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Marine Le Pen questionada em tribunal por alegada fraude de empregos falsos na UE | Marina Le Pen

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Kim Willsher in Paris

A líder francesa de extrema direita, Marine Le Pen, negou desvio de fundos da UE em um golpe de empregos falsos quando interrogada em tribunal pela primeira vez, e usou a sua aparição no banco dos réus para atacar o Parlamento Europeu como uma “bolha” alienígena e lenta.

Le Pen é um dos 27 membros e funcionários do partido então conhecido como Frente Nacional (FN) que estão a ser julgados em Paris por alegadamente terem utilizado dinheiro da UE para financiar atividades políticas internas entre 2006 e 2016.

O Parlamento Europeu afirma que o dinheiro deveria ter sido usado nos salários dos funcionários da UE e estimou os fundos alegadamente desviados em cerca de 7 milhões de euros.

Questionado sobre a alegada fraude na segunda-feira, Le Pen, 56 anos, respondeu: “Tudo o que fizemos, tínhamos o direito de fazer”. Ela acrescentou: “Não tenho absolutamente nenhuma sensação de ter cometido a menor irregularidade ou o menor ato ilegal”.

Ela nega as acusações. Se for condenada, poderá enfrentar uma pena de prisão, uma multa de 1 milhão de euros (835 mil libras) e ser impedida de exercer cargos políticos durante cinco anos, o que excluiria uma candidatura presidencial em 2027.

Le Pen, que foi eurodeputada entre 2004 e 2017 e é hoje líder parlamentar do Rally Nacional (RN), antiga FN, usou o seu testemunho para atacar o parlamento europeu.

“O Parlamento Europeu é um pouco como vigiar o Blob”, disse ela ao tribunal, referindo-se ao filme de 1958 sobre um alienígena amebóide que devora e dissolve tudo no seu caminho.

“Tudo no Parlamento Europeu foi concebido para garantir que os eurodeputados vivam no vácuo. Às vezes você tem que dizer a eles ‘acordem, estamos na política, vocês têm que sair e levar o que estamos fazendo para dentro’”, disse Le Pen ao tribunal.

“Não há nada pior do que um membro do parlamento que não vê um único eleitor desde o momento em que é eleito”, acrescentou.

Le Pen está sendo julgada ao lado de seu pai, Jean-Marie Le Pen, que fundou a FN; sua irmã, Yann Le Pen; Louis Aliot, vice-presidente do RN e prefeito de Perpignan; e dois deputados do RN, Julien Odoul e Timothée Houssin.

Jean-Marie Le Pen, 96 anos, não estará presente no julgamento devido a problemas de saúde.

As alegações sobre empregos falsos surgiram em Janeiro de 2014, quando o Organismo Europeu Antifraude (Olaf) recebeu uma denúncia anónima sobre possíveis fraudes e “empregos fictícios”.

Olaf investigou primeiro Thierry Légier, guarda-costas de Marine Le Pen, e Catherine Griset, sua amiga e chefe de gabinete, que tinham recebido contratos como assistentes parlamentares europeus. A investigação de Olaf revelou que Griset, agora eurodeputada, passou apenas cerca de 12 horas no Parlamento Europeu, quando deveria ser assistente de Le Pen entre outubro de 2014 e agosto de 2015. Também descreveu o emprego de Légier como assistente parlamentar como “fictício”.

pular a promoção do boletim informativo

Em março de 2015, foram ordenadas novas investigações depois de o então presidente do parlamento europeu, Martin Schulz, ter referido possíveis irregularidades a Olaf relativamente aos salários pagos a outros assistentes. Schulz relatou o assunto ao Ministério da Justiça francês depois de observar que 20 assistentes parlamentares também faziam parte do organograma da FN, alguns até ocupando posições-chave ao lado de Le Pen e do seu pai.

Na segunda-feira, Le Pen disse ao tribunal que tinha criado um grupo de assistentes parlamentares que trabalhavam quando e como eram necessários. Ela insistiu que não havia nenhuma regra especificando as tarefas que cabiam a determinados assistentes.

Quando questionada sobre como exactamente seleccionou os seus presumíveis assessores parlamentares e quais eram as suas tarefas, ela deu respostas genéricas ou disse que não se lembrava. “Isso foi há 20 anos”, disse ela.

Le Pen já havia descrito as acusações como “profundamente injustas”. “Iremos a tribunal e diremos que não cometemos nenhum delito… tenho muita certeza da nossa inocência”, disse ela em setembro.

Falando antes do seu depoimento na segunda-feira, o porta-voz do RN, Sébastien Chenu, disse à mídia que não acreditava que Le Pen seria proibida de se candidatar se fosse condenada. “Se houver esta sentença, obviamente apelaremos porque será injusta”, disse ele à TF1.

O julgamento deverá continuar até 27 de novembro.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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