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Mega incêndio atinge Los Angeles e deixa mais de 30 mil desabrigados – 08/01/2025 – Mundo
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1 ano atrásem
Rodrigo Salem
Um mega incêndio que atinge a cidade de Los Angeles, na Califórnia, desde a tarde desta terça-feira (7) já levou mais de 30 mil pessoas a deixarem suas casas.
Segundo a agência de notícias AFP, as chamas começaram em uma área do subúrbio da cidade e se alastraram rapidamente, devido aos fortes ventos que atingem a região. Há temores de que a situação piore nas próximas horas, uma vez que a previsão do tempo estima rajadas de vento de até 160 km/h.
Milhares de pessoas foram obrigadas a evacuarem às pressas suas casas. Entre elas estão grandes nomes do cinema como Tom Hanks e Adam Sandler.
Uma sessão de “Ainda Estou aqui” para votantes do Oscar teve que ser cancelada durante à noite em função do incidente.
O evento teria a participação da atriz Fernanda Torres e do diretor Walter Salles em uma conversa com o cineasta mexicano Guillermo Del Toro, de “A Forma da Água”.
Outras reuniões similares e eventos correlatos ao Oscar também foram cancelados.
Segundo a AFP, uma tempestade de vento teria contribuído para a propagação do fogo. Incêndios são comuns nesta área durante esta época do ano, porém não na proporção do registrado hoje.
O fogo, que se iniciou ainda na noite desta terça-feira (7), destruiu mais de 500 hectares de Pacific Palisades, uma luxuosa comunidade no sopé das montanhas de Santa Mônica.
“O fogo é alimentado por uma combinação de ventos fortes e topografia, que desafia nosso pessoal de forma extrema”, diz Kristin Crowley, chefe do corpo de bombeiros de Los Angeles.
Mais de 10 mil casas estão na área atingida. Ao menos 250 bombeiros combatem o incêndio.
Uma importante estrada que liga o subúrbio a Los Angeles foi datada e várias ruas de Pacific Palisades bloqueadas. Moradores abandonaram seus carros e fugiram, inclusive com crianças.
As autoridades vão utilizar uma escavadeira para retirar os veículos e dar passagem aos bombeiros.
“O Serviço Meteorológico Nacional prevê que os ventos aumentarão. Eles atingirão o pior horário entre 5h e 10h da manhã”, diz Anthony Marrone, do corpo de bombeiros de Los Angeles.
Condição climática extrema
O incêndio começou em um ambiente de baixa umidade e logo que os fortes ventos de Santa Ana, característicos da temporada na Califórnia, avançaram fortemente sobre Los Angeles.
A região “vivencia condições climáticas extremas, com alerta vermelho no momento do incêndio”, dizem autoridades.
Os especialistas sustentam que esta poderá ser a pior tempestade de vento numa década, e as autoridades alertam que o pior ainda está por vir.
Segundo o Serviço Meteorológico Nacional, são esperadas rajadas de vento de 160 km/h. “Os incêndios nestas condições podem ser catastróficos”, alerta o meteorologista Daniel Swain. “Será uma noite difícil.”
Há dezenas de pessoas deixando as localidades a pé, com poucos pertences e animais de estimação.
“A fumaça diminuiu quando eu estava em casa e o fogo estava muito próximo”, disse à AFP Andrew Hires, professor da Universidade do Sul da Califórnia, que deixou sua casa junto com sua família.”Colocamos uma pilha de documentos e roupas em algumas caixas, algumas fotos e fomos”, complementa.
Kelsey Trainor, moradora que conversou com a emissora KTLA, narrou os momentos angustiantes que viveu ao tentar sair do local.
“Quando chegamos à colina, tudo estava bloqueado. Não havia como ir e as pessoas estavam abandonando seus carros”, disse.
“Ninguém sabia o que fazer, todo mundo estava agitado, havia crianças por toda parte.”
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, foi ao Pacific Palisades para uma viagem de confirmação da situação e informou que o governo federal enviará recursos para reforçar o trabalho contra as chamas.
“Vi o impacto destes ventos turbulentos e das brasas, bem como o número de estruturas destruídas”, disse Newsom numa entrevista coletiva.
A prefeita de Los Angeles, Karen Bass, uniu forças com as redes sociais para pedir aos moradores que obedecessem às instruções de evacuação.
O presidente Joe Biden esteve na Califórnia para anunciar a criação de dois novos monumentos nacionais, mas o evento foi cancelado devido ao vento, assim como a estreia em Los Angeles do filme “Imparável”, protagonizado por Jennifer Lopez.
Os incêndios florestais são frequentes no oeste dos Estados Unidos e desempenham um papel importante no ciclo da natureza, mas os cientistas alertam que as alterações climáticas estão alterando os padrões e criando climas extremos, com secas mais longas e intensas e incêndios mais vorazes e rápidos.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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