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Morando em Manaus, enfermeiro continua nas escalas de plantão da UPA

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Em abril deste ano, o enfermeiro, servidor público da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre), José Willian de Sá Costa Cruz, passou a morar em Manaus, após concluir o curso de medicina e ser convocado para o serviço militar obrigatório.

Ocorre que mesmo estando fora do Acre há mais de três meses, o ac24horas recebeu escalas de plantão da UPA Via Verde, localizada no Segundo Distrito de Rio Branco, onde mesmo ausente do estado há mais de 90 dias, Willian permanece escalado para plantões como se estivesse trabalhando normalmente.

O ac24horas entrou em contato com Dora Vitorino, gerente-geral da unidade de saúde, que confirmou a veracidade das escalas e afirmou que um outro profissional tem trabalhado no lugar de Willian. “É verdade. Ele permanece nas escalas, mas tem uma outra pessoa fazendo os plantões para ele até que o documento dele se resolva na Sesacre. Existe uma pessoa trabalhando no seu lugar e ele não está recebendo o salário, quem recebe é esse outro profissional que tá trabalhando em seu lugar. A pessoa que tira os plantões do Willian é um enfermeiro da unidade”, afirma Dora Vitorino.

Questionada sobre a legalidade do procedimento, já que o salário de Willian cai em sua conta bancária, a gestora afirmou que estaria providenciando o documento de devolução do enfermeiro no mesmo dia para a Sesacre. “Eu estou conversando com a direção de enfermagem neste momento e não quero nem saber se a Sesacre deferiu ou não viu o documento. Só sei que a gente vai devolver hoje ainda o servidor e a secretaria que resolva essa situação”, diz Vitorino.

Consultado sobre a denúncia, José Willian comprovou que enviou um pedido de afastamento no dia 4 de maio deste ano, um mês após ingressar no Centro de Instrução de Guerra na Selva do Exército Brasileiro, localizado em Manaus. Confirmou também que pagou nos últimos meses para que seus plantões fossem realizados por outro profissional, já que não recebeu nenhuma resposta da Secretaria de Saúde.

A reportagem entrou em contato com a Sesacre que se manifestou por meio de uma nota. Sem citar o fato da suposta ilegalidade de um outro servidor trabalhar no lugar de Willian e sem explicar porque a análise de um simples pedido de afastamento não ter sido analisado em mais de 70 dias, se limitou a informar que o processo de afastamento se encontra em andamento.

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