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Mais três pacientes com Covid-19 são transferidos de Rio Branco para o Hospital do Juruá

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Mais três pacientes de Rio Branco com Covid-19 foram transferidos para o Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, na tarde desta segunda-feira (15). Dos três, dois vão para enfermaria da unidade e outro para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

No domingo, um paciente com Covid-19, que estava em estado crítico e precisava de internação em um leito de UTI) foi transferido da capital acreana para o interior. A informação foi confirmada pelo secretário de Saúde do Acre, Alysson Bestene, em entrevista ao Jornal do Acre 1ª Edição.

Além desses pacientes, seis pessoas com Covid-19 do Acre devem ser transferidas para Manaus (AM). A medida foi anunciada pelo governo ainda nesse domingo (14), após a Saúde do Acre entrar em colapso, mas, segundo o secretário, os pacientes aguardam somente uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). A previsão inicial era de que eles fossem transferidos ainda no domingo, mas, até essa segunda, a aeronave não tinha chegado em Rio Branco.

Nesta segunda (15), o boletim da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) trouxe mais sete mortes pela Covid-19 e 320 novos casos de infecção pelo coronavírus. O número de infectados saltou de 62.620 para 62.940 nas últimas 24 horas e o de mortes chegou a 1.129 em todo o estado.

“Passamos a sexta e o sábado tratando dessas transferências e só foi possível no domingo pela manhã. Foram destinadas seis vagas no hospital do Amazonas e aí a gente fez o contato direto com o Ministério da Saúde, com a FAB para nos ajudar no transporte. Lembrando que esse transporte é todo adequado para esse tipo de paciente que precisa de tratamento intensivo. Hoje estamos apenas aguardando o avião da FAB, vieram agora da Força Nacional do SUS duas pessoas da equipe técnica para acompanhar esse transporte”, disse Bestene na entrevista.

Situação dos leitos no AC

Em Rio Branco, o Pronto Socorro de Rio Branco e o Into-AC, onde funciona o maior hospital de campanha do estado, atingiram a lotação máxima.

No PS, todos os 30 leitos de UTI estão ocupados e no Into os 50 leitos estão com pacientes. De acordo com o boletim de assistência desta segunda (15), 12 pacientes aguardam na fila por um leito de UTI e por leitos de enfermaria.

“Hoje, há um ano da pandemia, estamos tanto na rede pública, como privada, com 100% de ocupação de leitos de UTI e de enfermaria. O número de casos aumentou consideravelmente nas últimas semanas. Um planejamento da Sesacre, junto com a Assistência, é de ampliar novos leitos. O governo do estado determinou que a gente já trabalhe com aquela estrutura do antigo Bope, que está sendo reformada para ampliar leitos do Into, dando uma capacidade de mais 32 leitos para atendimento Covid”, informou Bestene.

O secretário falou ainda dos 40 leitos que foram abertos no Hospital do Idoso para atendimento de pacientes com Covid-19. Assim como da tentativa de ampliação de leitos no Pronto Socorro de Rio Branco.

“Todo esse trabalho tem sido feito. Mas, é importante lembrar que a população também precisa se fazer presente nessa luta, todos nós unidos vamos combater a Covid-19. Primeiro observando as medidas restritivas, as medidas de prevenção, que é usar máscara, lavar bem as mãos, usar álcool em gel e além de tudo evitar ao máximo aglomerar. Tendo esse controle, a gente vai estar preservando vidas. Então, esse é um pedido que fica”, concluiu.

Nota da SES

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) confirmou, por meio de nota, que foram abertos seis leitos para pacientes do Acre no Hospital de referência para Covid-19 Delphina Aziz.

“A SES-AM ressalta que a rede de saúde está pronta para receber os pacientes e aguarda informações do Acre para a recepção. Sobre a viagem dos pacientes sugerimos que procurem a Secretaria de Saúde do Acre. Dois pacientes de Rondônia seguem internados no Hospital Delphina Aziz.”

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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