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POLÍTICA

Militares: “foi um caso isolado”

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rprangel2004@gmail.com (Ricardo Rangel)

Em janeiro de 2019, sem qualquer motivo, 8 soldados do Exército abriram fogo — 257 tiros — sobre um automóvel civil.  Feriram 1 e mataram 2. A Justiça Militar — por conta de uma lei absurda de 2017, é dela a jurisdição sobre crimes dolosos de militares contra civis — os condenou a penas entre 28 e 31 anos.

Esta semana, o Superior Tribunal Militar (com um único voto contra) reformou a sentença para penas entre 3 e 4 anos em regime aberto. Ou seja, garantiu a impunidade dos assassinos.

Na semana passada, a Marinha publicou um vídeo choraminguento dizendo que a vida do soldado é um mar de sofrimentos, enquanto a vida dos paisanos é uma maré mansa.

No esforço de tentar escapar do pacote de cortes do governo e manter seus privilégios (conseguiu), insultou 200 milhões de brasileiros. Fez isso no momento em que o comandante da Marinha está para ser denunciado por tentativa de golpe militar.

Durante a CPI da Saúde, os comandantes das Forças Armadas ameaçaram senadores para que deixassem impunes os diversos militares envolvidos em esquemas de atravessamento de vacinas (pelo jeito, conseguiram).

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A imagem e a reputação das Forças Armadas, como se sabe, andam mais sujas do que pau de galinheiro. Toda vez que alguém faz uma crítica aos militares, no entanto, ouve-se que foi um “caso isolado” e que as Forças Armadas são “legalistas”, “disciplinadas”, “profissionais”, “cumpridoras de suas funções constitucionais” etc. etc.

OK.

Mas se as Forças Armadas querem voltar, um dia, a ser respeitadas, é bom mudar a chave.

(Por Ricardo Rangel em 20/12/2024)



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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