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POLÍTICA

Moraes usou uma tática que bolsonaristas adoram us…

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Moraes usou uma tática que bolsonaristas adoram us...

Matheus Leitão

O efeito surpresa de mostrar um vídeo editado sobre o 12 de dezembro de 2022 e o 8 de janeiro de 2023, levando à sala da primeira turma do Supremo Tribunal Federal o clima da tentativa de golpe, é o mesmo usado pelos bolsonarismo nas redes sociais para a construção de narrativas, muitas delas mentirosas.

Nesse aspecto, foi a bola fora do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso da trama golpista, durante a análise da aceitação da denúncia contra Jair Bolsonaro, Braga Netto, Augusto Heleno, Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Paulo Sérgio Nogueira e Mauro Cid.

Com efeitos dramáticos, o vídeo mostrou como não se tratou apenas de um “quebra quebra” como defende Jair Bolsonaro e outros acusados do “núcleo crucial”, mas de uma tentativa real de abolir o estado democrático de direito no Brasil.

A própria peça de acusação da procuradoria-geral da República mostra, com provas quase incontestáveis, que a ideia era primeiramente o de dar o golpe com o apoio das Forças Armadas. Como a cúpula do Exército e da Aeronáutica não toparam, o “núcleo crucial” incitou o 8 de janeiro.

Não é necessário um vídeo editado para mostrar a gravidade da destruição das sedes dos Três Poderes, e a tentativa de golpe, para sensibilizar os colegas de toga da corte – ainda mais se tratando de Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Luiz Fux.

A estratégia de Moraes de usar o bolsonarismo contra ele mesmo pode ser um tiro no pé, ainda mais se tratando do mais importante julgamento da história do STF.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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