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moradores da região de Valência, mais uma vez em alerta vermelho, chamados a voltar para casa

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Em Espanha, os residentes da região de Valência (Leste) são chamados no domingo, 3 de novembro, a regressar a casa devido ao perigo de novas chuvas intensas, cinco dias depois das cheias que deixaram pelo menos 217 mortos no sudeste do país. A polícia pede aos residentes por megafone que regressem a casa, segundo a Agence France-Presse.

A Agência Meteorológica Espanhola (Aemet) acionou um novo alerta vermelho para chuva ao sul de Valência até às 23h. O Aemet evoca um “perigo extremo” : pode chover “mais de 90 l/m² (ou seja, 9 cm) em uma hora ». Várias regiões costeiras também estão em alerta laranja.

O dia ficou marcado nomeadamente pela suspensão da visita do rei Felipe VI e da rainha Letizia aos locais das inundações. Esta decisão foi tomada após as cenas de caos, próximas do motim, que ocorreram durante a primeira fase desta visita, em Paiporta, perto de Valência, uma das cidades mais enlutadas pela tragédia. Os soberanos foram recebidos com gritos de«assassinos! » e jogando lama. Eles tentaram conversar com as vítimas e acalmar sua raiva por cerca de uma hora antes de partirem. A visita deveria continuar normalmente em Chiva, outra cidade perto de Valência duramente atingida pelas inundações.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes Depois das inundações em Espanha, a lenta e difícil busca dos desaparecidos

“Quantas mortes?” »

A hostilidade foi de facto dirigida contra o primeiro-ministro socialista, Pedro Sanchez, e o presidente conservador da região de Valência, Carlos Mazon. Este último abandonou rapidamente o local, evacuado pelos serviços de proteção. “Renúncia de Mazon!” », “Quantas mortes?” »gritou a multidão que acusou as autoridades por ter enviado uma mensagem de alerta telefônico aos moradores tarde demais na terça-feiraenquanto os serviços meteorológicos colocaram a região em alerta vermelho pela manhã.

Pedro Sanchez disse no domingo que entendia “angústia e sofrimento” vítimas das inundações, mas condenou “todos os tipos de violência”falando de “alguns momentos absolutamente marginais”. Segundo a televisão pública (TVE), que exibiu imagens do veículo, o vidro traseiro do carro do primeiro-ministro estava partido.

No total, 213 pessoas morreram só na região de Valência, três em Castela-La Mancha, onde foi descoberto na manhã de domingo o corpo de uma mulher de 60 anos desaparecida na terça-feira, e uma na Andaluzia.

As autoridades esperam que o número de vítimas aumente ainda mais à medida que os destroços de automóveis empilhados em túneis e estacionamentos subterrâneos nas áreas mais atingidas forem examinados metodicamente. “Ainda há rés-do-chão ou garagens inundadas, caves e estacionamentos por limpar e é previsível que pessoas falecidas estejam nestes espaços”, assim declarado o Ministro dos Transportes, Oscar Puente. Segundo ele, o pedágio mudou relativamente pouco nas últimas quarenta e oito horas porque os serviços de emergência exploraram pela primeira vez “as áreas mais acessíveis”.

Situação caótica

SÁBADO, Pedro Sanchez anunciou o envio de 5.000 soldados adicionais ajudar as vítimas e participar na busca dos desaparecidos, elevando a sua força de trabalho total para 7.500, ou seja, o “o maior destacamento de forças armadas alguma vez realizado em Espanha em tempo de paz”segundo ele. A estes militares juntar-se-ão 5.000 polícias e guardas civis responsáveis ​​pelo apoio aos seus 5.000 colegas já no terreno, reforços aguardados com impaciência em determinadas localidades que enfrentam uma situação caótica.

Se as possibilidades de encontrar sobreviventes estão a diminuir, a prioridade da ajuda continua a ser a procura dos desaparecidos, com a restauração de estradas e infra-estruturas para permitir a entrega de ajuda e o restabelecimento de serviços essenciais. Segundo as autoridades, mais de 2.000 carros e camiões danificados já foram removidos. A eletricidade também foi restaurada para 94% dos residentes que dela estavam privados.

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Segundo Aemet, em certas localidades o equivalente caiu “de um ano de precipitação” em algumas horas. Esta inundação está ligada a um fenômeno de “queda fria”uma depressão isolada de grande altitude que causa chuvas repentinas e extremamente fortes que às vezes duram vários dias. Este fenómeno meteorológico, bastante comum no outono na costa mediterrânica espanhola, é provavelmente agravado pelo aquecimento global, segundo os cientistas.

O mundo com AFP

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (2).png

O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

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Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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