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Moradores e comerciantes contabilizam prejuízo após chuva – 12/10/2024 – Cotidiano

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Paulo Eduardo Dias

A tempestade que atingiu a região metropolitana de São Paulo na noite de sexta (11) causou destruição e um apagão que já dura mais de 24 horas. A soma dos ventos fortes, da queda de árvores e da falta de energia gerou uma série de prejuízos para moradores e comerciantes.

A contadora Melissa Oliveira, 32, conta com tristeza sobre o desfecho que teve seu Renault Clio, ano 2004. O carro, apelidado carinhosamente de Clilson, não resistiu a queda de uma árvore de grande porte e se transformou em uma chapa de ferro retorcido. O automóvel não tinha seguro.

Outros dois carros foram atingidos, mas não ficaram destruídos.

Por volta das 17h deste sábado (12), os moradores da rua Catão, na Vila Romana, zona oeste da capital, acompanhavam os trabalhos de remoção da árvore e de galhos. A fiação também foi atingida.

Segundo eles, a destruição teve início pouco antes das 20h de sexta, depois de uma rajada de vento.

Melissa contou que temia a queda da árvore e por isso não deixava o carro naquele ponto. Quanto começou a ventania, ela tentou sair de casa, mas foi impedida pelo namorado.

“Olhei da minha janela e vi o tempo virando. Se meu namorado tivesse deixado eu sair, eu poderia estar agora sob o carro”.

Melissa disse ter aberto um pedido de poda da árvore em fevereiro e, na mesma data, avisou a central 156 da prefeitura sobre o risco de queda.

Ela afirmou que somente neste sábado soube que o pedido havia sido negado.

O subprefeito da Lapa, José Marcelo Costa, estava presente no local. Segundo ele, o pedido foi indeferido por ausência de informações, que deixaram a solicitação inconsistente.

Ainda de acordo com Costa, uma engenheira agrônoma esteve no local e afirmou que a árvore estava sadia.

Outros moradores que acompanhavam os trabalhos se queixaram de uma possível negligência da Enel e da prefeitura.

A dona de casa Marta Oliver, 46, proprietária de um carros danificados, um Hyundai HB20 ano 2022, criticou o prefeito Ricardo Nunes (MDB), que esteve anteriormente na rua.

“O segundo turno ainda não foi. Se tivesse ganhado, nem vinha”, disse ela.

Na Barra Funda, um grupo de amigos jogava truco na calçada do bar do Sinval, na rua Doutor Ribeiro de Almeida. A jogatina, que sempre ocorre dentro do estabelecimento, perdeu o lugar por falta de luz.

O dono, Sidnei Guimarães, o Zonga, 49, contava os prejuízos de um sábado sem luz. Ele disse que deixou de vender cerca de 80 refeições. Também tinha medo que caso a falta de energia continuasse, perdesse bebidas e carnes congeladas.

Até a noite deste sábado 1,35 milhões de clientes da Enel na grande São Paulo ainda estavam sem luz.

Uma árvore caída ao lado, na rua Anhanguera, era a causadora do problema no bar.

Sentado na soleira de um comércio fechado de frente para a árvore caída estava o marceneiro Orlando Bind, 78. Diabético, ele necessita de aplicações de insulina, armazenadas em uma geladeira.

“É uma vergonha. Foi às 19h de ontem e até agora, nada. Coloquei a insulina em uma caixa de isopor com gelo. Vou ter que comprar mais gelo”.

Na noite deste sábado alguns moradores do Campo Limpo também sofriam com a falta de energia. Em um condomínio na avenida Professora Nina Stocco, onde um homem morreu após a queda de uma árvore, a luz ainda não havia sido reestabelecida.

A mesma região estava incomunicável na noite deste sábado. A rede de telefonia e de internet sofria com um apagão. A atendente de uma loja contou que desde cedo moradores procuraram o estabelecimento, um dos poucos com energia, para usar o wifi ou carregar o celular.

Pele cidade, alguns semáforos continuavam apagados, como na praça Panamericana, em Pinheiros, e na avenida Eliseu de Almeida, no Butantã, além da avenidas Rebouças e Brasil.

A Enel disse em nota que “reitera seu compromisso com a população em todas as áreas em que atua e seguirá investindo para entregar uma energia de qualidade para todos”. Também destacou que técnicos da companhia seguem trabalhando para reconstruir trechos da rede elétrica danificados e restabelecer o serviço.



Leia Mais: Folha

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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