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Ministro do Azerbaijão sugere que ‘arma’ atingiu avião acidentado – DW – 27/12/2024

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As indicações de que a queda de um avião de passageiros do Azerbaijão com destino à Rússia na quarta-feira foi causada por sistemas de defesa aérea russos continuaram a crescer na sexta-feira.

O Jato da Embraer caiu perto do aeroporto de Aktau em Cazaquistão na quarta-feira, matando 38 pessoas. Vinte e nove sobreviveram.

O ministro dos Transportes do Azerbaijão, Rashan Nabiyev, disse que depoimentos de testemunhas sugeriram que houve “um ruído explosivo lá fora” antes de o avião ser “atingido por alguma coisa”.

“O tipo de arma utilizada no impacto será determinado durante a investigação”, disse Nabiyev.

Enquanto isso, o porta-voz de segurança nacional da Casa Branca, John Kirby, disse que Washington observou algumas “indicações iniciais que certamente apontariam para a possibilidade de que este jato tenha sido derrubado por sistemas de defesa aérea russos”, mas recusou-se a dar mais detalhes, citando uma investigação em andamento.

‘Interferência externa’ causou acidente, diz companhia aérea do Azerbaijão

Na sexta-feira, a Azerbaijan Airlines disse que as conclusões preliminares da investigação sobre o acidente sugerem “interferência externa física e técnica”.

A Azerbaijan Airlines também suspendeu na sexta-feira voos para várias cidades russas em meio a especulações crescentes de que o avião foi abatido por fogo da defesa aérea russa.

A companhia aérea disse que estava “levando em consideração os resultados iniciais da investigação do acidente… e levando em consideração os riscos à segurança do voo”.

A agência de notícias Interfax disse que a Azerbaijan Airlines ainda operaria voos para seis grandes cidades russas, incluindo Moscou e São Petersburgo.

Enquanto isso, um voo da Azerbaijan Airlines para a cidade de Mineralnye Vody, no sul da Rússia, voltou para Baku na sexta-feira após um pedaço de Espaço aéreo russo foi fechado, informou a agência de notícias estatal russa TASS.

Passageiros ouviram pelo menos um forte estrondo

Alguns dos sobreviventes do acidente disseram à agência de notícias Reuters que ouviram pelo menos um forte estrondo quando o avião se aproximava do seu destino original, Grozny, no sul da Rússia.

“Era óbvio que o avião havia sido danificado de alguma forma”, disse Subhonkul Rakhimov, um dos passageiros que falou do hospital. “Era como se estivesse bêbado – não era mais o mesmo avião.”

Outro passageiro, Vafa Shabanova, também ouviu um estrondo e disse: “Fiquei com muito medo”.

Acidente no Cazaquistão provavelmente devido a fogo russo: autoridades

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Kremlin se recusa a comentar em meio a investigação

O Kremlin disse que era muito cedo para comentar o alegações de que um míssil de defesa aérea russo foi responsável pelo acidente da Azerbaijan Airlines.

“Uma investigação está em andamento e, até as conclusões da investigação, não consideramos que temos o direito de fazer quaisquer comentários e não o faremos”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a repórteres na sexta-feira.

No entanto, o chefe da agência de aviação civil da Rússia, Dmitry Yadrov, disse no Telegram que havia neblina sobre o aeroporto em Terrível — o destino programado do voo. Ele também afirmou que drones ucranianos estavam atingindo a cidade na época do incidente.

“Drones militares ucranianos estavam realizando ataques terroristas contra infra-estruturas civis… naquela época”, disse Yadrov na sexta-feira.

“O piloto recebeu aeroportos alternativos. Ele tomou a decisão de ir para o aeroporto de Aktau.”

Ucrânia culpa a Rússia

Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy acusado Moscovo de ser responsável pela tragédia.

“Toda vida humana é valiosa e toda perda de vidas merece uma investigação completa para estabelecer a verdade”, disse Zelenskyy em comunicado no X.

Ele comparou o último acidente ao abate do voo MH17 há mais de 10 anos, que a Ucrânia e o Ocidente acreditam ter sido atingido por um míssil disparado pelas forças de defesa apoiadas pela Rússia. Moscou culpou os militares ucranianos pela tragédia, que matou quase 300 pessoas.

“Se a Rússia decidir espalhar mentiras da mesma forma que fez no caso do MH17, precisaremos de consolidar toda a pressão internacional sobre Moscovo, a fim de estabelecer a verdade e garantir a responsabilização”, disse Zelenskyy.

O conselheiro presidencial ucraniano, Andriy Yermak, também culpou a Rússia por “derrubar” o avião.

Meios de comunicação, incluindo Reuters e O jornal New York Times informou que um míssil russo provavelmente estava envolvido na queda, citando fontes de segurança do Azerbaijão próximas à investigação.

“Ninguém afirma que isso foi feito de propósito. No entanto, tendo em conta os factos estabelecidos, Baku espera que o lado russo confesse o abate do avião do Azerbaijão”, disse uma fonte à Reuters na quinta-feira.

rmt,lo,zc/rc (Reuters, AFP)



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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