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Meninas denunciam ex-baterista de Mamonas Assassinas

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Vítimas teriam 11, 13 e 14 anos. Três boletins de ocorrência foram abertos contra William Falanque

Ex-baterista de banda cover de Mamonas Assassinas é acusado de abuso sexual Reprodução/Instagram/@willianfalanque

O músico William Junior Falanque Santana, de 28 anos, é acusado de estupro por 3 meninas da Grande São Paulo. Uma delas, de 11 anos, teve relações sexuais de fato com o baterista que integrava até agosto a banda Mamonas Assassinas – O Legado.

O conjunto musical se formou a partir do filme de 2023 sobre os Mamonas Assassinas, banda de enorme sucesso em todo o Brasil durante os anos 1990. O quinteto de Guarulhos morreu de forma trágica num acidente aéreo, em 2 de março de 1996.

As meninas são integrantes de fã clubes virtuais da nova banda formada a partir do filme. A interação com o público por meio das redes sociais teria aproximado William Falanque de algumas meninas.

Uma delas, de 13 anos, diz ter sido beijada pelo músico num cinema e depois novamente, em outra data, agararda dentro do carro dele, enquanto pegava uma carona com William na icônica Brasília Amarela. Ela teria tocado e sido tocada no corpo pelo rapaz de 28 anos.

“Ele realmente obrigou minha filha a fazer alguns atos extremamente complicados, que não dá pra ser dito. Estão todos no boletim de ocorrência. Ela me contou tudo, que ele prendeu o cabelo dela, mandou ele ficar quieta. E ainda tem mensagens mandando ela não contar pra ninguém”, relata a mãe da pré-adolescente.

O desabafo é carregado de culpa e revolta. Ela descobriu o caso ao inspecionar o celular da filha, uma vez que a menina chorava bastante e estava com comportamento esquisito. Mas estava feliz e incentivava o amor da filha pela banda.

“É um sentimento de culpa como mãe, de falha, de não ter enxergado. Nojo, raiva. É uma mistura de sentimentos. Eu não sei como explicar. Foi muito, muito difícil.”

Já a mãe de uma menina de 11 anos, também integrante do fã clube, ficou sem chão ao ouvir da filha que ela tinha mantido relações sexuais com o músico 17 anos mais velho dentro do carro dele, num dia em que ele teria ido até a casa da menina.

“Ele fez ela entrar no carro e disse que queria, vamos conversar sobre o fã clube. A partir daí, ele já foi ameaçando, ela tentou sair do carro, apertou a garganta dela, mandando ela calar a boca, tirou a roupa dela, foi bem violento. Abusou da minha filha, é uma criança de 11 anos, virgem, tirou a virgindade dela, acabou com a vida dela, da nossa família e é muito difícil falar nesse assunto.”, relata a mãe da menina

Os casos teriam ocorrido entre julho e agosto. Os registros na polícia são de setembro e outubro, quando as mães souberam dos casos.

William Falanque foi afastado da banda em agosto de 2024 e não é mais o baterista do grupo desde então. Ele apagou suas redes sociais, mas deixou um vídeo dizendo que estava se tratando.

“Tô me sentindo muito ansioso e todos sabem como é. To me cuidando, me tratando e passando pelo médico”, registrou William em um dos últimos vídeos.

A Secretaria da Segurança Pública confirmou as investigações. Até agora o suspeito não foi ouvido.

O que diz a defesa de William Falanque

O escritório Romão Jr. Advogados, por meio desta nota, vem a público manifestar que, até o presente momento, não obtivemos acesso ao teor das ocorrências registradas contra nosso cliente. Diante disso, limitamo-nos, por ora, a não tecer comentários sobre as supostas acusações.

Aguardamos a citação formal do investigado pelas autoridades competentes para prestar os devidos esclarecimentos, contribuindo com as investigações e demonstrando nossa disposição, assim como a do nosso cliente, em colaborar com a justiça para a correta apuração dos fatos.

Outrossim, reafirmamos a plena confiança na inocência e na integridade moral do nosso cliente. Reforçamos que, como profissionais do direito, acreditamos na imparcialidade, seriedade e eficiência da justiça brasileira!

O que diz a Polícia Civil de SP

A Polícia Civil informa que as investigações sobre os casos ocorridos em Guarulhos seguem em andamento por meio de inquérito instaurado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade. As equipes já ouviram vítimas e testemunhas e agendaram a oitiva especializada de uma menor de idade, conforme prevê a legislação. Como o suspeito não reside mais em Guarulhos, seu depoimento foi solicitado em novo endereço. Em relação às ocorrências da Capital, a apuração está sob a responsabilidade da 3ª DDM, também por meio de inquérito policial. O último caso segue sob investigação da 5ª DDM, igualmente por meio de inquérito. Detalhes adicionais serão preservados devido à natureza das ocorrências e ao envolvimento de menores de idade.

O que diz a banda Mamonas Assassinas – O Legado

A Mamonas Assassinas – O Legado, vem, por intermédio do seu advogado, Diego Nunes, apresentar manifestação sobre os fatos ora alegados.

Diante da recente denúncia de um SUPOSTO caso de estupro envolvendo menores, onde teria como parte acusada o EX-BATERISTA da banda MAMONAS ASSASSINAS – O LEGADO.

Manifestamos publicamente completo repúdio a todos e quaisquer atos de violência sexual, física, psicológica e moral cometidos dentro e fora do espaço destinado às atividades da banda (Mamonas Assassinas – O Legado).

Casos de estupro ou violências de qualquer natureza serão denunciados com veemência. Atos dessa natureza, ainda que cometidos fora dos espaços das atuações da banda, não só violam a dignidade da pessoa que sofreu a violência, mas também fere toda a comunidade, fãs, princípios e valores, principalmente em relação às mulheres.

Não compactuaremos e não nos calaremos quando nos depararmos com atos violentos que repercutem o machismo e opressões.

Seremos uníssonas ecoando a voz de pessoas que sofrem violências e podem ser silenciadas pelo medo, vergonha e falta de apoio no momento de buscar suporte social, comunitário ou estatal.

Por fim, frisa-se que, todos os fatos devem ser apurados por intermédio do órgão competente e quanto ao ex-baterista (caberá o contraditório e a ampla defesa), para que assim o judiciário tome o caminho mais adequado.

Assista a reportagem do Domingo Espetacular:

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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