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Marilyn Manson: Crítica desmascarada – um ônibus de turnê deveria realmente precisar da idade de consentimento fixada na parede? | Televisão e rádio
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2 anos atrásem
Lucy Mangan
Roll up, roll up – os tempos divertidos estão aqui novamente, especialmente para nós, senhoras! Na semana passada, tivemos a primeira adição de 2025 aos extensos arquivos de histórias de crimes reais, com a série de documentários sobre o estuprador e serial killer Todd Kohlhepp (O assassino da revisão da Amazon). Agora temos o primeiro documentário sobre uma estrela de destaque, considerada por várias mulheres como um predador sexual violento, há muito tempo habilitado por sua fama, dinheiro e poder a fazer exatamente o que quisesse, com quantas mulheres jovens quisesse, sem medo de conseqüência.
Marilyn Manson: Unmasked é um relato meticulosamente montado em três partes da carreira do músico de rock de choque e do que supostamente estava acontecendo nos bastidores. Tudo isso, devo dizer, é negado por Manson (nome verdadeiro Brian Warner) e na tela por seu advogado silenciosamente assustador Howard King, cuja expressão favorita parece ser “completa invenção”.
Segue o que se tornou, de forma deprimente, a trajetória tradicional de entrevistar os amigos e associados do acusado, entrelaçada com depoimentos de suas supostas vítimas, e permitindo que o ponto de vista do espectador evolua. O ex-colega de banda Stephen Bier é emblemático da luta que vemos acontecer em tantos dos que poderíamos chamar de testemunhas de defesa em tais programas: ansiosos para não parecer antipáticos, mas achando difícil não deixar transparecer uma incredulidade subjacente. Estar em uma turnê de rock, ele admite, “é um teste de sua virtude… E os menores têm cérebros diferentes, eles não se desenvolveram, etc., etc. Mas isso é um problema legal!” Bier tem uma tendência infeliz de pontuar seus pensamentos com risadas. Ele também observa que o tour manager anotava a idade de consentimento no ônibus “porque ela é diferente em cada estado”. Ele parece pensar que isso é prova de algo bom. Mas, meu Deus – posso arriscar que isso é indicativo de algo bem diferente.
A acusadora mais famosa de Manson é sua ex-namorada e agora estrela de cinema e televisão Evan Rachel Madeira. Ela testemunhou em uma audiência no Congresso em 2018 sobre um projeto de lei de prevenção da violência doméstica sobre anos de abusos horríveis nas mãos de um parceiro, e mais tarde o nomeou Manson. Isso encorajou outras mulheres a apresentarem histórias semelhantes, e os processos judiciais contra o músico começaram a se acumular. Alguns ele resolveu, outros estão em andamento. De acordo com seus fãs, Wood está orquestrando uma campanha de mentiras contra ele e persuadindo outras mulheres a aderirem. Wood pergunta se isso é mais provável do que a noção de que “uma pessoa má tem feito coisas ruins há muito tempo”.
Além de estabelecer os cronogramas e testemunhos que devem formar a espinha dorsal deste tipo de documentário, Marilyn Manson: Unmasked provoca a questão de quão capazes as pessoas deveriam ter sido para distinguir entre transgressões performativas destinadas a chocar (e construir a notoriedade sobre a qual a sua carreira dependia) e um homem escondendo tendências terríveis à vista de todos. Há muitas imagens de Manson no palco dizendo aos seus fãs gritando coisas como “Qual de vocês, alunos da sexta série, quer que eu faça vocês se sentirem como um maldito aluno da oitava série?” e “Mande aqui algumas daquelas menininhas da oitava série para eu colocar meu braço inteiro dentro delas”, e referindo-se às suas “bucetas pegajosas”. Acho que a maioria de nós já estaria em alerta máximo. Mas talvez dependesse de quanto dinheiro ele estava ganhando para nós. E o quanto pensamos que poderíamos culpar alguém por se envolver com um autoproclamado amante de Satanás. “Se você é vegetariano, não vá a uma lanchonete”, aconselha um de seus ex-colegas.
O que devemos fazer com a equipe que aparentemente não percebeu que Wood, quase inconsciente, estava, ela diz agora, sendo estuprada por Manson enquanto filmavam o videoclipe Heart-Shaped Glasses – uma referência Lolita? O silêncio e a ignorância professada são prova, segundo King, de mais uma daquelas “invenções completas” de uma mulher determinada a “destruir Brian profissional e emocionalmente”. Novamente, é possível sentir o contrário.
O que achamos da mídia que, no seu auge, adorava acriticamente os modos controversos e a interminável citação de Manson? Não que todos os seus comentários tenham sido impressos. O último episódio contém trechos inéditos das fitas de áudio que serviram de prelúdio para um artigo da revista Rolling Stone. Por exemplo: “Não gosto de estupro de forma alguma… prefiro quebrar uma mulher a ponto de ela não ter escolha a não ser se submeter a mim. Estupro é para covardes, para preguiçosos.” Isso combina perfeitamente com os testemunhos na tela de suas supostas vítimas, incluindo e especialmente Wood. Mas provavelmente era apenas sua personalidade falando. Apenas uma performance. Porque quem poderia acreditar que existem homens por aí que são realmente assim?
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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