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Membros do Conselho Estadual de Meio Ambiente e Floresta realizam prestação de contas e planejamento para 2025
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1 ano atrásem
Ângela Rodrigues
Com colaboração de Hellen Lirtêz
Membros do Conselho Estadual de Meio Ambiente e Floresta (Cemaf) realizaram nesta terça-feira, 10, a última reunião ordinária do ano, consolidando decisões importantes para a gestão ambiental no estado.
A reunião, realizada na sala de reuniões da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), com transmissão por videoconferência, foi presidida pelo secretário da pasta, Leonardo Carvalho, e contou com a participação de 14 conselheiros, que participaram de forma presencial e online.
“Hoje avançamos na construção de um planejamento sólido para 2025 reforçando nosso compromisso com a transparência e a preservação ambiental. Continuaremos trabalhando para garantir que as políticas ambientais do estado sejam inclusivas e efetivas”, afirmou.

Entre os pontos de destaque estiveram a prestação de contas do Fundo Estadual de Meio Ambiente e Florestas (Femaf); a aprovação do calendário de reuniões para 2025 e os critérios para inclusão de novos membros nas câmaras técnicas do conselho.
Transparência e organização para o próximo ano
A primeira pauta tratou da prestação de contas do Femaf referente ao exercício de 2024 e da apresentação do Plano Anual de Investimento (PAI) para 2025. Ambos foram aprovados por unanimidade, demonstrando o alinhamento do conselho com a aplicação eficiente dos recursos em projetos de preservação ambiental, mitigação de impactos e incentivo ao desenvolvimento sustentável.
Na sequência, o plenário discutiu e aprovou o calendário de reuniões ordinárias do Cemaf para 2025, com os seguintes encontros já programados:
- 1ª Reunião Ordinária: 25 de março
- 2ª Reunião Ordinária: 24 de junho
- 3ª Reunião Ordinária: 15 de setembro
- 4ª Reunião Ordinária: 11 de dezembro
Além disso, foi aprovada a realização de uma reunião extraordinária na primeira quinzena de fevereiro de 2025 com o objetivo de discutir a criação e elaboração de edital para projetos concorrentes aos recursos do Femaf.

Inclusão e fortalecimento das Câmaras Técnicas
A última pauta da reunião abordou os critérios para inclusão de novos membros nas Câmaras Técnicas e Grupos de Trabalho do conselho, tema já debatido na 2ª Reunião Extraordinária do Cemaf. Os critérios foram aprovados e serão incorporados ao Regimento Interno, garantindo maior representatividade e eficiência nas discussões técnicas.
A manifestação de interesse de membros para integrar as câmaras será votada na reunião extraordinária de fevereiro.

Participação híbrida reforça engajamento
A reunião contou com a participação presencial de conselheiros de instituições como Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Meio Ambiente (Imac), Instituto de Mudanças Climáticas (IMC) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e com conselheiros online representando órgãos como Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e ONG S.O.S Amazônia. O formato híbrido permitiu maior inclusão e dinamismo nas deliberações.
Participaram de forma presencial, a membro suplente da Sema, Renata Silva e Souza; a membro suplente do Instituto de Meio Ambiente (Imac), Ana Paula da Silva Leite Souza; o membro suplente do Instituto e mudanças climáticas (IMC), Leonardo Ferreira; o membro suplente da Secretaria de Estado de Industria, Ciência e Tecnologia (Seict), Joaquim Clécio Lopes; o membro suplente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Judson Ferreira Valentim; e Elvando Albuquerque Ramalho, membro titular da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio).
De forma online, participaram a membro da Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac), Suelem Marina Farias; o membro suplente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Sebastião Santos da Silva; o membro titular da Associação Municipal de Apoio Comunitário (Amac), Júlio Cesar Monteiro da Silva; o membro suplente do Conselho Nacional do Seringueiro (CNS), Bruno Ruiz Pacífico; o membro suplente da Federação da Agricultura e da Agropecuária do Estado do Acre suplente (Faec), Camilo Mendes de Oliveira; o membro titular da ONG SOS Amazônia, Miguel Scarcello; e Tarik Argentim, membro titular da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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