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Morte de Marília Mendonça causa comoção de fãs no AC; show da cantora bateu recorde com 20 mil pessoas em feira agropecuária
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5 anos atrásem
A morte da cantora Marília Mendonça, nesta sexta-feira (5), causou comoção em fãs do Acre que acompanhavam o trabalho da artista. Nas redes sociais, muitos postaram fotos e expressaram admiração e lamentaram a tragédia.
A cantora de 26 anos e mais quatro pessoas morreram na tarde desta sexta, após a queda de um avião de pequeno porte perto de uma cachoeira na serra de Caratinga, interior de Minas Gerais.
“Obrigado pela oportunidade de produzir um show seu, sem dúvidas, foi a melhor experiência da minha vida. Artista incrível, acessível, talentosa, humana, humilde. É uma perda enorme para o mundo artístico e todo o setor de eventos. Vá em paz”, disse um internauta.
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Internautas lamentaram morte de Marília Mendonça — Foto: Reprodução
Marília fez show no Acre, no ano de 2019, e reuniu uma multidão. A apresentação dela foi a mais esperada da Expoacre daquele ano e bateu recorde de público, com 20 mil pessoas presentes no parque de Exposições Wildy Viana.
“Jovem, linda, mãe, auge da carreira. Vai deixar muita, mas muita saudade”, disse outro fã ao contar que fez um especial da cantora no último domingo (31).
A cantora sertaneja retornou ao estado acreano após três anos da última apresentação. Em entrevista para Rede Amazônica Acre, a rainha da sofrência falou que estava muito animada em trazer a turnê “Todos os Cantos” para o estado em 2019.
As músicas de Marília arrebataram o Brasil com letras e melodias intensas e românticas. Ela liderou uma reviravolta feminina no mercado sertanejo, que impôs mulheres como protagonistas do estilo até então dominado quase apenas por homens, a partir de 2016, no chamado “feminejo”.
Ela nasceu em Cristianópolis (GO) em 22 de julho de 1995. Entre os seus grandes sucessos, que a colocaram como uma das cantoras mais ouvidas do país, estão “Infiel”, “De quem é a culpa?’ e “Eu sei de cor”. Marília Mendonça deixa um filho que completa dois anos em dezembro. Relembre a trajetória.
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Cantora revelou que deve faria show surpresa no Acre — Foto: Reprodução
“É demais estar de volta, já estava com saudade de todo esse calor humano que tem aqui. A galera que realmente sabe curtir a festa, está lotado aí. Nossa turnê nova, ‘Todos os Cantos’, ainda não veio gravar aqui no Acre, mas já temos as datas todas marcadas”, disse Marília na época em que estabe no Acre.
Na época, a cantora falou que pretendia trazer um show surpresa para o estado, que fazia parte do projeto que levava a cantora a diversas cidades do país sem aviso prévio.
“Não posso falar porque é segredo, pessoal sabe que nesse projeto a gente chega de surpresa em toda cidade e grava uma música qualquer e é aberta ao público. Já temos a data, mas ainda não viemos. Fiquei muito feliz em saber que a gente é recorde [de público] da exposição”, comemorou Marília.
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Cantora se apresentou na Expoacre em Rio Branco — Foto: Reprodução
Público apaixonado
Gente apaixonada, abraços e todo mundo cantando em sincronia. Cada um aproveitou o momento a sua maneira. “Show está maravilhoso, a Marília, como sempre, adora cantar para o público acreano”, contou o fã Rodrigo Beroti.
Romário Pires é de Goiás e mora no Acre há quatro meses. Ele falou que foi um dos primeiros a comprar o ingresso para garantir a participação no evento. “É uma lembrança da nossa moradia. Estou me sentido em casa”, comentou.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário