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McKinsey pagará US$ 650 milhões para resolver investigação de consultoria sobre opioides nos EUA | Notícias sobre drogas

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Os promotores dizem que a McKinsey forneceu conselhos à Purdue sobre as medidas que poderia tomar para ‘turbinar’ as vendas do OxyContin.

A empresa de consultoria McKinsey & Company concordou em pagar US$ 650 milhões para resolver uma investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o trabalho da empresa de consultoria aconselhando o fabricante de opioides Purdue Pharma sobre como aumentar as vendas de OxyContin.

A McKinsey celebrou um acordo de acusação diferida de cinco anos apresentado na sexta-feira no tribunal federal de Abingdon, Virgínia, para resolver acusações criminais apresentadas como parte de um raro processo corporativo relativo à comercialização de analgésicos viciantes que ajudaram a alimentar a mortal epidemia de opiáceos nos EUA.

Os promotores disseram que a McKinsey forneceu conselhos à Purdue, com sede em Stamford, Connecticut, sobre as medidas que poderia tomar para “turbinar” as vendas do OxyContin. Foi acusado de conspirar para rotular incorretamente uma droga e obstrução da justiça.

Um ex-sócio sênior da McKinsey, Martin Elling, também concordou em se declarar culpado de obstrução da justiça por destruir registros relacionados ao trabalho da McKinsey para Purdue, de acordo com documentos judiciais. Ele está programado para apresentar seu apelo em 10 de janeiro.

Elling excluiu documentos relacionados ao seu trabalho para Purdue do laptop de sua empresa, enviando e-mails para se lembrar de fazê-lo, de acordo com documentos judiciais.

“Lamentamos profundamente nosso atendimento anterior à Purdue Pharma e as ações de um ex-sócio que excluiu documentos relacionados ao seu trabalho para aquele cliente”, disse a McKinsey em comunicado.

“Devíamos ter percebido os danos que os opiáceos estavam a causar na nossa sociedade e não devíamos ter realizado trabalho de vendas e marketing para a Purdue Pharma. Esta terrível crise de saúde pública e o nosso trabalho anterior para os fabricantes de opiáceos serão sempre uma fonte de profundo pesar para a nossa empresa.”

Um advogado de Elling não quis comentar.

A McKinsey concordou em pagar US$ 650 milhões ao longo de cinco anos, melhorar suas práticas de conformidade para detectar atividades ilegais e submeter-se à supervisão do Departamento de Justiça e do escritório do inspetor geral do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) dos EUA como parte do acordo de acusação diferida, a empresa disse.

A empresa de consultoria também concordou em resolver uma investigação civil relacionada a supostas violações da Lei de Falsas Reivindicações e firmar um acordo de “integridade corporativa” com o escritório do inspetor geral do HHS, disse a empresa.

‘Redução de opioides’

Purdue se declarou culpado em 2020 de acusações criminais que cobrem má conduta generalizada em relação ao manuseio de analgésicos prescritos, incluindo conspiração para fraudar autoridades dos EUA e pagar propinas ilegais a médicos e a um fornecedor de registros eletrônicos de saúde.

Purdue está atualmente envolvido em uma mediação ordenada pelo tribunal sobre um acordo multibilionário alcançado em um processo de falência que a Suprema Corte dos EUA rejeitou.

Num comunicado divulgado na sexta-feira, a Purdue disse que estava a trabalhar para forjar um consenso sobre o plano para “entregar milhares de milhões de dólares de valor para a redução dos opiáceos” e criar uma nova empresa como um “motor para o bem”. Os recursos do acordo também visam compensar as vítimas, disse Purdue.

A McKinsey já havia chegado a acordos totalizando quase mil milhões de dólares para resolver processos judiciais generalizados e outras ações legais, alegando que a empresa ajudou a alimentar a epidemia de opiáceos através do seu trabalho de aconselhamento à Purdue Pharma e a outros fabricantes de medicamentos.

Os acordos envolveram todos os 50 estados; Washington, DC; Territórios dos EUA; governos locais; distritos escolares; Tribos nativas americanas; e seguradoras de saúde.

Em 2019, a McKinsey anunciou que deixaria de aconselhar clientes em negócios relacionados com opiáceos. A empresa afirmou que nenhum de seus acordos contém confissões de responsabilidade ou irregularidades.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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