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POLÍTICA

Ministros do STF dizem que caso Lula ‘precisa decantar’ e descartam liberdade em 2018

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Beco sem saída O imbróglio em torno de eventual concessão de prisão domiciliar para Lula fez com que ministros do STF favoráveis à medida passassem a vê-la como inadequada. O pedido instalou um embate entre advogados do petista. Nesse clima, magistrados que viam a alternativa com bons olhos já descartam a hipótese de o ex-presidente ir para casa neste ano. Se a decisão viesse antes da eleição, seria avaliada como gesto para colocá-lo na disputa. Depois, como manobra para deixá-lo fora do páreo.

Sintomático Os ministros do Supremo também avaliam que a repercussão da decisão do juiz federal Rogerio Favreto, que mandou soltar Lula em um domingo de plantão no TRF-4, assustou integrantes do STJ. A corte vai analisar um recurso especial do petista.

Longo inverno O enredo indica que Lula tem poucas chances de deixar a carceragem da PF neste ano pelas mãos de tribunais superiores. O caso dele “precisa decantar” e o ideal seria deixar a discussão para meados de 2019, dizem os ministros do STF.

Nem aí Programada para começar dia 31, a greve de fome de militantes pela libertação de Lula não deve impactar o Supremo. Integrantes da corte apostam que a manifestação não terá apelo.

Por garantia Diante da indefinição do PSB, a direção do PT estuda deixar brecha na resolução que vai oficializar a candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco no dia 2.

Nota promissória Petistas dizem que há possibilidade de registrar no documento que o partido pode retirar o nome dela da disputa caso o PSB, no dia 5, decida pelo apoio nacional aos petistas.

Xará A lista de candidatos do MDB de SP assustou alguns integrantes do partido. Na relação dos que vão disputar vaga à Câmara estava Marta Livia Barragana Fernandes Suplicy.

Xará 2 Houve quem pensasse que se tratava da senadora Marta Suplicy, que estuda concorrer à reeleição, e não de homônima que atua como presidente da Liga das Mulheres Eleitoras do Brasil.

RG Para evitar que o eleitor faça a mesma confusão, a candidata será registrada nas urnas apenas como Marta Livia.

Pega a senha Em meio à indefinição sobre a vaga de vice, aliados de Jair Bolsonaro (PSL) colocaram o nome de Frederico D’Avila no páreo. Ex-assessor do tucano Geraldo Alckmin e diretor da Sociedade Rural Brasileira, ele hoje planeja concorrer a deputado.

No estômago Aliado próximo de Bolsonaro, o deputado Fernando Francischini (PSL) foi um dos que mais se irritou com o fato de o presidente em exercício do PSL, Gustavo Bebianno, ter desaconselhado o presidenciável a ir à Cúpula Conservadora das Américas.

Perdeu Como o capitão reformado acatou a opinião, o ato que estava marcado para este sábado (28) foi adiado.

Olhai além Dirigentes da Rede dizem que as conversas da pré-candidata à Presidência Marina Silva com Ciro Gomes (PDT) e Álvaro Dias (Podemos) têm como objetivo estabelecer ambiente favorável a uma aproximação e bases para apoios no segundo turno.

Amanhã talvez Nem Marina nem o pedetista falam em aliança no primeiro turno.

Ranger de dentes Antes de se afastar da campanha de João Doria (PSDB), o economista Roberto Giannetti, alvo da Operação Zelotes, falou com o tucano. Estava muito abalado. Painel/Folha SP.

OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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