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Meta: Veja o anúncio de Zuckerberg sobre fim da checagem – 07/01/2025 – Tec
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2 anos atrásem
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou nesta terça-feira (7) uma série de medidas que acabam com o programa de checagem de fatos da companhia, criado em 2012, para conter a disseminação de desinformação em seus aplicativos de mídia social.
Ele divulgou um vídeo (veja abaixo) para anunciar a medida.
VEJA A ÍNTEGRA DO ANÚNCIO DE ZUCKERBERG
Oi, pessoal.
Eu quero falar sobre algo importante hoje, porque é hora de voltarmos às nossas raízes sobre livre expressão no Facebook e no Instagram.
Comecei a construir mídias sociais para dar voz às pessoas. Dei uma palestra em Georgetown há cinco anos sobre a importância de proteger a expressão livre, e ainda acredito nisso hoje. Mas muita coisa aconteceu nos últimos anos. Há uma discussão ampla sobre os potenciais danos do conteúdo online.
Governos e mídia pressionam para censurar mais e mais. Muito disso é claramente político. Mas também há muita coisa legitimamente ruim lá fora. Drogas, terrorismo, exploração de crianças. Essas são coisas que levamos muito a sério, e eu quero ter certeza de que nós lidamos responsavelmente com elas.
Então construímos um monte de sistemas complexos para moderar o conteúdo. Mas o problema com sistemas complexos é que eles erram.
Mesmo se eles acidentalmente censurarem apenas 1% dos posts, isso é milhões de pessoas. E chegamos a um ponto em que são apenas muitos erros e muita censura.
As eleições recentes também são um ponto de virada cultural para que voltemos a priorizar a livre expressão. Então vamos voltar às nossas raízes e focar reduzir erros, simplificar nossas políticas e restaurar a expressão livre em nossas plataformas.
Mais especificamente, isto é o que vamos fazer:
Primeiro, vamos eliminar os fact-checkers e os trocar por notas de comunidade, semelhantes a X.
Começando nos EUA, depois de Trump ser eleito em 2016, a mídia escreveu sem parar sobre como a desinformação era uma ameaça à democracia.
Nós tentamos, de boa fé, lidar com essas preocupações sem nos tornarmos os árbitros da verdade. Mas os verificadores de fatos têm sido politicamente tendenciosos demais e destruíram mais confiança do que criaram, especialmente nos EUA. Então, nos próximos meses, vamos implementar gradualmente um sistema mais abrangente de notas da comunidade.
Em segundo lugar, vamos simplificar nossas políticas de conteúdo e eliminar várias restrições sobre temas como imigração e gênero que estão fora de sintonia com o discurso predominante. O que começou como um movimento para ser mais inclusivo tem sido cada vez mais usado para silenciar opiniões e excluir pessoas com ideias diferentes, e isso foi longe demais. Quero garantir que as pessoas possam compartilhar suas crenças e experiências em nossas plataformas.
Em terceiro lugar, estamos mudando a forma como aplicamos nossas políticas para reduzir os erros que representam a maior parte da censura em nossas plataformas. Antes, tínhamos filtros que escaneavam qualquer violação de política. Agora, vamos focar esses filtros em lidar com violações ilegais e de alta gravidade. Para violações de baixa gravidade, vamos depender de alguém relatando o problema antes de tomarmos uma ação. O problema é que os filtros cometem erros e removem muito conteúdo que não deveriam. Ao reduzir sua abrangência, vamos diminuir dramaticamente a quantidade de censura em nossas plataformas. Também ajustaremos nossos filtros para exigir maior confiança antes de remover qualquer conteúdo.
A realidade é que isso é uma troca. Significa que vamos detectar menos conteúdos problemáticos, mas também reduziremos o número de postagens e contas de pessoas inocentes que removemos acidentalmente.
Em quarto lugar, vamos trazer de volta o conteúdo cívico por um tempo. A comunidade pediu para ver menos política porque isso estava causando estresse. Então, paramos de recomendar essas postagens. Mas parece que estamos em uma nova era agora, e estamos começando a receber feedback de que as pessoas querem ver esse conteúdo novamente. Então, vamos começar a reintroduzi-lo no Facebook, Instagram e Threads, enquanto trabalhamos para manter as comunidades amigáveis e positivas.
Em quinto lugar, vamos mudar nossas equipes de confiança e segurança e moderação de conteúdo para fora da Califórnia, e a revisão de conteúdo nos EUA será baseada no Texas. Enquanto trabalhamos para promover a liberdade de expressão, acredito que isso ajudará a construir confiança ao realizar esse trabalho em locais onde há menos preocupação com o viés de nossas equipes.
