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Militares canadenses recusaram desculpas à vítima de agressão sexual por temor de má imprensa | Canadá
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2 anos atrásem
Leyland Cecco in Toronto
Os militares do Canadá decidiram não pedir desculpas a uma funcionária depois que ela foi abusada sexualmente enquanto trabalhava com aliados da OTAN, por temer que qualquer desculpas seriam relatadas por um jornal de Ottawa.
Durante anos, as forças armadas do país reconheceram publicamente uma cultura que gera abusos e agressões, e um fracasso de longa data na sua erradicação. A crise, que provocou uma mudança nos escalões mais altoscorroeu a confiança do público na instituição e enfraqueceu o moral nas fileiras militares.
Kristen Adams, que trabalhava numa cantina para tropas na Letónia, foi abusada sexualmente por um OTAN soldado em 3 de dezembro de 2022. Depois de apresentar uma queixa formal sobre a agressão, ela foi avisada pelos serviços de moral e assistência social do exército que deveria ter compreendido melhor os riscos do trabalho.
O contrato de Adams foi rescindido dois meses antes “para garantir que não haja mais riscos para a sua saúde”.
Documentos internos obtidos pelo jornal Ottawa Citizen confirmaram que Adams, que é civil, foi abusado sexualmente por um soldado albanês. Embora o ataque tenha ocorrido numa instalação operada pelo Canadá em Camp Adazi, perto da cidade de Riga, Adams foi informado de que pouco poderia ser feito porque, segundo as regras existentes da OTAN, a polícia militar canadiana não tinha jurisdição para investigar.
Meses depois, os serviços de moral e bem-estar do exército, que trabalham para alimentar os soldados, disseram a Adams que tinham “ido além nos seus esforços para apoiá-lo” e que “não receberiam mais reclamações ou correspondência sua sobre esta questão”. .
Mas a reportagem do Citizen sobre o incidente espalhou-se rapidamente pelas fileiras, e a má gestão do ataque por parte do exército provocou indignação e descrença entre o pessoal. O chefe dos serviços de moral e bem-estar do exército, Ian Poulter, rapidamente se desculpou por seus erros, mas nunca se desculpou diretamente com Adams por sua experiência.
Novos documentos obtidos pelo Citizen mostram porquê: a alta administração militar estava preocupada com a cobertura negativa da mídia sobre qualquer pedido de desculpas.
“Como a história se desenrolava nas páginas do Ottawa Citizen, não queríamos nos corresponder por escrito com a Sra. Adams porque não queríamos perpetuar esse ciclo”, escreveram funcionários do departamento de defesa nacional.
Num outro e-mail, o chefe de gabinete do principal soldado do país avisou Poulter num e-mail: “É provável que a Sra. Adams volte com mais cobertura mediática”.
Embora a equipe tenha escrito um pedido formal de desculpas para Adams, ele nunca foi enviado.
“Eu nunca consegui (um)”, disse Adams ao Citizen. “Isso mostra que eles não acham que fizeram nada de errado em tudo isso. É nojento.”
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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