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Mudança climática: governo reparte riscos em rodovias – 26/12/2024 – Mercado
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Paulo Ricardo Martins
As enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em abril e maio pegaram a CCR de surpresa. A catástrofe no Sul e as fortes chuvas que assolaram a Rio-Santos (BR-101) em 2022 causaram um prejuízo de R$ 500 milhões à companhia, dinheiro que vem sendo alocado em obras de reparo dos ativos. A empresa, aliás, discute com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) um reequilíbrio contratual da ViaSul, concessionária do grupo responsável por rodovias gaúchas.
Mais intensas ante o colapso climático presenciado ao redor do mundo, enchentes, queimadas e outros eventos extremos da natureza ameaçam a sustentabilidade financeira do setor de infraestrutura. A nova realidade levou a ANTT e o governo federal a adicionar e revisar regras dos contratos de estradas no país.
Segundo Felipe Queiroz, diretor da ANTT, a legislação brasileira e a estruturação dos contratos, incluindo os estudos de viabilidade das concessões, já abrangiam a questão ambiental. Ele afirma, porém, que a partir de 2024 a agência deu início a uma nova matriz de risco, com compartilhamento de prejuízos com o governo.
A matriz abrange, por exemplo, o risco extraordinário. O termo se refere a riscos que se materializam de forma muito maior do que o previsto anteriormente pela companhia —como grandes enchentes, explica.
Por exemplo, o contrato da BR-381, conhecida como Rodovia da Morte, em Minas Gerais, arrematada pela gestora 4UM em agosto, prevê o compartilhamento entre a concessionária e o governo dos efeitos extraordinários de eventos que impactem exclusivamente os preços de insumos e a receita tarifária da concessão.
“A questão relacionada a talude e chuva está prevista lá [nos contratos], mas pode chover de uma forma imprevisível, muito acima da média. Esse é um risco extraordinário”, exemplifica Queiroz à Folha.
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Ele afirma que os contratos consideram também riscos residuais, aqueles que nem estavam previstos, como uma pandemia.
Queiroz diz ainda que possíveis reequilíbrios financeiros podem gerar impacto na tarifa, como forma de garantir a sustentabilidade dos projetos. Outras opções, mais complexas, são a extensão do prazo de concessão e diminuição das obrigações elencadas no contrato.
“Em geral, é mais confortável trabalhar na tarifa, por uma série de razões. Você não prorroga prazos [do contrato], por exemplo. Isso é um limitante quando o impacto é muito grande, com um incremento muito alto de tarifa. Mas isso não é observado com frequência. No geral, [o ajuste] é na tarifa mesmo.”
Outra medida tenta incentivar obras que tornem os ativos mais preparados a impactos de eventos climáticos extremos. Trata-se da portaria 622, publicada em julho e assinada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho. O texto prevê que os novos projetos rodoviários destinem, no mínimo, 1% da receita bruta da concessão para o desenvolvimento de infraestrutura resiliente, com o objetivo de reduzir os impactos das mudanças climáticas.
As concessões deverão prever ações voltadas à mitigação das emissões de gases de efeito estufa, ao incentivo ao uso de fontes de energia renováveis e à conservação da fauna e da flora, entre outras medidas.
Ainda segundo Queiroz, a ANTT também avalia a modernização de contratos antigos, que não previam riscos agora considerados na concessão —a análise será feita caso a caso.
A CCR já conta com um núcleo de resiliência climática, que desenvolve ações voltadas para o tema. A empresa possui uma parceria com o Climatempo, que produz relatórios periódicos sobre a situação climática das rodovias da concessionária.
Segundo Juliana Silva, diretora de sustentabilidade da CCR, a companhia vem traçando uma estratégia com mapeamento e precificiação dos riscos climáticos dos ativos.
Silva diz que há um movimento de adaptação tanto do governo federal como do Governo de São Paulo. Ela cita, por exemplo, a Rota Sorocabana, conjunto de estradas estaduais leiloadas neste ano pela gestão Tarcísio. O projeto foi arrematado pela CCR, por um lance de R$ 1,601 bilhão.
O contrato da concessão prevê a possibilidade de reequilíbrio financeiro para investimentos realizados pela concessionária —e não previstos no contrato— para a restauração do tráfego e garantia da segurança dos usuários em razão de impactos de eventos climáticos extremos. “É um movimento que veio para ficar e que só tem acelerado em razão dos ocorridos.”
Marco Aurélio Barcelos, presidente da ABCR (Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias), diz que hoje a engenharia prevista nos contratos está mais adaptada ao contexto atual.
“Por exemplo, dada a avaliação do regime pluviométrico recente de algumas regiões, é exigido agora que os bueiros tenham uma vazão maior ou que se pense em outras soluções para além de bueiros. Eventualmente vai ter que colocar uma ponte para dar conta disso”, explica Barcelos.
Entidade que representa companhias como CCR, EPR e EcoRodovias, a ABCR prevê lançar em breve um estudo que vai apontar quais rodovias registram variações climáticas que podem apresentar riscos à concessão. O material também vai indicar possíveis intervenções de engenharia para ampliar a resiliência desses ativos, segundo Barcelos.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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