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Mapeando quem controla o quê na Síria | Notícias da Guerra da Síria
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2 anos atrásem
Rebeldes liderados por Hayat Tahrir al-Sham assumem o controle de grande parte de Aleppo, uma das maiores cidades da Síria.
As forças rebeldes, lideradas por Hayat Tahrir al-Sham (HTS), estão a avançar para Aleppo e para sul, em direcção a Hama, apenas cinco dias depois de lançarem uma ofensiva surpresa que pode ter desencadeado uma nova fase da guerra de 13 anos na Síria.
Os militares da Síria anunciaram um “retirada temporária de tropas”no sábado de Aleppo, a segunda maior cidade do país, dizendo que se reagruparia em preparação para a chegada de reforços para um contra-ataque.
As forças do presidente Bashar al-Assad controlavam Aleppo desde 2016 com o apoio do Irão, da Rússia e do Hezbollah, depois de uma campanha aérea brutal de aviões de guerra russos ter ajudado al-Assad a reconquistar a cidade de cerca de dois milhões de habitantes.
Quem controla o quê?
Quatro grupos principais competem pelo controlo no terreno na Síria. Eles são:
- Forças do governo sírio: O exército, a principal força militar do governo, luta ao lado das Forças de Defesa Nacional, um grupo paramilitar pró-governo.
- Forças Democráticas Sírias: Este grupo dominado pelos curdos e apoiado pelos Estados Unidos controla partes do leste da Síria.
- HTS e outros grupos rebeldes aliados: O HTS é a mais recente iteração da Frente al-Nusra, que jurou lealdade à Al-Qaeda até cortar esses laços em 2016.
- Forças rebeldes turcas e sírias alinhadas com a Turquia: O Exército Nacional Sírio é uma força rebelde apoiada pela Turquia no norte da Síria.
Como a ofensiva se desenrolou
Na quarta-feira, dia cessar-fogo entre Israel e Líbano entrou em vigor, as forças da oposição síria, lideradas pelo HTS, lançaram uma ofensiva a partir da sua base na província de Idlib, no noroeste da Síria.
O grupo rebelde afirma que os ataques são uma retaliação aos recentes ataques do governo sírio às cidades de Idlib, incluindo Ariha e Sarmada, que resultaram em vítimas civis, incluindo a morte de crianças, e visam dissuadir futuros ataques ao reduto rebelde.

A operação marcou o primeiro grande ataque contra as forças de al-Assad na região desde o Cessar-fogo de Idlib em 2020intermediado pelo presidente turco Recep Tayyip Erdogan e pelo presidente russo Vladimir Putin.
Na noite de quarta-feira, o grupo havia tomado pelo menos 19 cidades e vilarejos das forças pró-governo, incluindo locais militares, enquanto avançavam para a província de Aleppo ocidental.
O regime sírio respondeu bombardeando áreas controladas pelos rebeldes enquanto a força aérea russa realizava ataques aéreos.
Na quinta-feira, os rebeldes tinham capturado mais território e expulsado as forças governamentais de aldeias no leste de Idlib, começando depois a avançar em direção à autoestrada M5, uma estrada estratégica que leva ao sul até à capital, Damasco, a cerca de 300 quilómetros (186 milhas) de distância.
Na sexta-feira, as forças rebeldes haviam entrado em partes da cidade de Aleppo depois de detonar dois carros-bomba e enfrentar forças do governo na periferia oeste da cidade, de acordo com um monitor de guerra sírio e combatentes. A televisão estatal síria disse que a Rússia estava fornecendo apoio aéreo aos militares sírios.

No sábado, imagens e vídeos começaram a circular online mostrando combatentes rebeldes tirando fotos perto da antiga Cidadela de Aleppo enquanto avançavam pela cidade.

Depois de capturar Aleppo, os rebeldes avançaram para sul, mas há relatos contraditórios sobre se chegaram à cidade central de Hama.
A oposição anunciou um esforço para expandir as áreas seguras e permitir que os civis deslocados em Idlib regressassem às suas casas em territórios recentemente “libertados”.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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