Por fim, vamos trabalhar com o presidente Trump para resistir a governos ao redor do mundo que estão perseguindo empresas americanas e pressionando por mais censura. Os EUA têm as proteções constitucionais mais fortes do mundo para a liberdade de expressão.
A Europa tem um número cada vez maior de leis institucionalizando a censura e dificultando a inovação.
Países da América Latina têm tribunais secretos que podem ordenar que empresas removam conteúdos de forma silenciosa.
A China censurou nossos aplicativos, impedindo que eles funcionem no país.
A única maneira de resistir a essa tendência global é com o apoio do governo dos EUA. E é por isso que tem sido tão difícil nos últimos quatro anos, quando até o governo dos EUA pressionou por censura.
Ao atacar empresas americanas e de outros países, isso encorajou outros governos a irem ainda mais longe. Mas agora temos a oportunidade de restaurar a liberdade de expressão, e estou animado para fazer isso. Vai levar tempo para acertar. Estes são sistemas complexos e nunca serão perfeitos.
Também há muitas coisas ilegais, que ainda precisamos trabalhar muito para remover. Mas o ponto principal é que, depois de anos de trabalho de moderação de conteúdo focado principalmente em remoção, é hora de focar em reduzir erros, simplificar nossos sistemas e voltar às nossas raízes de dar voz às pessoas. Estou ansioso por este próximo capítulo. Fiquem bem, e mais novidades virão em breve.
ENTENDA A MUDANÇA
A Meta instituiu a checagem de fatos em 2016, nas semanas que se seguiram à eleição de Trump. Na época, o Facebook estava sob pressão por causa da disseminação desenfreada de desinformação em sua rede, incluindo postagens de governos estrangeiros tentando semear discórdia entre o público dos EUA.
Como resultado de uma enorme pressão pública, Zuckerberg recorreu a organizações externas como a agência de notícias Associated Press, a emissora de televisão ABC News e o site de verificação de fatos Snopes, juntamente com outras organizações globais avaliadas pela International Fact-Checking Network, para examinar postagens potencialmente falsas ou enganosas no Facebook e Instagram e decidir se precisavam de uma observação ou serem removidas.
Com a mudança, a dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, dependerá dos usuários para incluir correções ou observações a postagens que possam conter informações falsas ou enganosas.
A reversão da política de anos é um sinal claro de como a empresa está se reposicionando para o novo governo Donald Trump, que toma posse em 20 de janeiro.
Elon Musk tem confiado no Community Notes para sinalizar postagens enganosas no X. Desde que assumiu a rede social, Musk, um grande doador de Trump e que participará da gestão do republicano, tem cada vez mais posicionado o X como a plataforma por trás da nova presidência.
A mudança da Meta provavelmente agradará a administração de Trump e seus aliados conservadores, muitos dos quais não gostavam da prática da Meta de adicionar avisos ou alertas a postagens questionáveis ou falsas. Trump criticava Zuckerberg há muito tempo, avaliando que o recurso de verificação de fatos tratava postagens de usuários conservadores de forma injusta.
Desde que Trump foi eleito em novembro, a Meta se moveu rapidamente para tentar melhorar a relação com o político e seus aliados conservadores.
No final de novembro, Zuckerberg jantou com Trump em seu clube Mar-a-Lago na Flórida, onde também se encontrou com sua escolha para secretário de Estado, Marco Rubio.
A Meta doou US$ 1 milhão (R$ 6,09 milhões) para apoiar a posse de Trump em dezembro. Na semana passada, Zuckerberg elevou Joel Kaplan, um conservador de longa data e o executivo de mais alto escalão da Meta mais próximo do Partido Republicano, ao cargo mais relevante de política da empresa.
Por fim, na segunda-feira (6), Zuckerberg anunciou que Dana White, chefe do UFC e um aliado próximo de Trump, se juntaria ao conselho da Meta.
Folha Mercado
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Executivos da companhia de tecnologia recentemente avisaram aos funcionários de Trump sobre a mudança de política, de acordo com uma pessoa com conhecimento das conversas que falou sob condição de anonimato.
O anúncio da verificação de fatos coincidiu com uma aparição de Kaplan no programa de televisão “Fox & Friends”, um dos favoritos de Trump. Ele disse aos apresentadores do programa matinal popular entre conservadores que havia “muito viés político” na checagem de fatos, e que as mudanças resultariam em “muito menos aplicação excessiva” de conteúdo.
Com The New York Times
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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