no Acre

Nos últimos meses, o Acre havia registrado uma queda significativa dos casos da doença e também mortes pela Covid-19. No balanço de outubro, feito mensalmente pelo g1 de acordo com os boletins da Sesacre, foram 33 casos novos da doença e nenhuma morte. Bem mais abaixo do que os registros de setembro, quando o estado contabilizou 674 casos novos de Covid e duas mortes pela doença.

Porém, as autoridades já veem esse cenário de queda mudar. Dados do último boletim, divulgados nessa sexta-feira (11), contabilizam que no período de 4 a 11 de novembro foram registrados 50 novos casos de Covid-19 no estado. A Sesacre reforça que a forma mais eficaz para evitar que a nova variante se alastre no estado é a imunização.

Em 14 de outubro, o governo do Acre publicou um decreto que revoga a criação Pacto Acre Sem Covid, que determinava as regras e funcionamento do Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19. As atribuições relacionadas à pandemia da doença covid-19 passaram a ser integralmente reassumidas pela Seacre e demais órgãos federais e municipais de saúde.

Então, desde outubro, também houve mudança na divulgação dos boletins diários. Desde a metade de outubro, os balanços são feitos semanalmente e não mais diariamente, sendo publicados no site oficial do governo todas as sextas-feiras.

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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