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Mamíferos da Era dos Dinossauros tinham pelagem castanha – 15/03/2025 – Ciência
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Reinaldo José Lopes
Fósseis de mamíferos extraordinariamente bem preservados do período Jurássico (com cerca de 150 milhões de anos de idade) ajudaram os cientistas a descobrir qual era a cor desses ancestrais remotos da humanidade e de seus parentes. A resposta não é das mais emocionantes: tudo indica que eles tinham uma discreta pelagem castanha, quase preta.
A uniformidade da coloração dos mamíferos primitivos provavelmente é uma das razões pelas quais seus descendentes, embora com pelagem bem mais variada, nunca tenham desenvolvido as cores berrantes que são tão comuns entre as aves. De fato, tons de verde, azul e roxo, por exemplo, quase nunca aparecem nesse grupo de animais.
O mais provável é que os mamíferos da Era dos Dinossauros, por serem animais de porte pequeno e hábitos predominantemente noturnos, sobreviviam com mais eficiência se tinham cores discretas. É o que afirmam os autores do novo estudo sobre o tema, coordenado por Quanguo Li, da Universidade de Geociências da China, e Matthew Shawkey, da Universidade de Ghent, na Bélgica.
A dupla e seus colegas publicaram as conclusões na última quinta-feira (13) na revista especializada Science. O que eles fizeram foi comparar a estrutura microscópica da cor dos pelos dos mamíferos atuais com estruturas semelhantes preservadas em fósseis de seis espécies de mamíferos jurássicos da China (um deles é, na verdade, do Cretáceo, o período geológico imediatamente posterior).
O território chinês é famoso pelas condições excepcionais de preservação dos vertebrados da Era dos Dinossauros, inclusive com detalhes dos tecidos moles (pele, cartilagem, músculo, penas e pelos). Isso também permitiu que os estudos com fósseis do país trouxessem muitas informações sobre a diversidade de grupos de mamíferos no Jurássico e no Cretáceo.
O novo estudo tira partido disso ao abranger na análise diferentes estilos de vida. Foram incluídas uma espécie terrestre e outra fossorial (escavadora) do grupo dos docodontes; uma espécie escaladora, que talvez vivesse em árvores, da linhagem dos eutérios (ligados aos mamíferos com placenta de hoje, como cães, ratos, elefantes, humanos e muitos outros); e três espécies de um grupo de planadores, com dobras de pele entre as patas que os ajudavam a viajar de árvore em árvore. Estes últimos lembram os esquilos-voadores de hoje.
Com isso, diminui a possibilidade de que a pelagem dos animais estivesse ligada a um estilo de vida ou linhagem específicos, e os dados tendem a ser mais representativos da evolução dos mamíferos como um todo.
A primeira constatação dos pesquisadores é que, dos dois tipos principais de melanina –o principal pigmento, ou “tinta”, dos pelos dos mamíferos–, os fósseis só carregam indícios da presença da forma mais escura, e não a que contribui para pelos amarelados ou avermelhados nas espécies atuais.
Outro dado importante tem a ver com o formato dos chamados melanossomos (“corpos negros”, em grego), que são as concentrações de pigmento nos pelos e outras estruturas. Os melanossomos das espécies extintas são ovalados e com pouca diversidade de formas, o que também corresponde, na comparação com os mamíferos atuais, a uma pelagem escura, principalmente na faixa do castanho-escuro, e sem indícios de manchas, listras ou outras decorações que podem ser vistas hoje.
De acordo com os pesquisadores, tudo isso indica que a pelagem dos mamíferos jurássicos se aproximava bastante da que se vê em espécies como toupeiras, camundongos, ratos e pequenos morcegos atuais.
Todos esses animais têm hábitos noturnos, o que provavelmente também valia para grande parte de seus ancestrais distantes do Jurássico e do Cretáceo. Como os dinossauros já tinham dominado os espaços ecológicos para espécies de grande porte, diurnas e predadoras, fazia sentido que os mamíferos tentassem não chamar a atenção, evitando ser devorados.
É possível que isso também tenha evitado o aparecimento do chamado dimorfismo sexual (a diferença de aparência entre os sexos) no que diz respeito à coloração, já que continuar discreto interessaria tanto às fêmeas quanto aos machos.
A tendência a evitar cores e padrões visuais berrantes foi relaxada, em parte, com o desaparecimento dos dinossauros não avianos (já que as aves, também membras do grupo, não desapareceram) há 65 milhões de anos. A partir dessa época, os mamíferos ganharam a chance de aumentar de tamanho e variedade de forma com mais segurança.
Mas as dezenas de milhões de anos sob o jugo dos dinos provavelmente moldaram a arquitetura genética dos mamíferos de tal forma que já não era mais possível desenvolver cores realmente berrantes na grande maioria dos casos.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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