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Na Itália, casais de mães lutam para manter a condição de pais

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Quando o trabalho de parto começou, Valentina Bagnara, 36 anos, estava com sua companheira, Daniela Ghiotto, 45, em um carro em alta velocidade de Vicenza, sua cidade natal, para Pádua, onde teve que dar à luz. Os dois professores teriam poupado a viagem de cerca de quarenta quilómetros entre as duas cidades venezianas. Mas apenas um dos municípios, graças a um autarca empenhado, permitiria que fossem reconhecidas igualmente como mães da sua filha. Concebida na Dinamarca por procriação medicamente assistida (MAP), Caterina nasceu em 19 de maio de 2022 e sua certidão de nascimento atesta que ela é de fato filha de Valentina e Daniela.

Porém, um ano depois, em junho de 2023, o Ministério Público de Pádua contestou a validade do documento e, tal como outras trinta e seis crianças de casais do mesmo sexo registados na cidade, Caterina foi enviada de volta ao limbo jurídico. Porque entretanto, o governo dominado pela extrema-direita da presidente do conselho Giorgia Meloni instalou-se no poder e, numa Itália já muito atrasada em termos dos direitos das pessoas LGBT, o equilíbrio das famílias do mesmo sexo é tornar-se ainda mais precário do que já era. “Agora somos alvos políticos”, resume Daniela Ghiotto.

A batalha judicial aberta pelo Ministério Público de Pádua, e na qual estão envolvidas as mães de Caterina e outras trinta e duas famílias, continua em curso. A sua questão é o simples direito dos homossexuais de fundar uma família. Originalmente, havia uma circular emitida pelo Ministério do Interior chefiado por Matteo Piantedosi, um alto funcionário próximo da Liga (extrema direita), ordenando aos prefeitos que lembrassem aos prefeitos da Itália que não registrassem os nomes de dois pais dos mesmo sexo nas certidões de nascimento.

Vitórias… e mais apelos

O texto dirigia-se, de facto, a municípios como o de Pádua, onde esta prática se consolidou graças a um vazio jurídico e ao arbítrio dos vereadores progressistas, que Daniela Ghiotto descreve como“objetores de consciência”. Com as novas instruções em vigor, o Ministério Público da cidade destacou-se pelo zelo em exigir o cancelamento das certidões de nascimento datadas de 2017. “Soubemos pela imprensa que talvez eu não fosse mais reconhecida como mãe da minha filha, que talvez precisasse apresentar uma procuração para buscá-la na escola no futuro…”diz Mmeu Ambicioso.

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna-1.jpg

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.

A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.

No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.

“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.

A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna2.jpg

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.

Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel.jpg

Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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