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Secretário interino do Trabalho dos EUA se reunirá com Boeing e sindicato para acabar com o impasse | Notícias sobre direitos dos trabalhadores

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A intervenção de Julie Su ocorre dias depois de a Boeing revelar planos para cortar 10% de sua força de trabalho, à medida que as negociações trabalhistas foram interrompidas.

A secretária interina do Trabalho dos Estados Unidos, Julie Su, voou para Seattle para se reunir com a Boeing e o sindicato que representa cerca de 33.000 trabalhadores em greve para levar ambos os lados de volta à mesa de negociações, informou a agência de notícias Reuters, citando uma fonte não identificada.

Sua intervenção ocorre dias depois de a fabricante de aviões, que enfrenta um ataque paralisante agora em sua quinta semana, ter sido revelada planeja cortar 17 mil empregos e receber um impacto de US$ 5 bilhões para cobrir custos relacionados a problemas em suas diversas unidades.

Não ficou imediatamente claro se Su se reuniria com o CEO da Boeing, Kelly Ortberg, acrescentou a fonte.

O Departamento do Trabalho dos EUA confirmou a medida na segunda-feira.

“O secretário interino Su está se reunindo hoje com ambas as partes para avaliar a situação e encorajar ambas as partes a avançar no processo de negociação”, disse um porta-voz.

A Boeing e a Associação Internacional de Maquinistas e Trabalhadores Aeroespaciais não estavam imediatamente disponíveis para comentar. Um porta-voz da Casa Branca não quis comentar.

As ações da gigante aeroespacial endividada caíram 3 por cento no início das negociações, após o anúncio surpresa da empresa após o expediente na sexta-feira, que também incluiu um novo adiamento para o jato 777X e o fim da produção do cargueiro civil 767.

A Boeing planeja uma série de reuniões internas esta semana para definir o plano de empregos, que provavelmente dependerá, pelo menos parcialmente, de cortes involuntários para reduzir custos e evitar um êxodo de pessoas cujas habilidades ainda são necessárias, disseram fontes da indústria.

A última crise surge num momento em que os mercados da Boeing estão a crescer e muitos dos seus rivais estão a recrutar mão-de-obra escassa para aliviar a pressão sobre as cadeias de abastecimento aeroespaciais.

“O truque será não perder os 10 por cento das pessoas que pretende manter, o que é ainda mais importante do que o habitual no ambiente de escassez de competências pós-pandemia”, disse Nick Cunningham, analista da Agency Partners.

Clientes irritados

O atraso de um ano nas entregas do 777X até 2026 consagra um adiamento já amplamente esperado na indústria após atrasos na certificação e nos testes. Ele aponta para o planejado sucessor do minijumbo 777, que entrará em serviço com seis anos de atraso.

O presidente da Emirates Airline, Tim Clark, cujo pedido inicial de 150 jatos ajudou a lançar o maior jato bimotor do mundo há mais de uma década, rapidamente reagiu.

“A Emirates teve que fazer alterações significativas e altamente caras em nossos programas de frota como resultado das múltiplas deficiências contratuais da Boeing e teremos uma conversa séria com eles nos próximos meses”, disse ele em uma rara declaração escrita no site. questão dos atrasos nas entregas.

Clark também desprezou o novo cronograma da Boeing. Citando a suspensão de um marco dos testes de certificação e a greve em curso de quatro semanas, ele disse: “Não consigo ver como a Boeing pode fazer previsões significativas de datas de entrega”.

A Emirates é a maior usuária da família de jatos 777, um best-seller de longa distância cujo sucesso original foi prejudicado por atrasos em seu sucessor e pela crise que envolve o menor 737 da Boeing, a vaca leiteira, por questões de segurança e qualidade.

Os anúncios de sexta-feira incluíram pouco mais de US$ 10 bilhões em dinheiro bruto. Analistas disseram que isso aliviaria alguma pressão no curto prazo, mas a Boeing ainda precisaria levantar dinheiro até o final do ano.

O JP Morgan disse que também daria à administração da Boeing um pouco mais de pólvora seca em sua batalha com o sindicato dos maquinistas.

Chegar a um acordo para encerrar a paralisação é fundamental para a Boeing, que depende da produção do 737 para grande parte de seu caixa.

A agência de classificação S&P alertou que a Boeing corre o risco de perder sua premiada classificação de crédito de grau de investimento.

O sindicato que representa os trabalhadores em greve disse na sexta-feira que a decisão de parar o cargueiro 767 era preocupante e rejeitou as alegações da Boeing sobre a condução das negociações trabalhistas como infundadas.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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